5 curiosas perguntas sobre assuntos históricos

Estudar a história é fazer perguntas. Claro, que ao buscarmos respostas para questões passadas, vamos nos deparar com inúmeras dificuldades. A verdade quase sempre se oculta atrás da pátina do tempo, é ofuscada por preconceitos, interesses políticos, ideologias. Mas, apesar das intempéries, precisamos nos interessar por história, precisamos fazer perguntas e procurar a verdade como quem busca um tesouro! Nesse artigo, vamos responder a cinco perguntas sobre história, de teor curioso, espero que as respostas sejam satisfatórias; mas esteja à vontade para discordar!


1 - Quantos habitantes havia no Brasil na época do Descobrimento?
Índios brasileiros

Oito milhões de pessoas viviam aqui em 1500. O número não é exato, mas é um consenso entre os historiadores. Desse total, 5 milhões viviam na Amazônia (incluindo áreas da floresta hoje pertencentes ao Peru, Equador e outros países). Para se ter uma ideia, na época, Portugal tinha pouco mais de 1 milhão de habitantes. A Europa inteira, cerca de 80 milhões. A América como um todo chegava aos 57 milhões. Só no Império Inca, que se estendia da Colômbia ao Chile, eram 10 milhões. Documentos da expedição de Cristóvão Colombo, que desembarcou no continente em 1492, relatavam aldeias que já pareciam verdadeiras cidades, abrigando até 2 mil pessoas.

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2 - Que língua Jesus falava?
Aramaico. Isso é consenso entre historiadores e defendido pela Igreja. Mas de vez em quando surge uma polêmica. Em 2014, o papa Francisco e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, debateram o assunto em Jerusalém. “Jesus esteve aqui, nesta terra. Ele falava hebraico”, disse o líder israelense. Francisco interrompeu: “Aramaico”. Netanyahu retrucou: "Falava aramaico, mas sabia hebraico". O ministro não está de todo errado; as lideranças judaicas da época falavam hebraico, como Jesus conviveu com elas, entendia a língua. Na verdade, possivelmente Jesus era um poliglota. Devia ter noções de grego, porque esse povo deixou marcas na região na época da ocupação dos macedônios, e de latim, o idioma dos conquistadores romanos. Mas, no dia a dia, ele falava aramaico mesmo, que era a língua do povo judeu. Árabe, nem pensar - a língua só se tornou dominante na região a partir do século 7.

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3 - Qual nação mais invadiu outros países na história?
Império Britânico

Foi a Inglaterra. Uma pesquisa de 2012 analisou a história de mais de 200 países e concluiu que, dos 193 países reconhecidos hoje pelas Nações Unidas, 171 (88,6%) foram invadidos pelos britânicos em algum momento de sua história. Vale ressaltar que nem todos os países invadidos chegaram a fazer parte do império britânico. Os dados incluem até invasões feitas por exploradores privados e piratas, desde que as aventuras tivessem o consentimento do governo. O Brasil está na lista: em 1591, sob o comando do corsário inglês Thomas Cavendish, os britânicos invadiram, saquearam e ocuparam, por quase três meses, as cidades de São Vicente e Santos.

4 - Onde, na São Paulo atual, ocorreu o Grito do Ipiranga?
Ninguém sabe o lugar exato. “É difícil definir onde dom Pedro teria passado quando veio de Santos, em 7 de setembro de 1822”, diz a historiadora Cecília Helena de Salles Oliveira, professora da USP e autora do livro O Brado do Ipiranga. “A partir dos anos 1910, essa área de São Paulo sofreu muitas mudanças, como a canalização do riacho do Ipiranga.” Um dos palpites é que ele tenha acontecido onde hoje fica o Parque da Independência. O Museu do Ipiranga, também ali, abriga outra pista: o quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo. Produzido entre 1886 e 1888, ele inclui, num canto da imagem, uma residência parecida com a Casa do Grito, que ainda hoje está preservada no Parque. Por mais que vários detalhes da tela sejam idealizados, o pintor fez uma boa pesquisa de campo e não teria por que criar o imóvel do nada.

5 - Como surgiram os cartões amarelo e vermelho no futebol?
Cartão amarelo

Eles foram inventados pelo juiz inglês Ken Aston, membro do Comitê de Arbitragem da Fifa, e instituídos em 1970. Antes dos cartões, quando algum jogador realizava alguma penalidade, o juiz precisava advertir de forma interpretativa e verbal. Isso geralmente causava confusões. Na Copa do Mundo de 1966, no jogo entre Inglaterra e Argentina, o capitão argentino, Antonio Rattín, começou a gesticular ao término do primeiro tempo exigindo um intérprete, pois o árbitro alemão, Rudolf Kreitlein, logo no início da partida, já tinha advertido três jogadores de seu time. O árbitro pensou que os gestos do jogador fossem xingamentos e acabou expulsando-o. Rattín não quis sair, alegando não entender o juiz e a punição. Essa atitude gerou uma confusão generalizada, que acabou com o argentino retirado de campo, escoltado por soldados. Depois do incidente, a Fifa percebeu a necessidade de um tipo de regra para evitar esses problemas. Aston copiou o conceito de cores dos semáforos de trânsito e sua esposa Hulda teve a ideia de usar cartões.

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