Nesse vídeo de 3 minutos, a modelo Lolly Howie traça a evolução dos vestidos de noiva ao longo do último século. Embora o vestindo branco nunca tenha saído de moda, os padrões e as formas se transformaram no correr dos anos: das golas altas de 1915 até os estilos elegantes dos dias de hoje.

Vestido de noite

Assista a história se desenrolar abaixo:


Fonte: Mode [ Link Patrocinado ]
Todos nós temos lá os nossos próprios interesses incomuns, contudo, às vezes, a paixão por algo se transforma em obsessão pura. Nesse sentido, podemos dizer com segurança que Kevin Wheatcroft é totalmente obcecado com o Terceiro Reich. Wheatcroft, um milionário britânico, tem dedicado sua vida a perseguir um sonho um tanto quanto inquietante: recolher o máximo possível da parafernália nazista.

Kevin Wheatcroft

Por exemplo, o homem possui 88 tanques da Segunda Guerra Mundial, a maioria dos quais pertenceu aos nazistas. Ele compra submarinos e foguetes V-2 e possui a maior variedade do mundo de Kettenkrads, um modelo híbrido de tanque-motocicleta. Wheatcroft também é dono de uma coleção de instrumentos musicais nazistas, de vários uniformes da SS e de armas da Wehrmacht.

Qualquer fã de história concorda que essa coleção é muito legal, mas durante suas viagens ao redor do mundo, Wheatcroft comprou alguns itens que são, digamos, mais do que apenas incomuns. Entre eles estão: um telefone que operava no campo de extermínio de Buchenwald, fotos autografadas de Herman Goering, o gramofone de Eva Braun e o relógio de pêndulo de Josef Mengele.
Kevin Wheatcroft com um de seus tanques. Ele é dono de 88  -  mais do que os exércitos belgas e dinamarqueses combinados. 

Porém, tudo isso não é nada em comparação com a obsessão de Wheatcroft com Hitler. Usando sua fortuna, Wheatcroft comprou até mesmo a porta da cela onde Hitler escreveu Mein Kampf, bem como a Mercedes na qual Hitler entrou nos Sudetos em 1938; o milionário é tão obcecado com o fuhrer, que certa vez chegou a explorar as ruínas do Berghof (a casa de Hitler nos Alpes da Baviera), onde ele recuperou algumas das prateleiras da adega do Führer. E pasmem, o homem possui a maior coleção de bustos de Hitler do planeta.

Wheatcroft transformou a sua casa em um santuário para memorabilia de Hitler. Se você vagar pela mansão do milionário, em Leicestershire, você irá se deparar com algumas das motocicletas de Hitler, com alguns dos ternos usados pelo líder nazista e com um bom número de pinturas do ditador. Agora, o mais estranho  de tudo: quando Wheatcroft deseja tirar um cochilo, ele estica as canelas na cama usada por Hitler.

Contrariando à sua obsessão, Wheatcroft afirma que ele não é um nazista ou um fã de Hitler. Então, qual é a relação dele com o Terceiro Reich? Ele respondeu ao jornal inglês The Guardian:
Eu quero preservar esses objetos. Eu quero mostrar à próxima geração como tudo aconteceu. [. . . ] É o sentido da história que você começa a perceber a partir destes objetos, as conversas tidas em torno deles, a maneira como eles nos dão uma ponte para o passado. É um sentimento muito especial.
Em 10 de abril de 1938, acontecia em Buenos Aires, no Estádio Luna Park, a maior celebração nazista fora da Europa. Nesse dia, cerca de 15 mil nazistas argentinos comemoraram a "Anschluss", ou seja: a anexação da Áustria pelo regime nazista. Dezesseis meses após o evento, começava a Segunda Guerra Mundial, a maior e mais sangrenta guerra na história da humanidade. Veja as fotografias do encontro dos nazistas argentinos.

Era 10 de abril de 1938, quando mais de 15 mil argentinos se reuniram  entre bandeiras nacionais e suásticas nazistas

O tradicional Estádio Luna Park repleto de suásticas e outros símbolos nazistas

A comemoração argentina foi o maior encontro nazista fora da Europa

Nazistas na Argentina

Dentro do estádio se  podia ver o palco decorado com bandeiras alemãs e com a suástica

O representante comercial da embaixada alemã, Erich Otto Meynen, discursou à multidão que respondia com entusiasmo: "Heil Hitler"
Em abril de 1944, Heinrich Harrer escapou de um campo de prisioneiros britânico na Índia para começar uma peregrinação de 20 meses através do Himalaia. Somente em janeiro de 1946, já depois do fim  da guerra que obrigou as autoridades britânicas a detê-lo, Harrer, um montanhista austríaco e membro do Partido Nazista, entrou em Lhasa, a capital tibetana, como um mendigo faminto.

Harrer passaria sete anos no Tibete, conforme relatado mais tarde por ele em livro; num rio congelado em frente ao Palácio Potala, Harrer construiu uma pista de patinação, o que chamou a atenção do morador do palácio, o Dalai Lama, então com 12 anos. Para o monarca tibetano, Harrer construiu um cinema, cujo projetor era movido por um motor de um Jeep velho. Mais tarde, ele foi professor do Dalai Lama em matemática, geografia, ciências e história.

Harrer também era um fotógrafo ávido; ele tirou mais de 2.000 fotografias, de cujos negativos foi publicada uma seleção em 1991 no álbum Lost Lhasa. O livro é um relato incomparável e único da vida nômade, feudal e monástica dos tibetanos nas décadas de 1940 e 1950.

Mãe e filha oram no cume  do Chagpori, um santuário de peregrinação.

Contudo, o modo de vida dos tibetanos viria a ser dizimado por uma série de invasões chinesas. Ambas as facções da guerra civil chinesa, os comunistas e o Kuomintang, sustentavam a ideia de que o Tibete era parte da China. No final da guerra civil, os vitoriosos comunistas estavam prontos para incorporar o Tibete usando a força militar.

Dois meses após a tomada comunista da China, Mao Zedong ordenou a seu exército que marchasse para o Tibete. A feudal teocracia tibetana não estava preparada para a guerra e os meses de negociações frenéticas não conseguiram mudar os resultados. Em 23 de maio de 1951, os representantes tibetanos foram forçados a assinar um acordo no qual, em troca de um auto-governo nominal, o Tibete concordava em ser parte da China. Em 1959, o Dalai Lama fugiu do Tibete, porque os chineses não cumpriram o acordo de deixá-lo no governo.

Monges preparam o caminho para o Dalai Lama

Palácio Potala

A pista de patinação idealizada por Harrer

"Andar em facas" levou a amizade do alpinista com o Dalai Lama. Harrer havia encontrado vários pares de patins deixados em Lhasa por diplomatas britânicos e organizou uma pista de patinação em um aflueunte do rio Kyi. O jovem rei ansiava por ver seus súditos em ação, mas a colina Chagpori (fundo) bloqueava  sua visão,  desde o terraço do Potala. Ele enviou uma câmera de cinema ao austríaco, pedindo-lhe para filmar as tentativas de manobras dos funcionários no gelo. Na foto acima, Lobsand Samten, irmão do Dalai Lama, parece caminhar para uma queda. Wangdula, um monge e oficial, desliza ao lado dele. Um membro da missão da Índia em Lhasa oscila à direita.

A mãe e a irmã do Dalai Lama

A mãe e a irmã do Dalai Lama desafiam as convenções tibetanas ao usarem óculos ocidentais. Dekyi Tshering (à direita), era apenas a esposa de um humilde fazendeiro, mas ascendeu a uma posição impressionante no Tibete ao se tornar a "Grande Mãe", quando seu filho se tornou o Dalai Lama em 1940. Ela e sua filha usam chapéus de brocado com franjas de seda. Usar óculos era considerado um tabu, quando se estava  na presença do rei-deus.

O jovem Dalai Lama

Em reverência sublime, o Dalai Lama embala a mais sagrada relíquia de sua fé. Quando este jovem tinha dois anos, sinais misteriosos revelaram ser ele a encarnação do deus patrono do Tibete. Acima, no Mosteiro Dungkhar,  ele recebe um osso revestido de ouro que os tibetanos acreditam ser  de Sidarta Gautama,  o Buda, fundador da religião  na qual o  Lamaísmo se baseia.

Chegada do Dalai Lama em  um mosteiro

Monges e nobres se prepararam para a chegada do Dalai Lama no Mosteiro Dungkhar, em Chumbi. Cada lugar o deus-rei dormisse em sua caminhada, tornava-se imediatamente uma capela consagrada, que nunca mais poderia ser habitada por um "homem mortal".

Heinrich Harrer patina em Lhasa

Harrer e o jovem Dalai Lama

Sem dinheiro ao alcançar Lhasa, Harrer logo encontrou emprego. Ele construiu um cinema para o Dalai Lama e um dique para conter enchentes do rio Kyi. Também desenhou mapas, jardins paisagísticos e monitorou transmissões de rádio. O governo tibetano o recompensou com um cargo remunerado na sua hierarquia.

Heinrich Harrer faleceu em janeiro de 2006.