Nenhuma maneira de estudar a história é mais prazerosa do que visualizar o passado através de fotografias antigas. Nelas podemos ver lugares que não existem mais, profissões antes indispensáveis que se tornaram sem serventia, cidades que foram erguidas do nada, tecnologias agora obsoletas. Nelas também vemos costumes que não são mais tolerados pela sociedade e comportamentos que antes eram condenáveis, mas que agora são aceitos com naturalidade. Enfim, podemos vislumbrar a incrível dança da história. Esta é a primeira postagem de uma série sobre fotografias antigas do Brasil.

Foto antiga de Itajaí

Essa fotografia antiga acima é de 1940, ela registra a passagem por Itajaí do Rali São Paulo – Montevidéu. Conheço muito bem o lugar, já que moro há 30 anos na cidade retratada na imagem. O fotógrafo teve a felicidade de capturar o exato momento em que o carro 16 sai da rua Hercílio Luz para entrar na rua Lauro Muller. O local é hoje o coração comercial dessa importante cidade catarinense.

Rio de Janeiro Antigo
Uma vista do Morro do Corcovado de 1901, eternizada por Augusto Malta.

Sete quedas antigamente
Na fotografia acima vemos ao fundo o Salto das Setes Quedas, que era a maior cachoeira do mundo até desaparecer com a formação do lago da Hidrelétrica de Itaipu. Na época em que a foto foi tirada, lá pelo início do século 20, as pessoas usavam cajados para percorrer as trilhas do lugar.

Contrução de Itaipú 
Foto tirada em 1982, durante a construção da barragem de Itaipu.

Fuga de Itaipu 
A curiosa fotografia acima retrata o esforço dos moradores que viviam na área da barragem de Itaipu, para salvar o que fosse possível antes que as águas cobrissem tudo.

Construção de Brasília
Um trabalhador caminha entre o Congresso Nacional e o Palácio da Alvorada durante a construção de Brasília.

Inauguração de Brasília

Convidados em festa em Brasília, então recém-inaugurada. Por onde andaria o operário da fotografia anterior?

Nazismo no Brasil
Essa foto antiga, onde vemos a bandeira nazista tremular ao lado da Bandeira Brasileira, retrata a Sede distrital do Governo de Santa Catarina em 1934 (Arquivo Histórico de Blumenau).

Concha Acústica do Pacaembu 
O Pacaembu com a concha acústica.

Copacabana nos anos 20
Vista de Copacabana na década de 1920.

Ford`s Minas AVA02 
Automóveis Ford novinhos na cidade de Cambuquira – Minas Gerais, há uns cem anos... A jardineira Ford TT que aparece nas fotos fazia a linha entre Três Corações e Cambuquira. Fonte.


O Zeppelin voa sobre o Recife

O Zeppelin sobrevoando o centro do Recife. Notem na parte traseira as duas suásticas nazistas.

Zepppelin na Ponta do calabouço 
O Graf Zeppelin sobrevoando a Ponta do Calabouço, onde hoje está o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Foto antiga de Itajaí 
Mais uma foto antiga de Itajaí, em Santa Catarina. O ano é 1958. Nela vemos um mergulhador onde hoje é o porto da cidade.


Exploração da madeira

A fotografia acima mostra uma tora de imbuia retirada na região de Três Barras, no estado de Santa Catarina, no ano de 1941.

Gostou dessa postagem? Então, curta a nossa página do Facebook  para ficar por dentro das atualizações dessa série.

Em maio de 1910, a realeza europeia se reuniu em Londres para o funeral do rei Eduardo VII. Entre os enlutados estavam nove reis reinantes, que foram fotografados juntos no que pode muito bem ser a única fotografia de tantos monarcas já tomada.

Dos nove soberanos retratados, quatro seriam depostos e um seria assassinado. Dentro de cinco anos, a Grã-Bretanha e a Bélgica entrariam em guerra com a Alemanha e a Bulgária. Apenas cinco das nove monarquias representadas na fotografia ainda existem hoje.

Fotografia dos nove reis

Em pé da esquerda para a direita: o rei Haakon VII da Noruega, o rei Fernando I da Bulgária, o rei Manuel II de Portugal, o kaiser Wilhelm II do Império Alemão, o rei Jorge I dos Helenos (Grécia) e o rei Alberto I da Bélgica. Sentados, da esquerda para a direita: o rei Alfonso XIII da Espanha, o rei-imperador Jorge V da Grã-Bretanha e o rei Frederico VIII da Dinamarca.

O parentesco entre os nove reis da  fotografia

Há vários graus de parentescos entre os nove reis retratados na fotografia. Por exemplo, Frederico VIII da Dinamarca era o pai de Haakon VII da Noruega; Guilherme II da Alemanha era primo de Jorge V do Reino Unido e da rainha Maud da Noruega, esposa de Haakon VII da Noruega e irmã de Jorge V do Reino Unido, portanto Haakon VII da Noruega e Jorge V do Reino Unido eram cunhados. Aliás, Jorge V e a rainha Maud eram filhos de Alexandra da Dinamarca, irmã de Frederico VIII, isto significa que Frederico  VIII  da Dinamarca também também era tio de Jorge V do Reino Unido.

Jorge era neto da rainha Vitória e primo do czar Nicolau II da Rússia, bem como do kaiser Guilherme II da Alemanha. O funeral de Eduardo VII foi a última vez que todos os grandes monarcas europeus se reuniriam antes da Primeira Guerra Mundial, a mesma guerra que acabaria com a maioria das linhagens monárquicas da Europa.

Imagine, todos eles sabiam que uma guerra apontava no horizonte, todos sabiam que a paz ou a carnificina dependiam simplesmente de suas decisões. Olhar para esta fotografia nos faz perceber o quanto a Primeira Guerra Mundial foi o resultado de egos nacionalistas insuflados por monarcas guiados por um pueril senso de honra e de dever para com os seus estados.

Veja também: 10 eventos que causaram a Primeira Guerra Mundial

Em 01 de setembro de 1939, uma semana após a Alemanha nazista e a União Soviética assinarem um pacto de não-agressão, mais de um milhão de soldados alemães, juntamente com 50 mil soldados eslovacos, invadiram a Polônia. Duas semanas mais tarde,  meio milhão de russos atacaram a Polônia a partir do leste.  Começava então a Segunda Guerra Mundial.

Cercados por duas potências militares, o exército polonês e sua Força Aérea lutaram bravamente (ao contrário da lenda, que diz os poloneses se renderam rapidamente). No final, os soldados e aviadores da Polônia, lutando em duas frentes, não tiveram como evitar a derrota.

O objetivo ostensivo de agressão não provocada da Alemanha, como declarado publicamente por Hitler e outros oficiais nazistas proeminentes, era a busca de lebensraum ou seja, o território considerado necessário para a expansão e sobrevivência do Reich. Mas, é claro, Hitler não tinha a intenção de limitar os esforços de guerra às fronteiras da Polônia. Em vez disso, o que se viu foi o lançamento de uma guerra total contra toda a Europa. Em 03 de setembro, a Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha, mas não à União Soviética.

Nas semanas e meses após a invasão, um fotógrafo alemão chamado Hugo Jaeger viajou por todo o país derrotado, fazendo fotos coloridas do caos e da destruição que a batalha de cinco semanas havia deixado em seu rastro. Aqui, apresentaremos uma série de fotografias da Polônia, conforme retratada por Jaeger.

Invasão da Polônia

Refugiados próximos a Varsóvia durante a invasão alemã da Polônia. (Na placa lê,-se  ‘Zona Perigosa - Não Continue.’ )

nazi-invasion-poland-02

Tanque queimado, Varsóvia, 1939.

nazi-invasion-poland

Adolf Hitler (à direita) se prepara para voar para a frente polonesa de 1939.

Pós-invasão da Polônia de 1939.

nazi-invasion-poland

Bombardeiros poloneses inacabados, 1939.

Invasão da Polônia

Perto de Sochaczew durante a invasão alemã da Polônia de 1939.

Soldados poloneses capturados pelos nazistas.

nazi-invasion-poland

As tropas alemãs se prepararam para a parada da vitória depois da invasão da Polônia de 1939.

Invasão da Polônia

Parada da vitória alemã em Varsóvia após a invasão da Polônia, 1939. (Hitler está no palanque, com o braço levantado em saudação nazista.)

Adolf Hitler assiste a parada da vitória em Varsóvia depois da invasão alemã da Polônia de 1939.

nazi-invasion-poland

Da direita para a esquerda, primeira fila:Wilhelm Brueckner; Adolf Galland, piloto da Luftwaffe; o general Albert Kesselring e o general Johannes Blaskowitz, durante o desfile da vitória em Varsóvia, depois da invasão alemã da Polônia de 1939.

Invasão da Polônia

O chefe da SS Heinrich Himmler (à direita), um dos principais arquitetos do Holocausto, fala com um oficial não identificado em Varsóvia após a invasão alemã da Polônia de 1939.

Invasão da Polônia

Cidadãos de Varsóvia enterram seus mortos em parques e ruas depois da invasão da Polônia de 1939.

nazi-invasion-poland

Cena na rua após a invasão alemã da Polônia de 1939.

Invasão da Polônia

Cidadãos alemães se prepararam para o repatriamento durante a invasão da Polônia de 1939.

nazi-invasion-poland

Agricultores e camponeses poloneses fogem das forças alemãs durante a invasão de seu país de 1939.

nazi-invasion-poland

Mulheres polonesas limpam armas na Fortaleza Modlin, no norte de Varsóvia, 1939.

Invasão da Polônia 
Mulheres e crianças judias em Gostynin, Polônia, após a invasão alemã de 1939.

nazi-invasion-poland
Refugiados poloneses, Varsóvia, 1939.

nazi-invasion-poland

Varsóvia, 1939.

nazi-invasion-poland

Perto da Fortaleza Modlin, Polônia, 1939.

nazi-invasion-poland

Cena no pós-invasão da Polônia de 1939.

Invasão da Polônia
Perto de Danzig, depois da conquista alemã da Polônia de 1939.

Mercado de pulgas no pós-invasão, no Gueto de Varsóvia em 1940.

nazi-invasion-poland

Perto de Varsóvia, 1939.

Veja também: Fotografias da Alemanha nazista antes da II Guerra Mundial

Todos nós conhecemos o poder da natureza -  terremotos mortais, furacões e outros desastres naturais que podem mudar o mundo, sempre nos lembram do quanto somos impotentes e frágeis. Contudo, como se não bastasse  todos os problemas que já conhecemos, vez por outra ocorre um evento diferente, geralmente catastrófico para a humanidade. A partir de uma erupção vulcânica que causou uma mudança no clima do planeta à uma misteriosa explosão na Sibéria, conheça as histórias por trás de seis estranhos fenômenos naturais.

Desatre natural 
1. 1816: O ano que não teve verão

Em abril de 1815, o Monte Tambora, na Indonésia,  explodiu em uma das mais poderosas erupções vulcânicas registradas na história. A explosão matou dezenas de milhares de pessoas no sudeste da Ásia e arremessou uma gigantesca nuvem de cinzas para a estratosfera. As cinzas se espalharam por todo o globo, bloqueando os raios do sol e baixando as temperaturas em cerca de três graus, o que causou distorções climáticas em uma escala épica no ano seguinte.

Na Índia, as secas e inundações induzidas pela erupção do Tambora, mudaram a ecologia da Baía de Bengala e ajudaram a dar origem a uma nova cepa de cólera que fez milhões de vítimas. Na Europa,  chuvas e frio persistentes  levaram à fome e à agitação civil generalizada. Nos Estados Unidos, fortes nevascas caíram em alguns estados, destruindo colheitas e desencadeando uma crise econômica. Na Nova Inglaterra, o ano de 1816 ficou conhecido como o “ano sem verão”.

As mudanças no clima tiveram alguns efeitos colaterais incomuns. Alguns historiadores associam o alto preço da ração para cavalos na Europa com a inspiração do inventor alemão Karl Drais para construir a versão inicial da bicicleta. Na Suíça, por sua vez, o clima sombrio e a chuva constante de 1816 forçaram Mary Shelley a passar o verão dentro de casa. Ela entreteve-se  escrevendo o famoso romance de horror “Frankenstein”.


2. O  Evento Carrington de 1859

Aurora Boreal
Erupções solares são explosões na superfície do Sol causadas por mudanças repentinas no seu campo magnético. A atividade na superfície solar pode causar altos níveis de radiação no espaço sideral. Esta radiação pode vir como partículas (plasma) ou radiação eletromagnética (luz).

As explosões resultantes são equivalentes à força de milhões de bombas de hidrogênio e os ventos solares que elas criam tem a capacidade de causar estragos na atmosfera da Terra. Isso foi precisamente o que aconteceu no final de agosto e início de setembro de 1859, quando o planeta foi bombardeado pela maior tempestade solar já registrada. O chamado "Evento Carrington", assim batizado pelo astrônomo britânico Richard Carrington, fez os céus brilharem com cintilantes e multi-coloridas auroras tão ao sul quanto o Havaí. No Colorado, a luz era tão brilhante que uma testemunha relatou que as pessoas “podiam facilmente ler na rua à noite.”

O espetáculo de luz pode ter sido bonito, mas as perturbações geomagnéticas que vieram com ele derrubaram os sistemas de telégrafo ao redor do globo. Faíscas dispararam de algumas máquinas de telégrafo, começando incêndios e dando em seus operadores dolorosos choques. A atmosfera estava tão carregada com eletricidade, que em alguns lugares os técnicos descobriram que podiam desligar as baterias do telégrafo e ainda transmitir mensagens. A “Tempestade Solar de 1859” passou depois de alguns dias, mas os cientistas afirmam que, se um evento semelhante ocorresse hoje, ele causaria um colapso nas telecomunicações, gerando trilhões de dólares em prejuízos.


3. 1874: “ O ano do gafanhoto”

O ano do gafanhoto
Pragas de gafanhotos que destruíam as colheitas eram uma ocorrência comum na  fronteira oeste dos Estados Unidos, no final do século 19, mas a maioria desses ataques não foi nada em comparação ao que desceu sobre as Grandes Planícies, no verão de 1874. A primavera árida e seca havia criado as condições perfeitas para os gafanhotos das Montanhas Rochosas colocarem seus ovos em grande número.

Mais tarde, trilhões deles  sitiaram Nebraska, Kansas, Dakota, Iowa e vários outros estados. Testemunhas relataram que os gafanhotos chegaram rugindo em nuvens tão espessas que  bloqueavam a luz do sol durante várias horas. Após pousarem, eles devoravam campos inteiros de todas as culturas, a vegetação local e até mesmo as roupas das pessoas. “O ar está literalmente vivo com eles”, escreveu o New York Times. “Eles se batem contra as casas, pululam pelas janelas, cobrem os trens que estão passando. Eles trabalham como se tivessem sido enviados para nos destruir.”

As pessoas tentaram queimar os insetos com fogo e explodi-los com pólvora, mas se viram impotentes para lutar contra um enxame tão grande. Milhões de dólares foram perdidos em colheitas devoradas pela praga, no que ficou conhecido como “o ano do gafanhoto.” O Exército foi chamado para distribuir suprimentos para as vítimas, mas muitos colonos simplesmente admitiram a derrota e retiraram-se para o leste. Pragas similares continuaram a perseguir os colonos durante os próximos anos. Elas só pararam no início do século 20, quando novas mudanças ambientais causaram a extinção dos gafanhotos das Montanhas Rochosas.

 

4. O véu de poeira do sexto século

Em meados do século sexto, uma nuvem de areia e pó de repente desceu sobre grande parte do globo, obscurecendo o sol e baixando as temperaturas,  causando frio por vários anos. O longo inverno que se seguiu trouxe a seca, más colheitas e a fome em todo o mundo. Alguns estudiosos especulam que ele também desempenhou um papel no desencadeamento do primeiro surto conhecido da peste bubônica na Europa.

Apesar dos seus efeitos generalizados, os cientistas ainda não estão inteiramente certos sobre o que causou o esfriamento global no sexto século. Uma teoria é que uma grande erupção vulcânica expeliu poeira na atmosfera superior e bloqueou os raios do sol.

Estudos de amostras do núcleo de gelo, retiradas na Groenlândia e na Antártida, apontam grandes concentrações de sulfatos liberados pelos vulcões, também há evidência de que pode ter havido uma grande erupção em El Salvador na época. Outros pesquisadores apontam para um impacto causado por um cometa como o culpado mais provável. O cometa Halley passou pela Terra em 530, sendo possível que uma parte dele tenha se separado e colidindo com a terra, causando uma gigantesca nuvem de detritos no momento do impacto.

Veja também: Seis desastres naturais que levaram os homens à guerra


5. O  nevoeiro mortal de 1952

Nevoeiro de 1952

Nem todos os desastres naturais são totalmente naturais. Em dezembro de 1952, a poluição jogada no ar atmosfera pelo homem, parou sobre Londres, formando uma massa de fumaça e fuligem que permaneceu por quatro dias sobre a cidade, causando enormes estragos na qualidade do ar. O miasma mortal foi o resultado de um sistema de alta pressão que criou  as condições necessárias para o desastre. Ao invés de dispersar-se na atmosfera, como de costume, as nuvens de fumaça resultantes da queima de carvão e a poluição das fábricas reunidas sobre a cidade permaneceram imóveis.

A fumaça reduziu a visibilidade em alguns lugares para quase zero.  O gado caiu morto por asfixia  nas pastagens e dezenas de londrinos foram acometidos de bronquite, pneumonia e outros problemas respiratórios. Muitas crianças e idosos morreram, tendo seus pulmões devastados por inflamações.

Cerca de 4.000 pessoas morreram até finalmente o nevoeiro mortal sumir, e milhares mais podem ter morrido nas semanas e meses que se seguiram. Alertado pelo desastre, o governo britânico  instituiu a Lei do Ar Limpo de 1956, que deu aos cidadãos subsídios para usarem combustíveis mais limpos e proibiu a queima de carvão em certas áreas.

 

6. O evento de Tunguska

Pouco depois das sete horas em 30 de junho de 1908, uma luz ofuscante riscou os céus da Sibéria e explodiu sobre uma área próxima ao rio Podkamennaya Tunguska. A onda de choque que se seguiu teve a força de cinco a 10 megatons de TNT, centenas de vezes mais poderosa do que a bomba atômica jogada anos mais tarde sobre Hiroshima. A explosão devastou quase 500.000 hectares de floresta e  foi sentida a mais de 40 milhas de distância.

Surpreendentemente, ninguém morreu no evento, mas seus efeitos foram sentidos em todo o globo. Dispositivos atmosféricos e sísmicos o registraram em lugares tão distantes como a Inglaterra, e  nas noites seguintes, o céu ficou tão brilhante que as pessoas na Ásia podiam ler os jornais ao ar livre. Especialistas suspeitam de uma queda de meteoro, entretanto, uma expedição russa que chegou ao remoto local da explosão em 1927, não encontrou nenhum sinal de uma cratera de impacto.

Evento de Tunguska

Apesar da falta de provas definitivas, a maioria dos cientistas sustenta que o “evento de Tunguska” foi o resultado de um impacto de uma rocha espacial. Uma possibilidade é que ele tenha sido causado por um cometa de gelo que evaporou no momento do impacto, deixando pouca evidência de si mesmo para trás. Ainda mais provável é a teoria de que um meteoro em torno de 65 a 100 pés de diâmetro tenha explodido na atmosfera superior e se fragmentado em pedaços minúsculos. Testemunhas relataram ter supostamente ouvido “um barulho como pedras caindo do céu”, após a explosão inicial, e amostras da vegetação decomposta de Tunguska incluem altos depósitos de níquel, ferro e outras substâncias comumente encontradas em locais de impacto de meteoros.


Leia também: O misterioso incidente do Passo Dyatlov

Marilyn Monroe é um ícone atemporal, uma estrela fulgurante que deixou muitas perguntas ainda sem respostas. Hoje vamos apresentar-lhe vinte interessantes e pouco conhecidos fatos sobre a bela e deslumbrante atriz de Hollywood, que talvez mude a sua atitude em relação a ela.

1. Marilyn Monroe tinha um QI de 168, maior do que Albert Einstein. Os resultados de testes de QI obtidos por Stephen Hawking e Bill Gates também foram menores do que o de Marilyn - apenas 160. Certa vez Albert Einstein vez deu à atriz uma foto autografada, foto que ela guardava com muito carinho.

Marilyn Monroe

2. O verdadeiro nome de Marilyn Monroe era Norma Jeane Mortenson. Norma era órfã e viveu com onze diferentes famílias adotivas.

3. Marilyn Monroe era naturalmente morena. A atriz passou por uma cirurgia plástica no queixo e no nariz no início da carreira. Seguindo o conselho dos seus agentes, ela também concordou em fazer uma pequena alteração estética nos seios.

4. Ela não amava tanto os diamantes como a mídia fez parecer. Sua jóia favorita era um “modesto” colar de pérolas. Os diamantes glamorosos eram mais parte de sua imagem cênica.

5. Marilyn Monroe teve gagueira. Ela foi  gaga na infância e na adolescência, mas quando se tornou adulta, o problema desapareceu. No entanto, em situações de estresse, Marilyn voltava a gaguejar.

Marilyn lendo Heine

6. Os vestidos dela são extremamente caros hoje em dia. O vestido apertado que ela usava quando cantou a canção “Happy Birthday” para Kennedy, foi vendido por mais de 1 milhão de dólares em 1999, o branco usado no filme “The Seven Year Itch” foi vendido por 3,6 milhões de dólares em 2011.

7. Marilyn Monroe passou a última noite da vida em uma propriedade de Frank Sinatra – o resort e cassino Cal Neva Lodge, na companhia do chefe mafioso Sam Giancana. Há rumores de que o chefe da máfia tentava convencer Marylin a não tornar público o relacionamento dela com Kennedy. No dia seguinte, a atriz foi encontrada morta em casa.

8. Marilyn recebeu apenas 50 dólares para posar nua. Esse foi o valor que ela recebeu da revista Playboy Magazine por suas fotografias nuas em 1949. Mais tarde, os negativos foram vendidos para Hugh Heffner, que pagou 500 dólares para usá-los na edição especial de lançamento da Revista Playboy, fazendo fortuna com as fotografias.

Marilyn Hot 
9. Ela gostava de Beethoven, Mozart e Louis Armstrong. Na literatura, ela preferia Dostoevskiy, Bernard Shaw, Salinger, Hemingway, Wolfe, Tolstoy, Twain.

10. Marilyn Monroe gostava de cozinhar e  fazia isso muito bem! No entanto, ela vivia constantemente em dietas, e, às vezes se alimentava apenas de ovos crus e leite por dias.

11. Ella Fitzgerald teve a ajuda de Marilyn Monroe no início da carreira. Ella era negra e na época, marcada por forte racismo. A estréia da cantora no palco dificilmente teria acontecido sem a ajuda de Marilyn, que ligou pessoalmente para o proprietário de um popular clube de Hollywood e prometeu estar lá todas as noites para assistir a apresentação da amiga.

12. Por vinte anos foram levadas flores semanalmente para o túmulo de Marilyn Monroe. Certa vez, ela fez seu marido, Joe DiMaggio, lhe prometer que levaria flores para o túmulo a cada semana, se ela morresse. Joe mostrou ser um homem de palavra - rosas frescas foram deixadas na cripta da atriz, três vezes por semana por longos 20 anos.

Marilyn Monroe e Ella Fitzgerald 
13. Criada na religião Ciência Cristã, a diva se converteu ao judaísmo para se casar com seu terceiro marido, o dramaturgo Arthur Miller.

14. Ela desesperadamente queria ser mãe. A atriz sonhava se tornar mãe quando estava casada com Arthur Miller, mas, infortunadamente, suas tentativas resultaram em uma gravidez ectópica, que causou um aborto espontâneo.

15. Marilyn Manson derivou seu nome  e o de sua banda epônima, a partir dos nomes de Marilyn Monroe e Charles Manson, a fim de projetar uma dicotomia entre o bem e o mal. Ainda assim, quando entrevistado Marilyn Manson costuma dizer que Marilyn Monroe também teve um lado obscuro,  da mesma maneira, o notório criminoso Charles Manson deve ter tido um lado bom, segundo a opinião do músico.

Marilyn Monroe

16. Frank Sinatra deu um terrier maltês a Marilyn, depois do rompimento da  atriz  com Arthur Miller, para consolá-la. O cão que foi chamado de Mafia Honey, viveu com Marilyn durante os dois últimos anos de vida dela.

17. Marilyn Monroe nunca foi indicada para um Oscar. O único prêmio que ela recebeu foi um Globo de Ouro por sua atuação como Sugar Kane em "Some Like It Hot".

18. Muitas pessoas cometeram suicídio quando souberam da morte da atriz americana. De acordo com  o New York Times, os suicídios na cidade dispararam até  atingirem o recorde de doze por dia. Algumas vítimas explicaram em suas cartas de suicídio, que se a mulher mais maravilhosa e linda do mundo não tinha motivos para viver, então para eles, havia menos razões ainda  para continuar vivendo.

Marilyn Monroe

19. Marilyn Monroe escreveu uma autobiografia cujo título é "My Story", que só foi publicada mais de uma década após a morte dela.

20. Segundo a biografia “Marilyn”, lançada em 1973 por Norman Mailer, até seus 29 anos, ela já havia feito pelo menos 12 abortos.

21. Não apenas os escândalos sexuais ameaçavam a reputação de Marilyn. Documentos do FBI revelaram que ela foi investigada sob a suspeita de ser comunista. A desconfiança surgiu após a atriz entrar com um pedido de visto para a União Soviética. Seu então marido, Arthur Miller, também era suspeito de simpatizar com as causas comunistas em plena Guerra Fria.

Leia também: O que aconteceria se Marilyn Monroe não tivesse morrido?