Se você acha que  hoje em dia existem alguns aparelhos de beleza bem estranhos, confira como as nossas avós (ou as bisavós para os mais jovens) se viravam. Alguns dos aparelhos de beleza daquela época eram ideias inovadoras, outros, entretanto, faziam fronteira com a bizarro. Confira!


1 – Calibrador de beleza facial - 1932

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2 – Secador de cabelo cromado - 1928

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3 – Removedor de sardas - 1930

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4 – Ondulador de cabelo - 1930

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5 – Massageador do pescoço – 1933

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6 – Aparelho de beleza eletrotérmico - 1933

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7 – Aparelho para esfregar as costas - 1947

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8 – Aparelho de bronzeamento - 1947

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9 – Vaporizador de “ionizante facial” - 1952

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10 – Secador de cabelo com pedestal - 1932

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11 – Alisamento de cabelo – 1964

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Imagine-se precisando de uma cirurgia durante a Era Vitoriana. Para a sua sorte você está em Londres, onde  começam a ser experimentadas a primeiras cirurgias com anestesia, mas não fique muito esperançoso, haverá um longo martírio à sua espera. Duvida? Então dê uma olhada nestas gravuras retiradas do livro Crucial Interventions: An Illustrated Treatise on the Principles and Practice of 19th-Century Surgery, escrito pelo historiador Richard Barnett. No livro, Barnett entrelaça artigos de história da medicina com gravuras retiradas de manuais médicos do século 19.  Ainda que de certo modo as gravuras sejam belas, é impossível não ficar horrorizado.

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A gravura acima mostra uma cirurgia para corrigir o estrabismo (alinhamento anormal dos olhos). Os músculos internos do globo ocular eram cortados de modo que o olho iria apontar na direção certa.


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A remoção da mandíbula inferior.


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Compressão das artérias do braço e perna para reduzir a perda de sangue durante a cirurgia.


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A gravura acima retrata uma das primeiras operações britânicas realizadas com anestesia, feita pelo cirurgião escocês  Robert Liston, pioneiro dessa técnica. Ele operava com uma faca entre os dentes e podia amputar uma perna em menos de 3 minutos.

 
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Duas técnicas de cesariana.

 
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Instrumentos cirúrgicos, entre eles serras, facas e tesouras usadas em cirurgias ósseas.


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A anatomia da axila e a ligadura de um vaso sanguíneo perto dela.


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A amputação de vários dedos do pé.


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Pontos de ligadura da artéria no braço.


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Cirurgia de câncer na língua.


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Ligadura de uma artéria na região inguinal, utilizando suturas e um gancho de sutura, com compressão do abdômen para reduzir o fluxo de sangue.

Então, amigo leitor. Vai querer dizer que não se retorceu de agonia, enquanto olhava as gravuras?

A Idade Média durou aproximadamente do século 5 ao século 16 - um total de 1.100 anos. Durante o período logo após a Idade Média (que é muitas vezes referido como  Iluminismo), o milênio anterior foi duramente criticado e condenado - da mesma forma como agora são condenadas as ações de algumas pessoas durante o período vitoriano (o puritanismo sexual, por exemplo). Os escritores do então recém-criado movimento protestante, atacaram duramente a Idade Média por causa da catolicidade que reinava nela. Infelizmente, muitos dos mitos e equívocos que surgiram na época ainda são tidos como verdadeiros até os dias de hoje, como veremos a seguir.


1 - A pena de morte era comum na Idade Média

Diferente do que a maioria da pessoas acredita, a Idade Média deu à luz o sistema de júri e os julgamentos eram de fato justos. A pena de morte era aplicada somente  aos piores casos, como assassinato, traição e incêndio criminoso. Foi só no fim da Idade Média que governantes como Isabel I começaram a aplicar a pena de morte como um meio para livrarem-se de oponentes religiosos e políticos. Decapitações públicas não eram como as vemos nos filmes - elas eram reservadas aos condenados mais ricos e geralmente não eram realizadas em público. O método mais comum de execução era a  forca; a queima na fogueira era extremamente rara, sendo quase sempre realizada após o criminoso ter sido enforcado até a morte.

 

2 -  As Bíblias eram cadeadas para impedir  as pessoas de conhecê-la

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Durante a Idade Média  todos os livros eram escritos à mão. Esta era uma tarefa meticulosa que levava muitos meses - particularmente com um livro tão grande quanto a Bíblia. O trabalho de impressão de livros era exclusivo dos monges que viviam em mosteiros. Como você já deve ter concluído, esses livros eram incrivelmente valiosos. Portanto, cada igreja trancava sua Bíblia às sete chaves para  protegê-la da avidez dos ladrões

Não houve nenhuma conspiração para manter a Bíblia longe das pessoas – bem longe disso: os cadeados significavam que a Igreja queria garantir que as pessoas ouvissem a Bíblia todos os dias. E para mostrar que não era só a Igreja Católica que trancava as Bíblias por motivos de segurança, a mais famosa “Bíblia acorrentada” é a “Grande Bíblia” que Henrique VIII mandou imprimir e ordenou que fosse lida nas igrejas da Inglaterra.

 

3 - Os pobres eram mantidos em um estado de quase inanição

Isto é completamente falso. Os camponeses tinham mingau fresco e pão todos os dias - com cerveja para beber. Além disso, também comiam uma variedade de carnes secas ou curadas, queijos, frutas e legumes. Galinhas, patos, pombos, gansos e outras aves não eram incomuns na mesa dos camponeses. Alguns camponeses também mantinham colmeia de abelhas para fornecer mel. Dada a escolha entre McDonalds e a comida camponesa medieval, eu suspeito que o alimento camponês seria mais nutritivo e saboroso.

Os ricos do tempo tinham uma grande variedade de carnes para escolher - como gado e ovelhas, e provavelmente tinham ao seu dispor um bom número de pratos condimentados - algo que o pobre não podia pagar, devido ao alto preço das especiarias, que eram importadas da Ásia.

A Wikipédia possui um artigo interessante  que descreve a culinária da Idade Média.

 

4 - A Idade Média foi uma época de grande violência

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É claro que existiu violência na Idade Média assim como em qualquer época da história, mas nada igual à nossa moderna civilização. Na Idade Média, a maioria das pessoas vivia suas vidas sem sofrer violência. A Inquisição não foi a violenta sede de sangue como muitos filmes e livros tem afirmado, sendo que a maioria dos historiadores modernos admitem isso sem problemas. Os nossos dias tem visto genocídios, assassinatos em massa e  em série - algo praticamente inexistente antes da “iluminação”. Na verdade, há  apenas dois assassinos em série “dignos de nota” da Idade Média: Isabel Bathory e Gilles de Rais.

Para aqueles que contestam o fato de que a Inquisição resultou em muito poucas mortes, a Wikipédia tem as estatísticas aqui que mostram que houve no máximo 826 execuções registadas durante um período de 160 anos - a partir de 45.000 julgamentos!

 

5 – As mulheres eram oprimidas na Idade Média

Em 1960 e 1970, a ideia de que as mulheres eram oprimidas na Idade Média floresceu. Na verdade, tudo o que precisamos fazer é pensar em algumas mulheres significativas do período para ver que isso não é a verdade absoluta:  Joana d'Arc era uma jovem a quem foi dado o controle total do exército francês. Sua queda foi política e teria ocorrido mesmo que ela fosse homem. Hildegarda de Bingen foi uma polímata da Idade Média, tida em tão alta estima que  reis e papas  buscavam seus conselhos. A música e os escritos dela são apreciados até hoje. Isabel I governava como uma rainha poderosa  e muitas outras nações tiveram  líderes mulheres.

A maior diferença entre o conceito de feminismo na Idade Média e o que temos agora, é que na Idade Média, acreditava-se que as mulheres eram “iguais em dignidade, diferentes em capacidade”, agora o conceito foi modificado para “iguais em dignidade e capacidade”.

 

6 – A Idade Média foi uma época de profunda inatividade intelectual

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Graças em grande parte aos filmes de Hollywood, muitas pessoas acreditam que a Idade Média foi um período cheio de superstição religiosa e de ignorância científica, uma época morta para as artes e as ciências. Mas essa também é uma afirmação que pode ser contestada.

A ciência e a filosofia floresceram durante a Idade Média, graças à introdução de universidades por toda a Europa. A Idade Média produziu alguns dos maiores expoentes da  arte, música e literatura de toda a história. Boécio, Boccaccio, Dante, Petrarca e Maquiavel ainda hoje são reverenciados por suas mentes brilhantes. As catedrais e castelos da Europa ainda estão de pé e são exemplos de algumas das mais belas obras de arte e cantaria já  criadas pelo homem.

Considerado por muitos como um dos maiores líderes militares que o mundo já viu, Napoleão Bonaparte (1769-1821) governou a França e grande parte da Europa de 1804 e 1815. Inúmeros livros foram escritos sobre o seu gênio militar, ascensão ao poder, reformas, campanhas militares e até mesmo sobre a sua vida amorosa. Apesar disso, alguns fatos fascinantes da vida deste homem são relativamente pouco conhecidos. Listados abaixo estão 5 curiosidades  que você talvez desconheça sobre Napoleão Bonaparte.

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1 – Napoleão proibiu que os porcos levassem seu nome

No primeiro ano do seu reinado, Napoleão introduziu o código civil francês ou o código de Napoleão, que foi  adotado por praticamente toda a Europa. Além de introduzir leis altamente progressivas, Napoleão também criou uma lei um tanto quanto estranha, segundo a qual, é ilegal “batizar” um porco com o nome dele. Curiosamente, a lei nunca foi abandonada e, portanto, os proprietários de suínos franceses ainda estão arriscados à sanções legais, caso coloquem o nome Napoleão em um de seus animais.

 

2 – Napoleão foi uma das primeiras vítimas dos tabloides ingleses

Enquanto na expedição militar no Egito em 1798, Napoleão foi informado sobre o caso de sua amada esposa Josefina com o tenente hussardo Hipólito Carlos. Não é preciso dizer que ele ficou furioso. Napoleão escreveu a seu irmão José, revelando como seus sentimentos por Josefina mudaram devido à infidelidade dela. A carta, de alguma forma foi parar nas mãos de alguns tabloides britânicos e logo, Napoleão teve sua vida amorosa revelada por toda a Europa.

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Bonaparte diante da Esfinge, (ca. 1868) por Jean-Léon Gérôme


3 – A Napoleão é creditada a frase “ uma imagem vale mais do que mil palavras”

Uma das expressões mais populares do mundo “uma imagem vale mais do que mil palavras” é muitas vezes creditada a Napoleão. No entanto, é importante notar que essas não foram as palavras exatas do general francês. Em vez disso, ele disse: “Un bon croquis vaut mieux qu'un longas discours” que se traduz em “Um bom esboço é melhor do que um longo discurso”. O significado é praticamente o mesmo, mas diferente o suficiente para a suposta autoria de Napoleão da famosa frase ser contestada. De acordo com alguns, ela é um provérbio chinês, enquanto outros atribuem a autoria a Fred R. Barnard.

 

4 – Napoleão foi ridicularizado por seu sotaque corso

Esse fato aconteceu muito antes dele se tornar o homem mais poderoso da Europa; Napoleão foi provocado por seus colegas da Academia Militar Francesa, da qual ele participou de 1779 a 1784. Napoleão nasceu na ilha da Córsega, em uma família de ascendência italiana, portanto, ele tinha um sotaque distinto, diferente dos acentos dos seus colegas da academia. Ao longo dos anos, o sotaque de Napoleão tornou-se menos evidente, mas ele falou francês com um sotaque da Córsega por toda a sua vida.

 

5 – Napoleão escreveu um romance

Napoleão era um homem de muitos talentos. Além de ser um brilhante  líder militar, estadista, legislador e reformador, ele também era escritor - ele escreveu um romance intitulado Clisson et Eugenie. No entanto,  esse romance foi montado a partir de vários rascunhos e publicado apenas em 2008. Napoleão escreveu o romance, inspirado no seu relacionamento fracassado com a futura rainha da Suécia  Desidéria Clary, quando ele tinha apenas 26 anos de idade.