Walt Disney criou Mickey Mouse em 1928, produziu o primeiro filme de animação do mundo, “Branca de Neve e os Sete Anões”, em 1937, inaugurou a Disneylândia em 1955 e, ao longo desse caminho, se tornou uma das figuras mais emblemáticas do século 20. Desde o revés nos negócios que o estimulou a desenvolver seu personagem mais famoso  até aos mitos  em torno de sua morte, confira oito fatos fascinantes sobre essa lenda do entretenimento.


1 – Walt Disney teve origem humilde

 Disney e seus personagens
Nascido em Chicago, em 05 de dezembro de 1901, Walt Disney era  o quarto de cinco filhos; quando ele tinha quatro anos, sua família mudou-se para uma fazenda em Marceline, no Missouri. Foi em Marceline, em uma pequena comunidade, que Disney recebeu o primeiro incentivo para o seu interesse em desenho, tanto de uma tia, bem como de um vizinho que era um médico aposentado.

O  pai de Disney teve dificuldades em conduzir os negócios em Marceline e vendeu a fazenda em 1910; no ano seguinte, a família mudou-se para Kansas City. Lá, o pai de Disney comprou uma rota de jornal e pelos os próximos seis anos Walt Disney ajudou com as entregas, trabalhando antes e depois da escola e nos fins de semana. Em 1917, seu pai vendeu o itinerário de jornal e levou a família de volta para Chicago, onde foi trabalhar em uma empresa de geléia e suco de frutas.

Walt Disney abandonou a escola aos 16 anos; como os Estados Unidos estavam lutando na Primeira Guerra Mundial, ele entrou para o Corpo de Ambulâncias da Cruz Vermelha, falsificando sua certidão de nascimento, a fim de atender a exigência de idade mínima para o alistamento,  que era de 17 anos. Disney foi mandado para a França no final de 1918, logo após a assinatura do armistício que pôs fim à luta. Ele então, passou um tempo conduzindo funcionários da Cruz Vermelha e fazendo outras tarefas até ser dispensado do serviço em 1919.


2 – Walt Disney fez a voz do Mickey Mouse

Disney e Mickey
Depois de seu serviço da Cruz Vermelha, Walt Disney mudou-se para Kansas City, com a esperança de se tornar cartunista de jornal. Em vez disso, ele encontrou trabalho na criação de anúncios para revistas e cinemas, em seguida, tornou-se interessado em animação. Em 1922, ele abriu um estúdio de cinema chamado Laugh-O-Gram, que devido à dificuldades financeiras foi fechado em 1923. Nesse mesmo ano, Walt Disney mudou-se para Hollywood e formou a Disney Brothers Studio com o seu irmão mais velho, Roy.

Depois de produzir diversos desenhos animados curtos, o estúdio começou a fazer uma série em 1927 sobre um personagem que Disney  havia desenvolvido chamado de “Oswald the Lucky Rabbit”. No entanto, no ano seguinte, no que foi um grande golpe, ele perdeu os direitos de sua  criação e viu sua equipe de funcionários dispersar-se em uma disputa corporativa. Em resposta, Walt Disney desenvolveu um novo personagem, originalmente chamado de Mortimer Mouse, porém, por sugestão da sua esposa,  foi decidido que Mickey seria um nome melhor.


Mickey Mouse fez sua estréia oficial em 1928 em curta-metragem intitulado “Steamboat Willie”, um dos primeiros desenhos animados a usar efeitos sonoros sincronizados. O roedor rapidamente tornou-se uma estrela; logo foram criados clubes do Mickey Mouse para as crianças, bem como uma  infinidade de produtos e  histórias em quadrinhos. Quando Mickey falou pela primeira vez em 1929, em “The Karnival Kid” (suas palavras foram “Hot dog, Hot dog”), Disney ficou descontente com a forma como a voz do personagem soou e passou a emprestar sua própria voz para Mickey até  “Mickey e o Pé de Feijão”, de 1947. A partir de então, Disney já não tinha tempo para continuar a fazer a voz do famoso ratinho.

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3 - Disney produziu filmes de propaganda para o governo dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial

Donald e Hitler
Durante a Segunda Guerra Mundial, os funcionários da Disney criaram filmes educativos para várias agências federais, incluindo um curta de animação, “The New Spirit”, de 1942, encomendado pelo Departamento do Tesouro para incentivar as pessoas a pagar os seus impostos de renda, como forma de apoiar o esforço de guerra. O filme, estrelado pelo Pato Donald, foi mostrado em milhares de salas de cinema e até ganhou uma indicação ao Oscar.

O estúdio Disney também fez filmes de treinamento para os militares americanos, e criou, sem cobrar nada, milhares de insígnias para unidades militares; os projetos centrados em torno da propaganda de guerra envolviam tanto o uso dos personagens da Disney, bem como a criação de novos personagens. Embora Walt  Disney inicialmente estivesse relutante em arriscar sua imagem no apoio da guerra, ele passou a produzir obras abertamente propagandísticas; sua equipe entregou curtas de animação, como “Der Fuerher’s Face”, de 1943, que fazia piada com os nazistas, com o Pato Donald novamente como protagonista.

Além disso, depois de ler em 1942 o best-seller “Victory Through Air Power”, do Major Alexander de Seversky, Disney, impulsionado por seu próprio patriotismo, decidiu adaptá-lo em um longa de animação com o mesmo nome, em  1943; a fim de angariar apoio para as teorias do livro, consideradas controversas por alguns militares americanos. Tanto o presidente Franklin Roosevelt quanto o primeiro-ministro britânico Winston Churchill, viram o filme, que teria causado uma boa impressão em ambos.

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4 – Walt Disney era aficionado por trens

Disney e os trens
O famoso cineasta era fascinado por trens. Seu pai e um tio passaram algum tempo trabalhando em estradas de ferro, e quando adolescente em Kansas City, Walt trabalhou por um breve período vendendo jornais e lanches em trens. Foi em uma viagem de trem em 1928, depois de saber que havia perdido os direitos de seu personagem “Oswald the Lucky Rabbit”,  que Walt Disney começou a desenvolver a ideia para o personagem mundialmente conhecido como Mickey Mouse; contrariando a lenda, ele não tinha um rato de estimação, o qual teria usado como modelo para Mickey.

Mais tarde, Disney construiu elaboradas miniaturas de trem como maneira de relaxar do stress do seu trabalho. No final de 1940, ele construiu para si, em escala de 8 por 1,  uma  locomotiva a vapor, e depois de mudar-se para uma nova casa no bairro de Holmby Hills, em Los Angeles, em 1950, ele mandou fazer um quilômetro de trilhos ao redor da propriedade para a sua estrada de ferro. Walt Disney vestia-se com roupas de maquinista de trem e conduzia os visitantes em passeios na sua “Carolwood Pacific Railroad”. A paixão  de Disney por trens é refletida na Disneylândia, que tem sua própria estrada de ferro desde a abertura em 1955.


5 – Os planos iniciais para a Disneylândia eram bem modestos

Disneylândia
O primeiro objetivo de Walt Disney era construir um pequeno parque de diversões perto de seu estúdio de Burbank; no entanto, seus planos logo se tornaram mais ambiciosos e, em 1953, ele contratou uma empresa de pesquisa para encontrar um local na Califórnia que fosse ideal para um parque temático de grande porte. Depois de estudar fatores como o crescimento populacional, padrões de clima e opções de transporte, a empresa recomendou o lugar onde viria a ser construída a Disneylândia: 160 acres de terra em Anaheim.

A construção teve início em julho de 1954 e a Disneylândia abriu um ano depois, em 17 de julho. Nem tudo correu bem no dia da inauguração: ingressos falsificados foram vendidos, levando uma multidão a extrapolar a capacidade de visitantes do parque; alguns brinquedos quebraram; várias partes do parque estavam inacabadas e um vazamento de gás obrigou Fantasyland a ser fechada. A inauguração foi apresentada em uma transmissão de TV ao vivo, co-organizado pelo então ator Ronald Reagan, sendo vista por cerca de 70 milhões de americanos, mesmo com o programa repleto de dificuldades técnicas.

Apesar dos percalços, a Disneylândia foi um sucesso imediato, e depois de apenas um mês, o parque já havia recebido mais de meio milhão de visitantes. Inicialmente, a entrada  custava um dólar para os adultos e 50 centavos de dólar para as crianças, além de um extra de 10 centavos a 25 centavos de dólar para cada atração individual. Walt Disney, por estar fortemente envolvido no desenvolvimento da Disneylândia, morou por um tempo no parque, mantendo um apartamento nele.


6 – A Disney é a grande campeã do Oscar

Walt Disney ganhando o Óscar
A Disney detém o recorde de maior número de vitórias individuais do Oscar (22) e de indicações (59). Em 1932, na quinta cerimônia do Oscar, ela ganhou o prêmio inaugural, na categoria de melhor curta-metragem (desenhos animados), para “Flowers and Trees”, onde foi usado o então novo processo Technicolor. A Disney passou a ganhar na mesma categoria nas próximas sete cerimônias do Oscar. Ela concorreu na categoria de melhor filme pela primeira vez em 1964, com “Mary Poppins”, mas perdeu para “My Fair Lady”. “Mary Poppins”, no entanto, acumulou vitórias em cinco outras categorias do Oscar, incluindo a de melhor atriz principal, dada a Julie Andrews. A Disney também recebeu quatro Óscares honorários, incluindo um entregue em 1932, para a criação de Mickey Mouse, um outro em 1939, para “Branca de Neve e os Sete Anões” e um terceiro em 1942, para “Fantasia”, por sua contribuição para o desenvolvimento do som no cinema.



7 – Walt Disney esteve no Brasil

Walt Disney no Brasil

Walt Disney com sua esposa Lillian e o presidente Getúlio Vargas com sua esposa, Darcy, no lançamento do filme de Walt Disney “Fantasia”, Rio de Janeiro – Agosto de 1941.


Em 17 de agosto de 1941, Walt Disney desembarcou no Brasil. Na ocasião, Disney fazia parte do grupo que defendia a “Good Neighbor Policy” (Política da Boa Vizinhança), iniciativa do presidente americano Franklin D. Roosevelt para estreitar relações econômicas e diplomáticas entre os Estados Unidos e os países latino-americanos.

O criador dos personagens infantis chegou ao país com uma equipe de 16 pessoas que incluia seus principais desenhistas e animadores, como Franklin Thomas e o casal Lee e Mary Blair. E não resistiu a transformar o que deveria ser uma empreitada político-diplomática em uma viagem de turismo e negócios. Trouxe a esposa e aproveitou para divertir-se nas praias no Rio de Janeiro. Comeu frango assado e posou ao lado do presidente Getúlio Vargas, atraindo os flashs da imprensa nacional e estrangeira.



8 – Walt Disney não foi criogenicamente congelado

Walt Disney
Em novembro de 1966, os médicos descobriram que Disney, um fumante de longa data, tinha câncer de pulmão. Ele morreu em um hospital de Burbank no mês seguinte, em 15 de dezembro, aos 65 anos. Não muito tempo depois de sua morte, histórias começaram a circular na imprensa sensacionalista, dizendo que o cineasta havia sido criogenicamente preservado, isto é, que ele tinha sido congelado com a esperança de que a ciência pudesse um dia trazê-lo de volta à vida.

Apesar dos rumores persistentes em relação a Disney e a criogenia, ele foi cremado e suas cinzas foram enterradas em um mausoléu no cemitério Forest Lawn, em Glendale, Califórnia.

A primeira pessoa a ser congelada criogenicamente foi um professor universitário americano em janeiro de 1967. Desde estão, mais de uma centena de outros corpos foram preservados dessa maneira.

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Incomodada com o erro ortográfico do letreiro que fica na entrada da cidade-satélite do Guará (a 20km de Brasília), Rayane Sousa, estudante de gestão em Recursos Humanos, resolveu fazer um protesto inusitado na noite de 4 de fevereiro. Enquanto a maioria dos moradores da cidade descansava, ela juntou um pedaço de meio-fio quebrado e colocou um acento na letra "A" do nome da cidade.

Guará é uma palavra oxítona, cuja sílaba tônica é a última e, por isso, precisa ser acentuada.

Rayane, que também apagou um pedaço da letra "U" que estava "sobrando" no letreiro, diz que a ideia estava em mente desde quando ele foi inaugurado, no final de dezembro do ano passado: "Minha mãe é professora e a gente sempre falava que as crianças iam acabar aprendendo o nome da cidade de forma errada. Eu dei a ideia de corrigir e ela me apoiou".

Com a benção da família, foi armada uma "operação de guerra" para fazer a correção. "Primeiro, pedi tinta para o meu pai, que é pintor. Aí saímos às ruas para achar um pedaço de pedra para fazer o acento. Achamos um meio-fio quebrado próximo a uma escola. Meu irmão fez a pintura no "U" que estava errado e pintou o acento na pedra. Aí só me restou assinar". Ela deixou e a mensagem "Agora tem acento. By: Rayane".

A bela e a ortografia 
A parte final da operação era tirar uma foto e postar em redes sociais. A história, é claro, acabou viralizando. O jornalista Amarildo Castro, que tem um blog local, fez uma sessão de fotos com a estudante. "É uma moça bonita e fez uma ação legal. É claro que fez sucesso. No Facebook, tivemos um alcance de 200 mil pessoas com a postagem", conta o jornalista.

Mesmo com toda a repercussão da história, Rayane não quer a sua obra fique para a posteridade. "O Guará é uma cidade bonita e que não merece improvisos. O que eu fiz foi só um protesto e acho que foi um bem para a sociedade. Mas o que eu quero é que a administração da cidade crie vergonha e corrija o erro", diz.

A  administração do Guará apontou que o projeto do portal da cidade foi feito na administração anterior e será todo revisto. "Caso o projeto de instalação esteja em conformidade, os erros serão corrigidos", diz o administrador Edberto Silva, que está há cinco dias no cargo.

Infelizmente, pouco antes do carnaval o acento desapareceu de novo. Depois de ter sido encontrado ao lado de um semáforo em Planaltina, cidade distante 45 quilômetros do Guará, o pedaço de concreto onde foi grafado o acento para corrigir o letreiro, retornou ao local de origem.

Talvez você já tenha ouvido alguém se referir ao Carnaval como “a festa da carne”, mas você sabia que a comemoração, nos moldes como ocorre hoje, tem um fim religioso? E a tradição do rei momo, você sabe onde e quando surgiu? Quem foi responsável pela primeira marchinha de Carnaval no Brasil? Veja essas e outras respostas nessa postagem!

Saturnálias
1 - Não se sabe exatamente quando o carnaval surgiu, os historiadores se dividem quanto ao local de origem da festa: dos cultos agrários na pré-história às celebrações a Dionísio, o deus do vinho, na Grécia antiga, passando pelo Egito dos faraós. Mas é provável que uma festa mais próxima ao nosso Carnaval tenha surgido no Império Romano no período antes de Cristo, com as saturnálias, celebrações em homenagem ao deus Saturno


2 - Nas saturnálias, no Império Romano, era comum que nobres, populares e escravos se misturassem nas ruas, com música, dança e grande fartura de comida e bebida. Foi nessa época que surgiu a tradição do rei momo, que era um escravo elevado a comandante da festa, e também começou o uso de fantasias e máscaras, tradição importada da Grécia.


3 - Com a ascensão do cristianismo, as celebrações pagãs ficaram ameaçadas. Mas para não desagradar completamente os novos fiéis, a Igreja Católica decidiu, no ano 325, “delimitar” as festas populares para até 40 dias antes da Páscoa - período de jejum e orações que passou a ser conhecido como Quaresma. Com isso, as festividades ganharam o nome de “Carnevale” - “adeus à carne”, em latim.

Entrudo
Brincadeiras durante o entrudo no Rio de Janeiro - Aquarela de Augustus Earle, 1822


4 - O dia de Carnaval acontece 40 dias antes da Páscoa e por esse motivo muda todos os anos. Pelas regras da Igreja Católica, o dia de relembrar a ressurreição de Jesus Cristo é necessariamente o primeiro domingo após a lua cheia subsequente ao equinócio da primavera no hemisfério norte. Esse cálculo, no entanto, não é exato, pois a Igreja se baseia num calendário lunar na idade média, é  a lua cheia eclesiástica.


5 - A origem do Carnaval no Brasil tem ligação direta com os entrudos, festas populares em Portugal nos séculos 15 e 16. Com a mudança de muitos portugueses para o país nos anos seguintes, a tradição foi se espalhando por aqui. Por três séculos, a forma característica de comemorar o Carnaval no Brasil era jogar água, ovos e limões de cheiro ( bolinhas de cera cheias de perfume ), farinha de trigo e até lama ou lixo uns nos outros.


6 - Com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, chegaram novos costumes. Copiando os carnavais da época em Paris e Veneza, surgiram desfiles de carruagens com pessoas usando máscaras, que eram seguidos de bailes chiques voltados para a alta classe. Nas ruas, aos pobres, sobrava o entrudo, que chegou a ser proibido.

Bloco de Carnaval

7 - Nos primeiros anos da República, os blocos de carnaval já estavam consolidados, mas a maioria deles cantava músicas populares antigas, de compositores anônimos. Em 1889, Chiquinha Gonzaga compôs a primeira marcha criada especificamente para um grupo de carnaval, a até hoje famosa "Ô abre alas", feita para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro. Outros célebres compositores de marchinhas foram Lamartine Babo, João de Barro, Noel Rosa e Ary Barroso.


8 - Os bailes de carnaval da nobreza foram paulatinamente saindo dos palacetes em direção às ruas. Em meados do século 19, os desfiles de máscaras foram se espalhando pelo Rio de Janeiro, e surgiram os primeiros clubes e sociedades carnavalescas. Ao mesmo tempo, grupos de ex-escravos, pequenos comerciantes de origem portuguesa, os Zé-Pereiras, e outros populares, ganharam estímulo para também irem às ruas com sua música, criando a tradição dos blocos.


9 - A escola de samba como conhecemos hoje teve origem em 1929, com o bloco Deixa Falar. O grupo do bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, ficava em frente a uma escola de normalistas, que formava professores. A ideia do sambista Ismael Silva era fundar uma escola de professores do samba. No mesmo ano aconteceu o primeiro concurso de sambas, do qual já participaram a Mangueira e o Conjunto Osvaldo Cruz, que viria ser a Portela. O primeiro desfile das escolas de samba, em 1932, foi organizado pelo jornal Mundo Sportivo, do jornalista Mário Filho, irmão do dramaturgo Nelson Rodrigues.

Frevo

10 - Enquanto no Rio de Janeiro, o samba se consolidava com o som do Carnaval, no nordeste, outros ritmos de origem africana conquistaram o coração do povo. Originado no fim do século 19 em Recife e Olinda como uma mistura de ritmos, danças, capoeira e artesanato, o frevo se tornou patrimônio cultural da humanidade no ano passado. Já a batida característica do maracatu, com seus enredos, fantasias pesadas e as calungas ( bonecos gigantes ), se concentra em Pernambuco e no Ceará. Na Bahia, o ritmo do axé é embalado pelos trios elétricos, tradição inaugurada no Carnaval de 1950, quando dois foliões, Dodo e Osmar, saíram tocando músicas em cima de um carro Ford 1929. Fonte: Uol Educação