Conheça os 10 concorrentes ao Prêmio Puskas desse ano. O Prêmio FIFA Ferenc Puskas foi criado em 20 de Outubro de 2009 pela FIFA a fim de premiar o jogador ou jogadora, que marcou o gol mais bonito do ano.

O nome da premiação é uma homenagem a Ferenc Puskas Birô, o capitão da equipe da Hungria, conhecidos como Os Mágicos Magiares dos anos 1950 e jogador central da equipe do Real Madrid, da década de 1960. Veja os dez gols escolhidos pela FIFA e deixe o seu voto!

Prêmio Puskas 2014
1 – Tim Cahill

Austrália x Holanda / Copa do Mundo da FIFA


2 – Diego Costa
Atlético Madrid x Getafe / Liga espanhola


3 – Marco Fabian
Cruz Azul x Puebla / Clausura mexicano


4 – Zlatan Ibrahimovic
PSG x SC BAstia / Liga francesa


5 – Pajtim Kasami
Crystal Palace x Fulham / Liga inglesa


6 – Stephanie Roche
Peamount United x Wexford Youths / Bus Eireann National League


7 – James Rodriguez
Colômbia x Uruguai / Copa do Mundo da FIFA


8 – Camilo Sanvezzo
Vancouver Whitecaps x Portland Timbers / Major League Soccer


9 – Hisato Sato

Sanfrecce Hiroshima x Kawasaki Frontale / Liga japonesa


10 – Robin van Persie
Espanha x Holanda / Copa do Mundo


Se você tem curiosidade em saber se  existe uma combinação de acontecimentos estranhos que moldou o mundo moderno, talvez queira dar uma olhada mais de perto na vida de Hitler e na história da ascensão dele ao poder. Não foram poucos os encontros de Hitler com a morte, mas ele, de forma quase miraculosa, conseguiu sair vivo de todos. É como se forças sobrenaturais protegessem o líder do Terceiro Reich.


1 – Quando criança, Hitler foi salvo de um afogamento


Hitler quando bebê
Num dia frio, em janeiro de 1894, um menino brincava com outras crianças, quando correu sobre o gelo fino do rio Inn, em Passau, na Alemanha. O gelo rompeu sob seus pés e ele caiu nas águas geladas,  lutando para não ser puxado para baixo pela correnteza do rio.

Um garoto mais velho, chamado Johann Kuehberger, que morava nas proximidades, ouviu os gritos de socorro. Johann correu para o rio, mergulhou e resgatou a indefesa criança, salvando-a do afogamento e da hipotermia. Essa criança era Adolf Hitler, então um menino de apenas quatro anos de idade.

Hitler nunca mencionou essa passagem da sua infância. A história foi recentemente descoberta em recortes antigos de um jornal alemão, que publicou o fato na época. Kuehberger, o salvador de Hitler, viria a tornar-se sacerdote.


2 – Hitler escapou com vida de um linchamento

Poucos anos antes de Hitler chegar ao poder na Alemanha, ele era tão somente mais um agitador de direita, fazendo discursos incendiários em Munique. Depois de uma preleção particularmente provocante, Hitler foi perseguido por uma multidão enfurecida de cerca de 200 homens.

Adolf Hitler estava no chão, sendo chutado e espancado, quando então, alguns dos agressores chegaram com baionetas, a fim  de esfaqueá-lo até à morte. Mas, naquele exato momento, oito homens com armas  próprias,  intervieram e impediram a turba furiosa de matar Hitler.

Um dos salvadores era um irlandês chamado Michael Keogh. Por uma estranha coincidência, Hitler havia lutado ao lado de Keogh na Primeira Guerra Mundial. Michael Keogh, mais tarde, quase foi executado por agitadores nazistas durante o expurgo conhecido como “A Noite das Facas Longas”.


3 – Hitler sobreviveu a um ataque com gás mostarda

Hitler na Primeira Guerra Mundial
Em uma batalha de 1918, na Bélgica, um jovem cabo chamado Adolf Hitler foi atingido por uma granada de gás mostarda britânica, o que poderia facilmente lhe ter tirado vida, visto que dezenas de milhares de soldados foram mortos por gás mostarda na Primeira Guerra Mundial. Depois de Hitler ser atingido pela granada de gás, ele ficou temporariamente cego e foi levado para um hospital militar alemão, localizado nas proximidades.

Infelizmente, para o resto do mundo, Hitler saiu sem ferimentos graves da experiência e a visão dele  logo voltou. Hitler continuou a lutar na Primeira Guerra Mundial, pouco depois de sua recuperação. Registros médicos recentemente descobertos indicam que ele não foi cegado pelo gás. Ele em vez disso, a cegueira temporária de Hitler resultou de transtornos emocionais, ou, conforme descrito nos relatórios médicos, de  “ambliopia histérica.”

Hitler ficou tão marcado pelo incidente que  proibiu o uso de gás mostarda nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial.


4 – Hitler foi poupado por um franco atirador inglês

Tandey e Hitler
Ser atingindo por gás mostarda, não foi o único encontro com a morte de Hitler durante a Primeira Guerra Mundial.

Perto do fim da guerra, os soldados britânicos capturaram e repararam uma ponte, que os alemães haviam parcialmente destruído para impedir o tráfego de veículos a uma cidade francesa ocupada. Depois de uma batalha, da qual saíra vitorioso, Henry Tandey, um jovem soldado britânico, parou para descansar. Foi então que ele avistou um solitário soldado alemão, saindo de debaixo da ponte, por trás de  alguns arbustos, tentando fugir.

Tandey mirou, mas no instante de puxar o gatilho, baixou a arma, porque percebeu que o soldado estava ferido. Esse soldado alemão de 29 anos era Adolf Hitler. Em 1940, quando perguntado sobre sua misericórdia , Tandey respondeu: “Eu não gosto de atirar em um homem ferido.”

Anos mais tarde, talvez Tandey preferisse ter  sido um pouco menos misericordioso, quando ele e os britânicos enfrentaram Hitler novamente na Segunda Guerra Mundial.

Veja essa história completa em: O homem que poupou a vida de Hitler


5 – Hitler foi impedido de tirar a própria vida

Apesar do nacionalismo extremo dos nazistas, um alemão formado em Harvard e sua esposa americana, faziam parte do círculo íntimo de Hitler. Ernst "Putzi" Hanfstaengl e sua esposa Hellen, conheceram Hitler quando se mudaram de Nova York  para Munique  em 1921. Hellen viria a salvar a vida de Hitler.

O casal ouviu pela primeira vez  Hitler, quando ele discursava em uma cervejaria de Munique e desde então, permanecera ligado às ideias do tirano. Hitler tornou-se amigo pessoal de Putzi e Hellen. Mais tarde, os três participaram do Putsch da Cervejaria, um golpe em que os nazistas tentaram, sem sucesso, tomar o poder na Alemanha.

Depois do fracasso do golpe, os três fugiram para a casa do casal, que ficava fora de Munique. Ali, Hitler ficou mentalmente perturbado, ao ver-se enfrentando as acusações de alta traição. Hitler proclamou: “Agora tudo está perdido; Não adianta continuar!” Ele, então, pegou uma pistola em um armário próximo, mas antes que conseguisse tirar o própria vida, Hellen o agarrou pelo braço e jogou a arma para longe.

Logo depois, a casa foi cercada pela polícia e Hitler foi levado para a prisão.


6 – Hitler escapou da pena de morte

Hitler e Hindenburg
Após a prisão, Hitler foi acusado de traição, cuja punição,  naquele momento na República de Weimar, era a morte. E, no entanto, por incrível que pareça, Hitler nunca foi condenado à morte por sua condenação por traição em 1923.

Pouco antes do julgamento de Hitler, o governo de Weimar declarou estado de emergência, o que mudou drasticamente o sistema judiciário alemão. Por conseguinte, Hitler não teria mais um julgamento pelo júri. Em vez disso, um juiz decidiria o destino do ditador. O juiz designado para o caso de Hitler, George Neithardt, era simpático às ideia fascistas, tendo até mesmo participado de grupos de direita.

Neithardt não teve sequer a preocupação de dar ao caso a aparência de um julgamento legítimo, deixando Hitler discursar para o público no tribunal, o que tornou o julgamento um veículo para Hitler espalhar a sua mensagem política.

Tecnicamente, Hitler foi condenado por traição, mas em vez de receber a sentença de morte, ele foi sentenciado a cinco anos de prisão, dos quais cumpriu somente meros nove meses.


7 – Hitler saiu ileso de um atentado a bomba

A cervejaria depois do atentado à Hitler
Talvez você já tenha ouvido falar da famosa tentativa fracassada, feita por oficiais nazistas de alto escalão, para assassinar Hitler em julho de 1944, como retratada no filme “Operação Valquíria”, estrelado por Tom Cruise. Mas houve uma tentativa de assassinato menos conhecida, que no entanto, chegou bem mais perto de matar Hitler,  ocorrida dois anos antes da II Guerra Mundial começar.

Ao contrário do enredo de Operação Valquíria, essa tentativa de assassinato de 1939, foi orquestrada e levada a cabo por um conspirador solitário, que não tinha nenhuma posição de poder no partido nazista. Em vez disso, tratava-se de um simples carpinteiro alemão chamado Johann Georg Elser.

Elser foi um ardoroso esquerdista na Alemanha, o que o colocava no lado oposto do espectro político de Hitler e do Partido Nazista. Elser votara a favor do Partido Comunista alemão, que na época, era a principal força de oposição aos nazistas na Alemanha. Os comunistas estavam entre os primeiros que Hitler e seus associados executaram quando chegaram ao poder.

Depois dos nazistas chegarem ao governo da Alemanha, Elser desenvolveu tanta aversão por Hitler e por sua política que largou a profissão de carpinteiro e conseguiu empregar-se em uma fábrica de bombas. Seu objetivo específico era usar a nova carreira para assassinar Adolf Hitler pessoalmente.

Em seu novo trabalho na fábrica de armamento Waldenmaier em Heidenheim, Alemanha, Elser adquiriu o conhecimento necessário para fazer uma bomba. Depois de construir um artefato capaz de matar Hitler, ele passou um mês cavando um compartimento em um pilar debaixo da plataforma onde Hitler daria seu discurso anual,  no local onde ocorrera o Putsch da Cervejaria. Ele plantou a bomba antes de Hitler e seus asseclas chegarem, cronometrando-a para explodir quando  Hitler estivesse falando.

No entanto, esse discurso de Hitler foi bem mais curto do que o habitual. Por causa do mau tempo, Hitler deixou o palanque alguns minutos antes da bomba de Elser explodir. Na explosão, 8 pessoas morreram e 63 ficaram feridas, mas Hitler, é claro,  escapou ileso. O pai de Eva Braun, esposa de Hitler, foi ferido no ataque.

Depois do atentado, Elser tentou fugir para a Suíça, mas foi pego na fronteira. Ele foi preso e executado pelo atentado.

- Leia a história de Elser em detalhes: O carpinteiro alemão que quase matou Hitler

Em 1880, uma mulher de meia-idade fez uma visita ao neurologista francês Jules Cotard, queixando-se de uma situação incomum. Ela tinha certeza que estava “sem cérebro, sem nervos, sem tórax, sem estômago, sem intestinos”. Senhorita X, como Cotard apelidou a paciente em suas notas, disse ao médico que julgava ser “apenas um corpo em decomposição”. Ela não acreditava na existência de Deus, nem de Satanás, tampouco contava ter uma alma. Como “não podia morrer de morte natural”, não tinha “necessidade de comer”,  eram outras afirmações da estranha mulher. Mais tarde, a Senhorita X morreu de fome.

Embora essa condição peculiar tenha se tornado conhecida como Delírio de Cotard, o neurologista francês não foi o primeiro a descrevê-la. Em 1788, quase 100 anos antes, Charles Bonnet relatou o caso de uma mulher idosa, que preparava uma refeição em sua cozinha, quando uma lufada de ar 'a golpeou com força no pescoço' paralisando um dos lados do corpo, como se ela tivesse sofrido um acidente vascular cerebral. Assim que recuperou a capacidade de falar, a anciã exigiu que suas filhas  “a envolvessem em uma mortalha e a colocassem em seu caixão”, porque julgava estar morta de fato.

A ‘mulher morta’ ficou agitada e começou a repreender seus amigos vigorosamente pela negligência deles em não conceder a ela este último favor; e como continuaram hesitando, a mulher se tornou extremamente impaciente e, com ameaças, começou a pressionar sua empregada para vesti-la como uma pessoa morta. Com o passar dos dias, todo concordaram que era necessário trajá-la como um cadáver e colocá-la no caixão, a fim de acalmá-la. A velha senhora tentou expressar um olhar tão puro quanto possível, vistoriou as dobras e pinos do ataúde, inspecionou a costura da mortalha, mostrou insatisfação com a brancura de sua roupa. No final de tudo, ela adormeceu profundamente, em seguida, foi despida das vestes mortuárias e colocada na cama.

Na esperança de quebrar o transe, um médico ficou à cabeceira, administrado um “pó de pedras preciosas misturado com ópio”. A mulher, finalmente despertou do seu estado delirante; no entanto, a cada três meses, ela voltava a surtar, isso continuou pelo resto de sua vida. Durante os períodos em que pensava estar morta, “ela conversava com pessoas que tinham falecido há muito tempo, preparava jantares para elas e as hospedava”.

Síndrome de Cotard 
Atualmente, essa doença é muitas vezes referida como síndrome do cadáver ambulante. Embora sejam casos raros, realmente há pessoas diagnosticadas como portadoras de devaneios niilistas de que estão mortas e de que não existem mais. Às vezes, essa condição é caracterizada pela crença de que está faltando alguma parte essencial do corpo, geralmente órgãos internos, como no caso de uma mulher grávida de 28 anos de idade, que dizia que seu fígado estava ‘podre’ e que seu coração ‘havia desaparecido’.

Em 2013, a New Scientist entrevistou um homem chamado Graham Harrison, que havia tentado o suicídio nove anos mais cedo, levando um aparelho elétrico com ele para o banho, e que acordou no hospital acreditando estar morto. Ele disse:

Quando eu estava no hospital, eu dizia aos médicos e enfermeiros que os comprimidos não iam me fazer nenhum bem, porque meu cérebro estava morto. Eu perdi os sentidos do olfato e do paladar. Eu não via necessidade de comer ou falar, ou fazer qualquer outra coisa. Acabei por passar muito tempo no cemitério porque era o mais perto que eu poderia chegar da morte.

Em sua mente, Graham conveceu-se de que estava morto. Os médicos tentaram racionalizar com ele, mas não obtiveram sucesso. Então, Graham foi encaminhado para o Dr. Adam Zeman, neurologista da Universidade de Exeter, e para o Dr. Steven Laureys, neurologista da Universidade de Liège. Eles usaram tomografia por emissão de pósitrons para monitorar o metabolismo do singular paciente. O que eles descobriram foi inquietante!

A função cerebral de Graham era parecida com a de alguém durante uma anestesia ou durante o sono. “Ver esse padrão em alguém que está acordado é inédito, até onde vai meu conhecimento” – disse o Dr. Laureys à New Scientist. “Eu analiso tomografias já por 15 anos e nunca vi ninguém acordado, interagindo com as pessoas, com um resultado de varredura tão anormal.”

Graham é o único paciente com delírio de Cotard  a ter passado por uma tomografia, dando aos cientistas a oportunidade de estudar essa estranha síndrome, contudo, as conclusões não são definitivas,  uma vez que não há nenhum outro caso para comparação. A condição foi provisoriamente ligada ao transtorno bipolar em jovens, bem como à depressão grave e à esquizofrenia em pacientes mais velhos. O tratamento é variado. Normalmente, os que sofrem com com essa doença são medicados com uma combinação de anti-depressivos e anti-psicóticos, embora a eletroconvulsoterapia também tenha obtido bons resultados.

Para Graham, a psicoterapia e o tratamento medicamentoso tem ajudado a diminuir os sintomas do delírio de Cotard, contudo, a jornada tem sido longa e difícil. Durante a última década, ele foi muitas vezes encontrado sentado em cemitérios locais, na tentativa de chegar mais perto da morte. “A polícia me encontra e me levar para casa”, disse ele.

Apesar de tudo, Graham tem motivos para agradecer. Muitos dos que sofreram com essa enfermidade no passado, morreram de fome, outros chegaram  a derramar ácido sobre si mesmos, em um esforço para deixar de ser um do “mortos-vivos”. Uma coisa é certa: o delírio, de Cotard ou “síndrome do cadáver ambulante”, ilustra o quão pouco sabemos sobre o cérebro humano, mesmo com toda a ciência do século 21.

Perder a cabeça de modo literal, equivale a morrer. Ponto final. Por essa razão, a decapitação foi, e, em alguns lugares ainda é, uma das formas mais populares de se aplicar a pena capital. Apesar da comprovada eficácia desse método, há casos registrados na história de pessoas que continuaram conscientes,  mesmo depois de terem a cabeça separada do corpo. Por alguns segundos, elas tiveram a oportunidade de sentir o que é ser uma cabeça sem um corpo, ou um corpo sem uma cabeça Confira!


1 - Charlotte Corday


A morte de Marat
Sem dúvida alguma, a Revolução Francesa foi um dos períodos  no qual mais se derramou sangue na história. Cabeças  rolavam sem parar. Para tanto, em muito contribuiu a invenção da guilhotina, que tornou a decapitação mais eficiente e mais rápida.

Charlotte Corday, uma jovem nobre, igual a outros milhares, também estava destinada a perder a cabeça no mortal instrumento. Ela era simpatizante dos girondinos, um partido moderado da França revolucionária. No dia 13 de julho de 1793, Charlotte matou Jean-Paul Marat,  um jornalista radical e político de oposição, que pertencia ao partido jacobino.

Charlotte foi julgada e considerada culpada. Quatro dias depois, ela foi levada para o patíbulo para morrer. Resignada com seu destino, Charlotte estava calma, equilibrada, e manteve-se digna até o último segundo de sua vida. Quando a cabeça decepada caiu na cesta, o assistente do carrasco levantou-a e deu-lhe um tapa no rosto  moribundo. Não foi somente a multidão de espectadores que ficou horrorizada por tal ato de desrespeito, foi relatado que a cabeça de Charlotte corou com o insulto e, como Helen Maria Williams relatou, “exibiu uma última expressão de repúdio a essa ofensa à sua dignidade.”


2 - Henri Languille

Uma certa manhã do verão em 1905 foi  a última para o assassino condenado Henri Languille. Seus crimes valeram-lhe um encontro fatal com a lâmina da guilhotina. Mas a ocasião também foi importante para o Dr. Gabriel Beaurieux. Ele estava prestes a realizar um experimento bizarro,  que envolvia o infeliz Languille. Beaurieux participou da execução e registrou suas observações: depois que a cabeça do presidiário foi separada de seu corpo, as pálpebras e os lábios se contraíram de forma irregular por alguns segundos.

Em seguida, os movimentos pararam. Mas espere um minuto! Há mais. Quando a cabeça de Languille finalmente se acalmou,  Beaurieux gritou seu nome e, adivinhem, as pálpebras lentamente levantaram-se. Sem quaisquer movimentos espasmódicos, os olhos do condenado se focaram no rosto do médico, como se Languille fosse uma pessoa viva, normal e saudável,  distraída em seus pensamentos.

Alguns momentos se passaram e as pálpebras se fecharam. Beaurieux chamou Languille novamente e aconteceu a mesma coisa. Porém, a terceira tentativa de extrair alguma reação da cabeça decepada, foi infrutífera. Henri Languille finalmente estava morto.


3 - Antoine Lavoisier

Lavoisier e sua esposa
O químico Antoine Lavoisier foi um dos maiores cientistas franceses. Infelizmente, ele viveu durante os tempos sangrentos da Revolução Francesa e era um nobre rico. Para piorar ainda mais, Lavoisier era investidor em uma empresa privada de cobrança de impostos e confrontou-se com um dos líderes da revolução - Jean-Paul Marat. Tudo isso combinado, levou o famoso cientista para a guilhotina.

Lavoisier foi executado no dia 8 de maio de  1794, no entanto, ele se dedicou à ciência até o seu último suspiro. O químico conseguiu participar de um experimento mesmo durante a sua morte. Ele prometeu que, após a decapitação, continuaria piscando enquanto tivesse consciência e pediu a um amigo para observar sua execução. O amigo atendeu ao pedido. A cabeça de Lavoisier foi decepada pela guilhotina. Depois disso, ele teria continuado a piscar por 15 segundos, antes de sucumbir à morte.


4 - Dietz von Schaumburg

Em 1636, um certo Dietz von Schaumburg e seus quatro lansquenetes foram condenados a morte por terem se rebelado contra o rei Ludwig da Baviera. De acordo com o costume, o rei perguntou ao condenado qual era o seu último desejo. Von Schaumburg veio com um pedido bastante incomum. Ele mandou que seus quatro camaradas  formassem uma linha, com 8 passos de distância entre cada um. Então Dietz pediu para ser decapitado por primeiro e propôs o seguinte: depois de executado, ele passaria correndo  sem a cabeça pelos seus lansquenetes e o rei teria que perdoar aqueles que ele conseguisse deixar para trás. O rei Ludwig concordou com a proposta.

Von Schaumburg colocou sua cabeça sobre o bloco. Imediatamente após ser decapitado, o corpo de Dietz sem a cabeça se levantou e passou correndo por seus  atônitos soldados. Ele só caiu  depois de ter passado pelo último homem na linha. O boquiaberto rei não teve escolha, a não ser perdoar os mercenários condenados.


5 - Ana Bolena

Henrique VIII e Ana Bolena 
Todos nós conhecemos a trágica história da rainha Ana Bolena. De uma mera dama de companhia, ela passou a ser a favorita do infame rei Henrique VIII. Esse rei abandonou sua primeira esposa e rompeu com a Igreja Católica - tudo por seu amor por Ana e  o desejo de fazê-la sua rainha.

Mas logo  que Ana e Henrique se casaram, a  felicidade dos dois rapidamente entrou em colapso. Depois de três anos de casamento, o rei ficou entediado e decepcionado com sua esposa. Julgada por acusações forjadas de incesto, adultério, bruxaria e traição, Ana foi condenada à morte.

A manhã do dia 19 de maio de 1536  foi a última para a infeliz mulher. Um carrasco vindo de Calais, especialmente para a ocasião, esperava por ela. Ana foi decapitada com uma espada, e não com um machado, como era mais comum na Inglaterra.

Ana fez uma curta caminhada para o patíbulo, proferiu suas últimas palavras e preparou-se para a morte. Sua cabeça foi arrancada em um único e rápido golpe. E seguida, o espadachim levantou a cabeça da rainha, então, a multidão assustada, viu que os lábios de Ana ainda se moviam em oração.

Nem sempre o descobrimento do Brasil foi comemorado no dia 22 de abril. Logo depois da proclamação da República e até a Revolução de 30, o evento, que era feriado nacional, celebrava-se no dia 3 de maio. Isso quer dizer que havia outro entendimento sobre a data em que as caravelas de Cabral chegaram a Porto Seguro? Exatamente. E significa também que a história não é uma disciplina estática.

Apesar de os fatos do passado estarem definitivamente concluídos, o modo de entendê-los pode se modificar de acordo com as novas informações que eventualmente deles se dispõe, assim como com as circunstâncias sociais do presente. Mas voltemos ao 3 de maio.

Descobrimento do Brasil

Desembarque de Cabral em Porto Seguro (óleo sobre tela), autor: Oscar Pereira da Silva, 1904. Acervo do Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro.

Esta teria sido a data do descobrimento, segundo o clássico historiador lusitano Gaspar Correia, que chegou a essa conclusão pelo fato de Cabral ter batizado a terra de “Vera Cruz”, nome mudado pelo rei dom Manuel para “Santa Cruz”, em função da comemoração religiosa de mesmo nome, que ocorria a 3 de maio. Por isso também, José Bonifácio, o Patriarca da Independência, propôs que a abertura da primeira Assembleia Constituinte brasileira, em 1823, caísse nesse dia, para coincidir com a data do descobrimento.

Apesar do prestígio de que gozava a versão de Gaspar Correia, no entanto, um documento que permanecera esquecido por quase três séculos nos arquivos portugueses, foi trazido  para o Brasil junto a milhares de outros, por ocasião da vinda da família real para o Brasil em 1808, e acabou mudando a visão da história.

Esse documento foi descoberto pelo padre Aires de Casal, que o publicou em 1817, deixando evidente que o descobrimento acontecera a 22 de abril. Tratava do depoimento de uma testemunha ocular: a carta de Pero Vaz de Caminha, escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral.

É curioso o fato de que um homem com a formação de José Bonifácio não tenha tomado conhecimento da Carta de Caminha. De qualquer modo, sabe-se que já na segunda metade do século 19, ao fim do Segundo Reinado, fazia parte do conhecimento do cidadão brasileiro culto que o descobrimento ocorrera a 22 de abril, data que, contudo, não fazia parte dos feriados do Império.

Réplicas das caravelas de Cabral 
Após a proclamação da República, o decreto 155 b, de 14 de janeiro de 1890, do governo provisório, “considerando que o regimen republicano basêa-se no profundo sentimento de fraternidade universal; que esse sentimento não se póde desenvolver convenientemente sem um systema de festas publicas destinadas a commemorar a continuidade e a solidariedade de todas as gerações humanas”,  estabeleceu um calendário de festas cívicas.

Nele, havia grandes novidades para a época, como a comemoração de Tiradentes a 21 de abril, a do descobrimento a 3 de maio e até a do 14 de julho, em homenagem à República, à Liberdade e à Independência dos Povos Americanos. O distinto público, que, segundo a expressão do jornalista republicano Aristides Lobo, assistiu à proclamação “bestializado”, mais bestializado se sentiu com essas festas cívicas cujo propósito não entendia.

Na imprensa, por exemplo, dado que se tomava por fato consumado que o descobrimento ocorrera a 22 de abril, cogitava-se que o governo provisório estabelecera o feriado de 3 de maio para evitar dois feriados consecutivos, a saber: o de Tiradentes e o do Descobrimento.

O primeiro governo republicano, porém, só cogitou de dar explicações sobre o calendário cívico anos mais tarde. Para isso, encomendou ao jurista Rodrigo Octavio o livro “Festas Nacionais”, que, publicado em 1893, tornou-se o mais antigo manual de educação moral e cívica do país. Explicava, em detalhes, as datas celebradas e, entre outras coisas, estabelecia o mito de Tiradentes como mártir da Independência.

Quanto ao 3 de maio, não convenceu. Com a Revolução de 1930 e o decreto 19.488, Getúlio Vargas, considerando que “com manifesta vantagem do trabalho nacional, podem e devem ser reduzidos os dias feriados”, extinguiu definitivamente a folga do descobrimento do Brasil.

De resto, já na comemoração dos 500 anos da efeméride, a própria ideia de descobrimento passou a ser questionada, de vez que se trata de uma  noção que se origina na perspectiva do colonizador europeu.

Para enriquecer o vocabulário:

Efemérides significam, em latim, “memorial diário”, “calendário” (ephemèris,ìdis), ou, em grego, “de cada dia” (ephémerís,îdos). A palavra efêmero/a (“que dura um dia”) tem a mesma etimologia.

Uma efeméride é um fato relevante escrito para ser lembrado ou comemorado em um certo dia, ou ainda uma sucessão cronológica de datas e de seus respectivos acontecimentos. Há a possibilidade de classificá-la de diversas formas, como, por exemplo, histórica, vexilológica ou hagiográfica.  Wikipédia

Fontes: Uol Educação - Wikipédia

O Partido Nazista não era apenas uma organização política, era uma máquina de propaganda psicológica. Os nazistas tinham um incrível senso de estética e compreendiam plenamente o poder da iconografia e do branding. Os símbolos e cores do nazismo foram todos cuidadosamente orquestrados para alcançar o máximo efeito psicológico. Não havia nada de acidental na estrutura da suástica ou no uso de cores específicas, como o vermelho, o branco e o preto. As longas e drapeadas bandeiras, os estandartes com as águias romanas e com folhas douradas; tudo era projetado para evocar imagens de força, potência e conexão com a história.

Parada Nazista

Os símbolos nazistas eram sedutores, nítidos, criados para chamar a atenção e inspirar paixões. As braçadeiras nos uniformes pretos eram uma declaração marcante da virilidade e confiança suprema. A adição  da caveira sobre os uniformes da SS, foi um movimento deliberado para instilar o medo e o terror nos corações dos inimigos. Os homens que o vestiam, sentiam-se fortalecidos pelo aspecto ameaçador do uniforme.

Adolf Hitler e Joseph Goebbels

Adolf Hitler e Joseph Goebbels no Teatro Charlottenburg, em Berlim, 1939.

 

Adolf Hitler discursando

Adolf Hitler discursa na Casa de Ópera Kroll , em Berlim, 1939.

O cerimonial nazista tinha o status de  arte. Não havia nada de acidental ou incidental sobre toda a pompa nazista. Tudo foi cuidadosamente encenado e orquestrado. As procissões noturnas iluminadas pelo fogo e pelas fogueiras em que milhares de livros foram queimados foram todas coreografadas para obter o efeito desejado. Os nazistas se deleitavam com contos de heroísmo e glorificavam a guerra. As imagens dos comícios de Nuremberg até hoje ainda nos impressionam, com a absoluta precisão e a escalada dramática do palco montado pelo regime de Hitler nos Campos Zeppelin.

O esquema de cores preto-branco-vermelho é baseado nas cores da bandeira do Império Alemão, e também  eram associadas à República de Weimar, criada após a Primeira Guerra Mundial.  Em Mein Kampf, Adolf Hitler definiu o simbolismo da bandeira da suástica: o vermelho representa a ideia social do movimento nazista, o disco branco representa a ideia de coalizão nacional, e a suástica preta, utilizada em culturas arianas por milênios, representa "a missão de lutar pela vitória do homem ariano, e, por isso mesmo, a vitória do trabalho criativo". Hitler sabia que as cores vermelha, branca e preta combinadas, criam uma sensação psicológica de intimidação e poder.

Tropas SS

Encontro das tropas SS em Feldherrenhalle, Munique, 1938

 

Parada nazista

Parada nazista, 1937


Congresso nazista

Congresso do Partido Nazista em Nuremberg, Alemanha, 1937


Adolf Hitler

Adolf Hitler saúda as tropas da Legião Condor, que lutaram ao lado de nacionalistas espanhóis na Guerra Civil Espanhola, durante um comício após o  regresso dos soldados à Alemanha, 1939.


Adolf Hitler em Lustgarten

Adolf Hitler discursa no Lustgarten, Berlim, 1938.


Berlim nazista

Berlim iluminada à meia-noite em homenagem ao aniversário  de 50 anos de Hitler, abril 1939


Saudação nazista

A multidão aplaude o discurso de Adolf Hitler para unir a Áustria e a Alemanha, 1938.


Liga das Moças Alemãs

Liga das Moças Alemãs, durante o Congresso do Partido Nazista em  Nuremberg, 1938.


Oficiais nazistas

Oficiais nazistas no caminho para Fallersleben, para a cerimônia de lançamento da  pedra fundamental da fábrica da  Volkswagen, em 1938.


Nuremberg, 1938

Adolf Hitler na posse do porta-estandartes da SS, no congresso do partido nazista em Nuremberg, 1938.


Nuremberg, 1938.

Nuremberg, Alemanha, 1938.


Joseph Goebbels

O Ministro da Propaganda Nazista,  Joseph Goebbels, discursa no Lustgarten, em Berlim, 1938.


Congresso nazista em Nuremberg


Encontro de veteranos, 1939 

Cena ao longo da estrada para  Fallersleben, onde funcionará a  Volkswagen , Alemanha, 1938.


Todas as fotografias acima foram tiradas por Hugo Jager, que era o fotógrafo pessoal de Adolf Hitler. Ele viajou com Füher nos anos que antecederam e durante a Segunda Guerra Mundial, sendo um dos poucos fotógrafos que  usavam técnicas de fotografias em cores na época. À medida que a guerra  chegava ao fim, em 1945, Jaeger escondeu as fotografias em uma mala de couro. Ele, então, encontrou soldados americanos e ficou com medo de ser preso e acusado por transportar tantas imagens de um homem tão procurado. No entanto, quando os soldados abriram a mala,  a atenção deles se voltou para uma garrafa de conhaque, que foi aberta e compartilhada com Jaeger. Jaeger enterrou as fotos dentro de 12 potes de vidro fora de Munique. O fotógrafo voltou ao lugar ao longo de vários anos para garantir que as fotografias estavam seguras. Ele desenterrou todas as fotografias, dez anos depois, em 1955, e as colocou em um cofre de banco. Em 1965, Jaeger as vendeu para a revista Life.

Veja também:  As fotografias proibidas de Hitler

Durante anos, Rachel Sussman viajou pelo mundo em busca dos seres vivos mais antigos da Terra, em um grande projeto artístico que uniu ciência e fotografia. Os organismos  para serem fotografados por Rachel,  tinham que cumprir  dois requisitos: ter mais de 2.000 anos, um número definido por ela, e, obviamente, precisavam estar vivos.

Um exemplo: para fotografar a planta Azorella compacta, de  3000 anos de idade, Rachel  viajou para a Cordilheira dos Andes, a Azorella compacta,  que é  parente da salsa, é um arbusto semelhante a um musgo, ele é  capaz de viver sob pedras a 5000 metros de altura, no deserto mais seco do planeta, o Deserto do Atacama.

Azorella
Entre os organismos fotografados por Rachel  está também a Welwitschia mirabilis, de 2000 anos de idade, uma das plantas mais raras do mundo. Ela só tem 2 folhas, que são o maiores no reino vegetal, e  que crescem continuamente, ou seja, não param de crescer durante toda a vida da planta. Essas folhas absorvem a  água do orvalho  durante a noite, no deserto de Namibe, em Angola.

Welwitschia mirabilis
Os dois exemplos acima são apenas um aperitivo para a interessante palestra TED de Rachel Sussman: Os mais antigos seres vivos do mundo!

Em 11 de novembro de 1918 às onze horas, terminava oficialmente a Primeira Guerra Mundial. Aquele dia trouxe o tão esperado e necessário alívio para milhões de pessoas, que sofreram na pele o impacto do sangrento conflito. Mas também houve os que  lamentaram profundamente o fim das operações de combate, isso pode soar estranho,  mas acredite, não foram poucos.

Entre aqueles que "ficaram tristes" com o o fim da Primeira Guerra Mundial, porque ainda tinham acertos de contas pendentes, estava Harry Truman, que entre abril de 1945 a janeiro 1953 foi o trigésimo terceiro presidente dos Estados Unidos da América.

Truman na Primeira Guerra Mundial 
Truman conseguiu "fazer história"  por ser o protagonista de  uma longa série de  acontecimentos que marcam para sempre a ele, bem como o mundo ao seu redor. Truman foi o responsável pelo fim da Segunda Guerra Mundial, quando autorizou o uso de armas nucleares contra civis indefesos e inocentes no Japão, teve papel crucial na fundação das Nações Unidas, elaborou o Plano Marshall para reconstruir a Europa e a Doutrina Truman, a fim de  conter o comunismo. No seu governo ocorreram o início da Guerra Fria, o transporte aéreo de Berlim, a criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Guerra Civil Chinesa e a Guerra da Coréia.

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Um curriculum vitae coroado por "atos heróicos" em prol do  lucro puro e exclusivo das políticas nefastas do Tio Sam, como esperado. Mas sua "folha corrida" de ações libertárias e humanitárias começou a ser escrita muito antes de sua ascensão à presidência dos Estados Unidos. Harry Truman foi o único presidente americano a combater na Primeira Guerra Mundial, tendo sido membro de um esquadrão de artilharia.

Harry Truman na presidência dos Estados Unidos 
Naquele  11 de novembro de 1918, quando a "paz" chegou ao mundo com o fim da "Grande Guerra",  Truman sentiu-se infeliz, incompleto, decepcionado e insatisfeito. Ele pegou uma  caneta-tinteiro, uma  folha velha de papel e escreveu algumas curtas linhas à sua amiga Bess Wallace, com quem se casaria mais tarde. Truman, "magoado" pelo fim da guerra, escreveu para sua amada da França, lamentando a chegada "prematura" da paz e irritado por não ter sido capaz de arrasar a conquistada Alemanha; ademais, ele lastimava não ter terminado o  trabalho: mutilar as crianças alemãs.

Escreveu o "condoído" Harry Truman, em sua carta: “É uma pena que eu não pude ir e devastar a  Alemanha e cortar algumas mãos e pés das crianças alemãs e arrancar o cabelo dos anciãos, ou talvez o melhor seria fazê-los trabalhar para França e para Bélgica por uns 50 anos.”

Truman, com o correr dos anos, teve os meios de  saciar seu desejo de sangue. Ele viria a ser a mais alta autoridade do país mais poderoso do mundo.  Entre outros seus, estão os dois criminosos ataques com bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki no Japão. Finalmente ele conseguira aniquilar milhares de crianças.

Segundo a Wikipédia, Tom Grant, mais conhecido por sua teoria não comprovada de que Kurt Cobain foi assassinado, teve acesso ao bilhete de suicídio de Cobain, enquanto trabalhava para Courtney Love, a esposa do músico. Grant usou sua máquina de fax para fazer uma fotocópia da carta, que desde então tem sido amplamente divulgada.

Kurt Cobain

Depois de estudar o escrito, Grant acreditava, que na verdade, se tratava de uma carta escrita por Cobain anunciando a sua intenção de deixar Courtney Love, Seattle e o negócio da música. Ele afirma ainda, que as linhas na parte inferior da nota, separadas do resto, são as únicas que indicam a intenções de suicídio.

Embora o relatório oficial sobre a morte de Cobain tenha concluído que ele escreveu a carta, Grant alega que o relatório oficial não distingue as linhas questionáveis das outras, simplesmente tirando conclusões baseando-se na totalidade do bilhete. No entanto, deve notar-se que muitas das cartas de Kurt foram escritas desta maneira, conforme descoberto quando os diários de Cobain foram publicados em 2002.

Carta de suícidio de Kurt Cobain 

Tradução da carta de suicídio de Kurt Cobain

Para Boddah

Falando como um simplório experiente que obviamente preferiria ser um efeminado, infantil e chorão. Este bilhete deve ser fácil de entender.

Todas as advertências dadas nas aulas de punk rock ao longo dos anos, desde minha primeira introdução a, digamos assim, ética envolvendo independência e o abraçar de sua comunidade, provaram ser verdadeiras. Há muitos anos eu não venho sentindo excitação ao ouvir ou fazer música, bem como ler e escrever. Minha culpa por isso é indescritível em palavras. Por exemplo, quando estou atrás do palco, as luzes se apagam e o ruído ensandecido da multidão começa, nada me afetava do jeito que afetava Freddie Mercury, que costumava amar, se deliciar com o amor e a adoração da multidão – o que é uma coisa que admiro e invejo totalmente.

O fato é que não consigo enganar vocês, nenhum de vocês. Simplesmente não é justo para vocês e para mim. O pior crime que posso imaginar seria enganar as pessoas sendo falso e fingindo que estou me divertindo cem por cento. Às vezes acho que eu deveria acionar um despertador antes de entrar no palco. Tentei tudo que está em meus poderes para gostar disso (e eu gosto, Deus, acreditem-me, eu gosto, mas não o suficiente). Me agrada o fato de que eu e nós atingimos e divertimos uma porção de gente. Devo ser um daqueles narcisistas que só dão valor às coisas depois que elas se vão. Eu sou sensível demais. Preciso ficar um pouco dormente para ter de volta o entusiasmo que eu tinha quando criança.

Em nossas últimas três turnês, tive um reconhecimento por parte de todas as pessoas que conheci pessoalmente e dos fãs de nossa música, mas ainda não consigo superar a frustração, a culpa e a empatia que tenho por todos. Existe o bom em todos nós e acho que eu simplesmente amo as pessoas demais, tanto que chego a me sentir mal. O triste, sensível, insatisfeito, pisciano, pequeno homem de Jesus. Por que você simplesmente não aproveita? Eu não sei! Tenho uma esposa que é uma deusa, que transpira ambição e empatia, e uma filha que me lembra demais como eu costumava ser, cheia de amor e alegria, beijando todo mundo que encontra porque todo mundo é bom e não vai fazer mal a ela. Isto me aterroriza a ponto de eu mal conseguir funcionar. Não posso suportar a ideia de Frances se tornando o triste, autodestrutivo e mórbido roqueiro que eu virei.

Eu tive muito, muito mesmo, e sou grato por isso, mas desde os sete anos de idade passei a ter ódio de todos os humanos em geral. Apenas porque parece muito fácil se relacionar e ter empatia. Apenas porque eu amo e sinto demais por todas as pessoas, eu acho. Obrigado do fundo de meu nauseado estômago queimando por suas cartas e sua preocupação ao longo dos anos. Eu sou mesmo um bebê errático e triste! Não tenho mais paixão, então lembrem-se, é melhor queimar do que se apagar aos poucos. Paz, Amor, Empatia.

Kurt Cobain

Frances e Courtney, estarei em seu altar. Por favor, vá em frente, Courtney, por Frances. Pela vida dela, que vai ser bem mais feliz sem mim.

EU TE AMO, EU TE AMO!

- Boddah era o nome de um amigo imaginário que Kurt teve durante sua infância.
-  A Frase: "É melhor queimar do que se apagar aos poucos"  é uma referência ao verso "It's better to burn out than to fade away" da música Hey Hey, My My,  de Neil Young.