A mãe do seu cônjuge é intrometida, crítica ou simplesmente irritante? Seja qual for a sua resposta, comparada com as seis sogras apresentadas nesse artigo, a sua parecerá uma santa. Aqui falaremos, entre outras mulheres,  de Madge Gadges Wallace, que nunca considerou Harry Truman bom o suficiente para sua filha e de Bona Sforza, que supostamente envenenava as esposas do filho. Estas senhoras lendárias e suas formas peculiares de lidar com genros e noras, levarão você a agradecer por sua sogra ser esse doce de pessoa!


1 – Bona Sforza


Bona Sforza
Nascida por volta de 1494 em uma família poderosa, que governava a cidade de Milão, Bona Sforza foi casada com um viúvo bem mais velho do que ela: o rei Sigismundo I da Polônia. Bem-educada e inteligente, ela se envolvia nos assuntos políticos e financeiros do reino.

Mas apesar de tanta influência, Bona não conseguiu impedir um casamento arranjado entre seu filho, Sigismundo II,  e Isabel da Áustria, membro da Casa de Habsburgo, opositora declarada da futura sogra. Bona, por sua vez, também não fez nenhuma  questão de esconder sua antipatia pela nora, que morreu dois anos após o casamento com Sigismundo.

A escolha de Sigismundo para sua próxima esposa recaiu sobre sua amante de longa data, Bárbara Radziwill, fato que enfureceu Bona, especialmente porque os membros proeminentes da corte apoiavam sua desaprovação. Bárbara sucumbiu à uma doença misteriosa cinco meses após seu casamento, levando muitos a suspeitar que Bona usou veneno para se livrar da nora indesejável.


2 – Sara  Roosevelt

Sara Roosevelt
Quando Franklin Delano Roosevelt se apaixonou por sua  prima, Eleanor; sua mãe Sara o levou em um cruzeiro para dissuadi-lo de prosseguir com o namoro. No entanto, os primos se casaram em 17 de março de 1905.

Como presente de casamento, Sara construiu para os recém-casados, um  moradia na Upper East Side de Manhattan, cujo projeto e decoração foram feitos por ela mesma.

O que os Roosevelt não perceberam quando aceitaram a oferta generosa da matriarca,  era que caíram num plano que incluía um apartamento para Sara,  com ligação para todos os aposentos, da casa. Durante os primeiros anos de casada, Eleanor viveu na sombra de sua sogra dominadora, que ordenou a futura primeira-dama americana a abandonar seu trabalho de caridade, para se dedicar exclusivamente à família.

Eleanor só ganhou certa independência quando seu marido foi eleito para o Senado do Estado de Nova York e levou a família para Albany, deixando Sara para trás.

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3 – Sofia da Baviera

Sofia da Bávaria
Sofia desejava colocar seu filho mais velho no trono austríaco, fato que era um tema constante nos assuntos políticos da Áustria. Na época, Sofia era chamada de “o único homem da corte”.

Durante as Revoluções de 1848, ela convenceu seu marido, um homem de mente fraca, a desistir de seus direitos ao trono em favor de Francisco José. Com a abdicação de Fernando I, seu cunhado, em favor de seu primogênito, Sofia tornou-se ainda mais influente.

Em 1853, Sofia convidou sua irmã Ludovica Guilhermina para visitá-la em companhia da filha Helena, então com dezessete anos. O objetivo de Sofia era casar seu herdeiro com a prima. A irmã Isabel, chamada carinhosamente de “Sissi”, então com quinze anos, foi junto. Ao vê-la, Francisco José apaixonou-se pela prima mais jovem, com quem se casou em abril de 1854, tornando-a imperatriz da Áustria.

Apenas 10 meses mais tarde, Isabel de a luz à uma menina. Sofia escolheu o próprio nome para  a neta, sem  consultar a nora, além disso, Sofia a impedia de ver a criança, que morreu dois anos depois, durante uma viagem a Budapeste.

A relação hostil entre as duas mulheres foi, sem dúvida, um dos fatores que destruíram o casamento de Isabel, mergulhando-a em depressão, anorexia e bulimia.


4 – Catarina de Médici

Catarina de Médici
Catarina de Médici foi uma nobre italiana que se casou com o rei Henrique II da França, cuja força política se tornou proeminente durante os reinados sucessivos de seus três filhos.

Planejando consolidar o poder de sua família, ela forçou sua filha Marguerite a se casar com Henrique de Bourbon, que tinha duas coisas odiadas por Catarina: a fé protestante e a mãe Joana.

Joana adoeceu e morreu pouco depois de chegar na corte com seu filho relutante, levando alguns a acusar Catarina de ter assassinado a mãe de seu genro com luvas envenenadas.

Após o casamento em 1572, facções católicas desencadearam uma onda de assassinatos seletivos sobre os protestantes que se reuniram em Paris para festividades. Os historiadores acreditam que Catarina autorizou ou pelo menos sabia da carnificina, da qual seu genro escapou por pouco.

O relacionamento de Catarina  com sua nora, Maria Stuart também foi tenso. Quando Francisco II, o marido da jovem rainha morreu, Catarina  ordenou a nora viúva a devolver as jóias da coroa e parir para casa, na Escócia, imediatamente.


5 – Madge Gates Wallace

Madge Wallace
Na opinião de sua mãe, Bess Wallace poderia ter conseguido um marido muito melhor do que Harry Truman, o filho de um fazendeiro que nunca se formou na faculdade e não conseguia manter um emprego. Pelo menos Madge Gates Wallace pode cuidar de sua filha durante os primeiros anos de seu casamento, uma vez que ela e o marido não podiam arcar com as despesas de uma casa própria.

Quando Truman entrou para a política, Madge fazia pouco caso dele constantemente, questionando suas decisões políticas e expressando abertamente a opinião de que ele nunca teria sucesso.

Madge creditou a vitória de Truman nas eleições presidenciais à influência da filha, não se importando de viver com o casal na Casa Branca, onde continuou a infernizar a vida do genro, criticando cada passo dele.


6 – Maria Feodorovna

Maria Feodorovna
Novembro 1894 foi um mês difícil para Maria Feodorovna, uma princesa dinamarquesa que passara 13 anos como  imperatriz consorte da Rússia.

Em primeiro lugar, seu marido, o  Czar Alexandre III morreu após uma breve doença. Três semanas mais tarde, seu filho mais velho, Nicolau II, casou-se com  Alexandra de Hesse, a neta de origem alemã da rainha Vitória,

Famosa por seu charme e sociabilidade, a imperatriz permaneceu gelada com a séria e tranquila, nora, que não se dava bem com brilho dos holofotes.

Alexandra, também se ressentia do papel de Maria como confidente  de seu marido. Ela tinha a sensação de ser menosprezada pela tradição russa, que a obrigava a seguir atrás do marido e da sogra durante as cerimônias oficiais. Além do mais, Maria se recusava a entregar as jóias da coroa para a czarina recém-coroada. Até os revolucionários colocarem um final sangrento à monarquia russa, em julho de 1918, Alexandra nunca conseguiu encantar o povo russo, que constantemente a comparava à sogra.

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O famoso retrato de Che Guevara, intitulado Guerrillero Heroico, foi tirado por Alberto Korda em 5 de março de 1960 em Havana, Cuba, durante um memorial dedicado às vítimas da explosão de La Coubre. A fotografia só foi publicada internacionalmente sete anos depois de ter sido tirada. De acordo com Korda, Guevara demonstrava “imobilidade absoluta” , “raiva” e “dor” no momento em que a fotografia foi tirada. Anos mais tarde, Korda declarou que seu retrato capturou todo “caráter, firmeza, estoicismo e determinação” que Guevara possuía. Guevara tinha 31 anos quando a fotografia foi tirada.

Guerrilheiro heroico
O navio a vapor La Coubre, de origem francesa,  carregado de armas e munições, foi sabotado no porto de Havana em 04 de marco de 1960. As duas explosões ocorridas deixaram perto de uma centena de mortos e duzentos feridos. As autoridades cubanas denunciaram o caso como um ato terrorista da CIA, embora não existam fontes confiáveis que possam provar tais acusações; caso essa hipótese seja  a verdade, essa teria sido a primeira ação desse tipo, que obteve sucesso contra o governo de Fidel Castro.

No momento do atentado, Che Guevara estava em uma reunião no prédio do Instituto Nacional da Reforma Agrária. Depois de ouvir a explosão e ver a nuvem de poeira erguendo-se sobre Havana, ele foi ao local do incidente e passou as próximas horas prestando cuidados médicos para os trabalhadores e soldados feridos, muitos deles com ferimentos fatais.

O retrato, “Guerrillero Heroico”, tem sido amplamente reproduzido através das décadas, evoluindo para um símbolo mundial de rebelião e de justiça social. Como defensor dos ideais de Guevara, Korda nunca cobrou direitos autorais para a distribuição de sua fotografia.

Em Versos Íntimos, o poeta Augusto dos Anjos nos brinda com toda a força de sua obra, a poesia construída sobres os alicerces do rigor formal, do pessimismo, das palavras perfeitas, sonoras.

Versos Íntimos 

Versos Íntimos – Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (Cruz do Espírito Santo, 20 de abril de 1884 — Leopoldina, 12 de novembro de 1914) foi um poeta brasileiro, identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano. Todavia, muitos críticos, como o poeta Ferreira Gullar, preferem identificá-lo como pré-modernista, pois encontramos características nitidamente expressionistas em seus poemas.

É conhecido como um dos poetas mais críticos do seu tempo, e até hoje sua obra é admirada tanto por leigos como por críticos literários.

Fonte: Wikipédia

O dia 13 de dezembro de 1939 ficou marcado pelo maior confronto da Segunda Guerra Mundial  ocorrido na América do Sul. Na Batalha do Rio da Prata, navios da Alemanha e da Grã-Bretanha travaram uma luta ferrenha pelo controle de uma região do Atlântico em que a marinha nazista vinha sistematicamente afundando embarcações. Passados 75 anos, o clima tenso prossegue.

O conflito desta vez tem como motivo uma águia de bronze de quatro toneladas de peso e dois metros de altura que decorava a popa do Admiral Graf Spee, o temido encouraçado alemão afundado na Baía de Montevidéu.

Águia nazista
Águia nazista, motivo de conflitos no Uruguai

Resgatada das águas em 2006, a águia é o símbolo de uma das embarcações mais notórias da Segunda Guerra, mas permanece trancada num armazém da Marinha uruguaia. Seu destino é incerto.

Depois de uma longa disputa nos tribunais, a Justiça uruguaia determinou que a águia é propriedade do Estado. Mas as autoridades uruguaias ainda não anunciaram o que farão com o ornamento; se vão leiloá-lo, vendê-lo ou mesmo colocá-lo em exposição em algum museu.

Mas a decisão judicial também determinou que qualquer transação comercial envolvendo a águia resultará no repasse de 50% do valor  aos caçadores de tesouros que investiram tempo e dinheiro nas inúmeras tentativas de resgate dos destroços do Spee.

A notícia é boa para Alfredo Etchegaray, profissional de relações-públicas que junto com seu irmão Felipe, financiou as missões de resgate do Spee e reivindica 25% do valor de uma eventual venda. Para ele, a águia deveria ser comercializada, mas não antes de réplicas serem feitas para exibições ao redor do Uruguai.

 Admiral Graf Spee
O Admiral Graf Spee, com a águia nazista ornamentando a popa

- O Museu Naval pode ficar com uma cópia para fazer exibições numa sala própria. A original pode ser vendida e o governo uruguaio investiria o dinheiro em educação ou em melhor equipamento para a Marinha, afirma Etchegaray.

- Queremos cobrar pelo trabalho que fizemos. Se o governo não quiser vender a águia, que compre a parte dos investidores privados. Mas ter a águia num caixote não beneficia ninguém. Segundo o caçador de tesouros, a peça tem valor histórico especial.

- Fizemos uma consulta a uma casa de leilões e fomos informados de que peças polêmicas como estas sempre despertam interesse. Ela foi avaliada em US$ 15 milhões, explica Etchegaray.

A estátua, que inclui a suástica, usada livremente como símbolo do Nazismo apesar de suas origens milenares, está sob guarda dos Fuzileiros Navais e segundo Gaston Juansolo, chefe de relações-públicas das Forças Armadas do Uruguai, ela fica sob estrita vigilância.

Admiral Graf Spee
O Admiral Graf Spee arde em chamas, em frente à Montevidéu

No entanto, a mídia uruguaia alega que a águia está sendo guardada num caixote de madeira num prédio com 10 funcionários e apenas um vigia. Juansolo nega.

- Como todo o material resgatado do mar, a a peça está em um compartimento em que também se encontra parte de nosso armamento, com condições de temperatura e umidade adequadas, retruca o militar.

O mergulhador profissional Héctor Bado, que coordenou as operações de resgate de 2006 e reivindica os 25% restantes do valor da venda, entrou com uma ação na Justiça para impedir que Etchegaray ofereça a águia às casas de leilão.

Segundo seus advogados, Bado está irritado com o que chamou de tentativa por parte de Etchegaray de omitir a participação do mergulhador na recuperação do navio e de seu adereço. "

- Não passa de uma ciumeira. Todos estamos buscando o mesmo objetivo, desconversa Etchegaray.

Porém, a pendenga está atravancando uma decisão do governo uruguaio, pelo menos de acordo com as Forças Armadas, para quem o destino da águia só será definido depois de Bado e Etchegaray chegarem a um acordo.

Graf Spee

15 de dezembro de 1939: Os caixões dos tripulantes do Graf Spee, mortos na Batalha do Rio da Prata, são carregados em um barcaça, para o transporte para  Montevidéu, onde serão enterrados.

Mas o ornamento também virou o pivô de uma briga diplomática. A peça foi exposta durante alguns meses em 2006 no lobby do Hotel Palladium, em Montevidéu. No ano seguinte, a embaixada alemã na capital Uruguai pediu que a peça não fosse mais exposta e em 2010, o governo alemão protestou contra uma eventual venda.

- Nosso desejo é evitar que símbolos nazistas sejam comercializados. É a única forma de evitar o enaltecimento dos ideais do Nazismo, disse na época o então ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, durante uma visita a Montevidéu.

Mas a águia não é o único suvenir do Spee.

Seu telêmetro (aparelho medidor de distâncias) adorna a entrada do Porto de Montevidéu, embora muitos turistas não façam a menor ideia disso.

O encouraçado foi afundado a mando de seu próprio capitão, Hans Langsdorff. Depois de sofrer sérios danos na Batalha do Rio da Prata, o navio precisava de reparos e, embora o Uruguai tivesse adotado neutralidade na Segunda Guerra Mundial, a embarcação poderia ser confiscada no estaleiro e o relacionamento cordial de Montevidéu com Londres permitiria o acesso de militares britânicos a inúmeros segredos nazistas, entre eles, um sistema que detectava radares inimigos.

Graf Spee
Sobreviventes do Graf Spee chegam a Buenos Aires, 1939

Depois de ordenar o afundamento e negociar a rendição de seus marinheiros, que ficaram presos na Argentina, Langsdorff se matou num quarto de hotel em Buenos Aires. Os destroços ficaram a profundidade relativamente baixa de 11 metros e durante décadas seguem representando um risco para a navegação na região. Fonte.