7 controversos pontos de vista de famosos eventos históricos

É instrutivo olhar para alguns acontecimentos históricos famosos de outro ângulo, de outra perspectiva;  nunca se sabe que tipo de novas informações e esclarecimentos podemos obter. Conforme diz o ditado: toda história tem dois pontos de vista, portanto, os fatos tais os conhecemos, talvez não reflitam toda a verdade, mas somente parte dela.  Venha comigo analisar sete importantes eventos históricos de uma maneira diferente da conhecida.


1 – Estávamos melhores quando éramos coletores-caçadores


Apesar da noção de que nossos antepassados levavam vidas sombrias antes de descobrirem a agricultura, eles realmente viviam muito bem apenas caçando e coletando. As horas de trabalho eram relativamente curtas, as dietas mais saudáveis e havia menos doenças crônicas.

Para provar essa teoria, cientistas analisaram os restos de esqueletos de antigos caçadores-coletores na Grécia e na Turquia. Segundo as conclusões, um déficit de altura ocorreu depois da humanidade ter se deslocado para a agricultura. Grãos e animais domesticados também exerceram um papel relevante na introdução de novas e mortíferas doenças. As pesquisas ainda sugerem que a população humana diminuiu de forma drástica,  depois da mudança para a agricultura.

Junto com a  agricultura nasceu a desigualdade social. Pela primeira vez um fazendeiro com boa terra poderia contratar trabalhadores, ficar rico e expandir seu território até se tornar um governante. A situação das mulheres também mudou para pior nas sociedades agrícolas. Antes elas trabalhavam ombro a ombro com os homens na caça e na coleta de alimentos, com a agricultura, as mulheres ficaram relegadas ao papel doméstico de produzir filhos e cuidar da casa.


2 – O Tibete está melhor sob o controle da China

Dalai Lama
De acordo com os chineses, a sua "libertação" do Tibete em 1950 levou aos tibetanos uma melhor infra-estrutura, educação e assistência médica para todos. Se ignorarmos os protestos sangrentos e as questões dos direitos humanos, chegaremos à conclusão de que os tibetanos estão melhores com os chineses do que quando tinham autonomia política.

Embora isso possa soar como uma tentativa de propaganda comunista, alguns historiadores independentes afirmam que o Tibete pré-chinês estava longe de ser um paraíso budista, na verdade, o país se parecia mais com a Europa medieval. A população camponesa trabalhava em regime de escravidão em terras controladas por monges e famílias aristocráticas.

No topo da pirâmide do poder estavam os lamas. Ao contrário da reputação de líderes religiosos pacíficos, esses homens historicamente governaram o país com mão de ferro durante séculos. Mantiveram milhares de escravos e eram donos de vastas propriedades de terra. Regras opressivas e punições brutais marcaram o reinado dos lamas; um Dalai Lama chegou a ordenar que os servos que tentassem fugir tivessem as mãos decepadas e os olhos arrancados.

O isolacionismo passado e atual do Tibete, dificulta que os historiadores verifiquem a história real do país. Por enquanto, debates acirrados ainda estão em curso para definir se Tibete era o paraíso ou um inferno na terra.


3 – Os antigos romanos não eram tão devassos como conta a história

Orgia romana
A crença popular diz que os antigos romanos cultuavam todo tipo de espetáculos e depravações sexuais, mas na verdade, eles formaram uma das sociedades mais pudicas que já existiram. Até mesmo participar em exposições abertas de afeto, era considerado ofensivo, durante o período de República do Império Romano; prova disso é que um senador acabou sendo expulso do senado simplesmente por ter beijado sua mulher em público.

Sexo durante o dia era desaprovado; sendo reservado somente para a noite. Durante o ato, não era permitido a luz de velas ou lâmpadas  porque isso seria considerado de mau gosto; a mulher não poderia ficar totalmente nua porque era considerado imoral. Os antigos romanos só se tornaram mais sexualmente aventureiros depois que assimilaram a cultura grega.

O que dizer então sobre as infames orgias romanas? Segundo o Dr. Alastair Blanshard, pesquisador da Universidade de Sydney, as chamadas orgias romanas não eram nada mais do que um ritual religioso para homenagear Dionísio, o deus das festas e do vinho. Sexo em público só ocorreu duas vezes em todas as orgias conhecidas da Roma antiga. Os festivais romanos eram de fato extravagantes, contudo Blanshard argumenta que nos simpósios gregos, aparentemente inocentes, aconteciam brigas e incidentes muito mais violentos, além é claro, da devassidão sexual.

Então de quem é a culpa por este retrato grosseiramente exagerado da sexualidade romana? De acordo com Blanshard, além dos libertinos modernos, que usaram o mito para justificar o próprio estilo de vida, o cristianismo foi o grande responsável. Escritores cristãos, na promoção da sua religião, quando escreviam sobre a forma de vida romana, erroneamente usavam as peças satíricas romanas como suas fontes,. Para eles, atacar o estilo de vida romano era a melhor forma de atrair novos discípulos para a sua fé.

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4 – Os americanos forçaram o Japão a bombardear Pearl Harbor

Pearl Harbor
Todos nós já ouvimos essa pergunta um milhão de vezes: Será que os americanos tinham conhecimento prévio do ataque japonês a Pearl Harbor? Da mesma forma, porque os japoneses atacaram o Estados Unidos, um gigante econômico e militar que até mesmo alguns líderes nipônicos reconheciam ser impossível derrotar?

Se levarmos em conta algumas fontes, o governo do presidente Roosevelt começou tudo. Roosevelt, a fim de conseguir o apoio do público para uma guerra contra a Alemanha, impôs embargos e sanções severas que aleijaram a economia do Japão, deixando os japoneses sem outra escolha, a não ser atacar os EUA. O que torna essa conspiração plausível é a existência do memorando McCollum.

O memorando, escrito em 1940 por Arthur McCollum, oficial da inteligência naval, recomendava oito maneiras de forçar o Japão a declarar guerra contra os americanos. Não existe evidência convincente de que o documento tenha chegado a Roosevelt, mas dois superiores de McCollum que o revisaram, serviam como assessores próximos do presidente americano.

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5 – Provocações da Coréia do Sul resultaram na Guerra da Coréia

Guerra da Coréia
Professores de história dizem que a Guerra da Coréia começou devido a invasão do sul pelas forças do norte, sem qualquer motivo. No entanto, eles convenientemente não mencionam  que a Coréia do Sul teve um papel igual na construção do conflito.

Nos anos após a Segunda Guerra Mundial, as tensões entre as duas Coréias cresciam rumo à guerra, com o Norte e o Sul sendo responsáveis por um número igual de incidentes. O Presidente sul-coreano Syngman Rhee, que era tão insanamente ditatorial como o seu homólogo do norte, queria unificar as duas Coréias, pela força se necessário. Seu governo rotineiramente fazia ameaças de guerra e as suas forças armadas invadiam regularmente o território norte-coreano.


6 – Os bombardeios atômicos eram desnecessários

Hiroshima 
Nós já falamos sobre como um plano alternativo da Segunda Guerra Mundial para invadir o Japão quase entrou em vigor, o que teria resultado na morte de milhões de americanos e japoneses. Se levarmos em conta esse fato, os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki evitaram um derramamento de sangue  ainda maior. Mas eles eram realmente necessários?

Um mês antes da rendição alemã, o Japão já enviara uma série de mensagens secretas para os aliados, deixando claro a sua intenção de se render, com a condição de que o imperador permanecesse intocado. Os Aliados rejeitaram a proposta e os Estados Unidos soltaram as duas bombas. Em um ato de amarga ironia, foi esse ataque dos americanos que permitiu ao imperador manter sua posição entre os japoneses quando a guerra terminou.

Então, por que a necessidade das  bombas atômicas? Para os revisionistas, os Estados unidos queriam instilar o medo nos soviéticos e conter o crescimento do comunismo. Se esse foi realmente o caso, o tiro saiu pela culatra. O ataque ao Japão inspirou os soviéticos a acelerar o seu próprio programa atômico. Eles detonaram com êxito uma bomba nuclear apenas quatro anos após o fim da guerra.


7 – Os mongóis não eram tão sanguinários

A maioria de nós presume que os mongóis foram bárbaros sanguinários que mataram milhões de pessoas durante o  seu domínio. Embora eles tenham realmente feito o sangue dos inimigos regar a terra, os relatórios do número de mortes muitas vezes foram exagerados por aqueles que os temiam. Em uma estimativa, os mongóis supostamente massacraram dois milhões de pessoas em Herat, uma pequena cidade localizada hoje no Afeganistão. Na época, toda a população da região em torno da capital Samarcanda, era de apenas 200.000 habitantes.

Esta contagem inflada de corpos servia perfeitamente aos planos mongóis. Com o  império se expandindo em um ritmo acelerado, eles começaram a usar a propaganda para complementar seus números já sobrecarregados de vítimas,  encorajando as lendas sobre suas atrocidades. A estratégia funcionou como um encanto. Com muita frequência, os mongóis entraram em cidades sem nenhuma resistência e sem derramarem o sangue de ninguém.

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