Qaraqosh, Tel Kepe e Karamlesh são apenas três das cidades iraquianas nas planícies de Nínive capturadas no início de agosto pelo Estado Islâmico, mas elas representam a última grande concentração de falantes do aramaico no mundo. Avançando a nordeste de Mosul, na direção do Curdistão, o exército jihadista agora ocupa o centro antigo do  Iraque cristão. De acordo com funcionários da ONU, cerca de 200 mil cristãos fugiram de suas casas nas planícies de Nínive, na noite de 6 de agosto, com medo de serem expulsos, mortos, ou forçados a se converter pelas forças do Estado Islâmico. Um arcebispo local, Joseph Thomas, descreveu a situação como "catastrófica, uma crise além da imaginação."

Cristãos iraquianos

200 mil cristãos foram obrigados a fugir de suas casas nas planícies de Nínive

Além da crise humanitária também existe uma emergência cultural e linguística de proporções históricas. A extinção de uma língua em sua terra natal raramente é um processo natural, mas quase sempre reflete as pressões, perseguições e discriminações sofridas pelos seus falantes. O linguista Ken Hale compara a destruição de uma linguagem com "deixar cair uma bomba no Louvre" - padrões inteiros de pensamento, modos de ser e sistemas completos de conhecimento serão perdidos. Se o último falante nativo do aramaico desaparecer daqui a duas gerações a partir de agora, o idioma não terá morrido de causas naturais.

O aramaico abrange uma vasta gama de línguas e dialetos semitas, todas relacionadas, mas muitas vezes incompreensíveis entre si, algumas já extintas ou ameaçadas de extinção. As últimas estimativas disponíveis sobre o número de falantes do aramaico, levantadas a partir de 1990, falam de 500 mil pessoas, das quais cerca da metade vivem no Iraque. Hoje é provável que o número real seja muito menor; os falantes nativos estão espalhados por todo o mundo, e cada vez menos crianças aprendem a  falar a língua. Em nenhum lugar o aramaico tem status de idioma oficial ou é protegido por leis.

É uma queda vertiginosa  para o que antes foi quase um idioma universal. Falado originalmente há mais de 3.000 anos pelos arameus,  nômades que viviam no que hoje é a Síria, o aramaico ganhou destaque como a língua do império assírio. Era o inglês do seu tempo, uma língua franca falada desde a  Índia até o Egito.

Kilamuwa

Estela do rei Kilamuwa – 850 a.C: a linguagem da inscrição é o aramaico

O aramaico sobreviveu a ascensão e a queda de impérios, florescendo sob o poder da Babilônia e de novo sob o Primeiro Império Persa, no século VI a.C. Milhões o usavam no comércio, na diplomacia e na vida diária. Mesmo depois de Alexandre, o Grande, impor o grego em seus vastos domínios no século IV a.C, o aramaico continuou a se espalhar e a gerar novos dialetos - por exemplo, na antiga Palestina, onde substituiu gradualmente o hebraico. Foi em aramaico que a "escrita na parede", na festa do rei Belsazar, no Livro de Daniel, predisse a queda de Babilônia.

Existem quase três milênios de contínuos registros escritos do aramaico; apenas o chinês, o hebraico e o grego tem um legado igualmente longo. Para muitas religiões, o aramaico tem status de sagrado ou quase sagrado. Presume-se que ele foi a  língua materna de Jesus, que segundo o Evangelho de Mateus, antes de morrer, exclamou na cruz: "Eloì, Eloí, lamá sabactâni" ("Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?"). O aramaico chegou a ser usado no Talmude, nas igrejas cristãs orientais (onde é conhecido como siríaco), e como linguagem ritual e cotidiana dos mandeus, uma minoria étnico-religiosa do Irã e do Iraque.

Séculos depois de Alexandre, o aramaico continuou a se expandir em grande parte do leste do Mediterrâneo e do Oriente Médio. Foi só depois do árabe começar a se espalhar por toda a região no século VII d.C que os falantes do aramaico recuaram para comunidades isoladas nas regiões montanhosas. Nessas comunidades formadas principalmente por judeus e cristãos, no que é hoje o norte do Iraque (incluindo o Curdistão), o noroeste do Irã e o sudeste da Turquia, se desenvolveram os dialetos que os linguistas denominam de neo-aramaico. A maioria dos cristãos que falam aramaico, referem-se a si mesmos como assírios, caldeus ou arameus; muitos chamam sua língua de Sureth.

Festim de Belsazar

A Festa de Belsazar, de Rembrandt (1635) capta a cena descrita na Bíblia no capítulo V de Daniel. A mensagem: "Mane, Mane, Tequel, Parsim" está escrita em linhas verticais para baixo a partir do canto superior direito, com "Parsim" tomando duas linhas. (National Gallery, Londres)

Embora marginalizado, o mundo de língua aramaica sobreviveu por mais de um milênio, até o século XX quebrar o que restava dele. Durante a Primeira Guerra Mundial, com o poder otomano dissolvido, os nacionalistas turcos não somente massacraram armênios e gregos, mas também perpetraram o que ficou conhecido  como o genocídio assírio, matando e expulsando a população cristã de língua aramaica do leste da Turquia. A maioria dos sobreviventes fugiram para o Irã e para o Iraque. Algumas décadas mais tarde, em vista do crescente anti-semitismo, a maioria dos judeus que eram falantes nativos do aramaico, partiu para Israel.

O aiatolá Khomeini no Irã,  e Saddam Hussein, no Iraque, acrescentaram novas pressões e perseguições para os cristãos de língua aramaica que ficaram para trás. A diáspora tornou-se uma norma para os assírios, hoje, quase todos  vivem espalhados pelo mundo, a partir de países que fazem fronteira com a antiga zona da língua aramaica, como a Turquia, a Jordânia e Rússia, até as comunidades mais recentes em lugares como Michigan, Califórnia e os subúrbios de Chicago.

Alguns linguistas dividem o que resta do neo-aramaico em quatro grupos: ocidental, central, oriental e neo-mandaico. Até o final do século XX, o grupo central era falado por uma pequena comunidade de alguns milhares de sobreviventes na Turquia. Pelo menos em contextos não-rituais, o neo-mandaico, variedade falada pelos mandeus do Irã e do Iraque, tinha diminuído substancialmente; hoje, apenas algumas centenas de pessoas a falam. Enquanto isso, o neo-aramaico  ocidental se reduzia a um pequeno reduto: a cidade de Maaloula e duas de suas aldeias vizinhas, a nordeste de Damasco. Ali, uma pesquisa de 1996 estimou que  havia 15.000 falantes do idioma, incluindo muitas crianças; em 2006, a Universidade de Damasco abriu uma Academia da Língua Aramaica, apoiada pelo governo do presidente Bashar al-Assad. Havia motivos para se ter esperança.

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A foto acima mostra o presidente sírio, Bashar al-Assad, em Maaloula.

Mas então a guerra civil síria começou. Em setembro de 2013, Maaloula caiu para as forças rebeldes, supostamente uma mistura da Frente al-Nusra (um ramo jihadista da Al Qaeda do Iraque) e combatentes do Exército Sírio Livre. Os restantes dos falantes do aramaico fugiram de Damasco ou das aldeias cristãs para o sul, de acordo com o linguista Werner Arnold, que já trabalhou com a comunidade por várias décadas. Forças do governo recapturaram Maaloula em abril de 2014, mas "a maioria das casas estavam destruídas", diz Arnold, e "não havia abastecimento de água e nem eletricidade."

Algumas famílias voltaram a Maaloula em julho, de acordo com Arnold, mas as perspectivas de restaurar a academia parecem remotas. "Eu tive grandes sonhos sobre isso", diz Imad Reihan, um dos professores de aramaico da academia, "mas nesta guerra, no meu país agora, eu não posso me preocupar com o aramaico." Reihan serviu como soldado no Exército sírio nos últimos quatro anos; ele está atualmente perto de Damasco. "Perdemos muito", diz ele sobre sua língua,  "muitas crianças não falam mais aramaico agora. Alguns tentam salvar o idioma em qualquer lugar que estejam, mas não é fácil." Reihan tem primos em Damasco e no Líbano que estão ensinando seus filhos a falar aramaico, mas a dispersão e a assimilação cultural  podem ser forças inelutáveis. "Somente em Maaloula pode o neo-aramaico ocidental sobreviver", diz Arnold - e ainda não está claro se, ou quando, a comunidade poderá retornar para casa.

Assim, até o início de agosto, a melhor esperança para a sobrevivência do aramaico estava no norte do Iraque, no diversificado subgrupo oriental, com o seu maior número de falantes e com suas raízes em comunidades maiores. Contudo, a população cristã do Iraque tem estado em queda livre - de 1,5 milhões em 2003 para uma estimativa de apenas 350 mil a 450 mil atualmente, entretanto as planícies de Nínive haviam sido poupadas do pior. Em janeiro, Bagdá anunciou a  intenção de tornar a região uma província separada, um gesto a favor das aspirações assírias de autonomia.

Assírios

Celebração em um mosteiro ortodoxo sírio em Mosul, no início do século XX.

Mas, em seguida, em junho, Mosul é capturada pelo Estado Islâmico e as forças iraquianas se desintegraram. Em 6 de agosto, o exército curdo bate em retirada, Qaraqosh, a maior cidade cristã do Iraque, com 50.000 habitantes, também cai para os extremistas. A população cristã foge em direção a Erbil, a capital curda.

Apesar dos ataques aéreos dos Estados Unidos, O Estado Islâmico ainda controla a região, agora esvaziada de seus habitantes originais. "A ameaça para a população cristã de língua neo-aramaica do norte do Iraque é muito grande", diz o linguista Geoffrey Khan, acrescentando que a região tem dezenas de aldeias de língua aramaica e que "cada aldeia tem um dialeto um pouco diferente." Todos os estudos de Khan sobre o neo-aramaico falado em Qaraqosh, e estudos similares realizados em cidades vizinhas, podem agora se tornar monumentos culturais mortos, em vez de descrições de comunidades pulsantes de vida. "Uma vez que cada aldeia tem um dialeto diferente", diz Khan, "se os habitantes das aldeias são arrancados e jogados juntos em campos de refugiados ou espalhados em comunidades da diáspora por todo o mundo, os dialetos, inevitavelmente morrem. "A tragédia que se desenrola é uma reminiscência dos terríveis acontecimentos da Primeira Guerra Mundial", acrescenta Khan, que "levou à morte de dezenas de dialetos neo-aramaicos do sudeste da Turquia."

O Projeto de Banco de Dados  do Neo-aramaico Oriental, da Universidade de Cambridge, compilou dados sobre mais de 130 dos dialetos uma vez falados por toda a região, dos quais metade são do Iraque. A maioria deles já não existe ou são falados apenas por pessoas que vivem dispersos pelo mundo.

Após um século de expulsões e perseguições, conseguirá o aramaico sobreviver longe da sua terra natal, nas planícies de Nínive? Entre assimilação e dispersão, os desafios de manter a língua na diáspora será imensa, mesmo que os falantes nativos permaneçam em Erbil.

Refugiados

Uma menina iraquiana enche jarros de água no campo de refugiados Khazer, nos arredores de Erbil, no Curdistão, região do Iraque, em 20 de junho de 2014. Dezenas de milhares de pessoas abandonaram Mosul depois que a cidade foi invadida por militantes do Estado Islâmico do Iraque e Síria.

O neo-aramaico judeu, dos qual várias dezenas de dialetos já foram falados em toda a região, parece que se tornará apenas objeto de fascínio intelectual. Estima-se que 150.000 judeus de ascendência curda, provenientes de famílias de língua aramaica, vivam em Israel atualmente, segundo My Father's Paradise, livro de memórias do autor Ariel Sabar. A sobrevivência dos restantes dos dialetos judeus do neo-aramaico é "precária", diz o pai de Ariel, o linguista Yona Sabar, "devido à assimilação natural dos falantes do aramaico pela sociedade israelense e do falecimento da geração mais velha, que ainda falava e sabia o neo-aramaico do Curdistão. "Vários dos principais dialetos do neo-aramaico judeu já estão extintos, não há nenhum que tenha mais de 10.000 falantes e os jovens que falam a língua agora são extremamente raros." "Por sorte, os judeus deixaram as áreas de conflito há muito tempo", diz Sabar, um dos cronistas mais importantes da língua que outrora ele falara no seu dia a dia.

A não ser que seja rapidamente rechaçada, a presença assassina do Estado Islâmico nas planícies de Nínive pode ser o capítulo final para o aramaico. Globalmente, línguas e culturas estão desaparecendo em um ritmo sem precedentes - em média, um último falante nativo  fluente de uma língua morre a cada três meses - mas o que está acontecendo com o aramaico é muito mais incomum e terrível: a extinção deliberada de uma língua e de uma cultura; tragédia que estamos presenciando em tempo real.

Em 1717, Pedro I, Czar da Rússia, visitava Paris; certa manhã, quando ele passeava por uma rua movimentada, uma mulher escorregou e caiu de costas com as pernas para cima bem na frente de seu cavalo. O Czar, observando atentamente as belas pernas parisienses, comentou com malícia: "As portas do Paraíso se abrem", enquanto a francesinha tentava se recompor.

O elogio sofisticado foi devido ao costume das mulheres francesas da época de não usar roupas íntimas, então, obviamente, o Czar conseguiu ver muito além do que teríamos conseguido vislumbrar hoje. Não eram somente as francesas que não trajavam roupas íntimas, mas, em geral, esse era o hábito das mulheres do mundo inteiro. Nem as inglesas, nem as alemãs, nem as italianas, nem tampouco as primeiras mulheres que emigraram para colonizar as Américas usavam calcinhas.

Realmente, por mais surpreendente que seja, a  verdade é  que durante os primeiros cinco mil anos da civilização ocidental, as mulheres não usavam nada entre as pernas além da pelagem natural. Até o final do século 18, a roupa íntima da maioria das mulheres consistia apenas de longas batas. As mais ricas usavam blusas com botão na cintura ou o espartilho, que inicialmente era uma peça de roupa da  aristocracia.

Lucrécia Bórgia

Lucrécia Bórgia: a verdadeira certamente não usava calcinhas

Anáguas também eram populares, especialmente quando os médicos passaram associar obesidade à saúde. Contudo, o ganho de peso era  um luxo para a época, já que conseguir alimentos não era algo tão simples. Gordura e quadris largos eram geralmente vistos somente entre os mais ricos. Quanto às pessoas magras, elas eram  associadas à doença e à pobreza, contudo as mulheres, em sua vaidade inata, sempre tentavam parecer atraentes e saudáveis, independentemente do número de anáguas que precisassem usar. Mas repito, as peças que conhecemos como calcinhas não foram utilizadas em grande parte da história; elas são uma invenção revolucionária do século 19.

As mulheres não usavam nada sob seus vestidos por uma questão de conforto; era fácil para elas perceber que fechar o fluxo de ventilação para o ambiente úmido da vagina ( numa época em que as normas de higiene eram precárias), causaria coceira e irritação. Elas tinham razão, não existia água corrente nas cidades, o que ajudava significativamente no surgimento de todos os tipos de infecções, como por exemplo a candidíase, e à proliferação de piolhos e chatos, que como todos sabemos, sempre foram nossos companheiros fiéis durante a história.

Somente durante os ciclos menstruais é que as mulheres costumavam usar um pano entre as pernas, que ajustavam como uma espécie de fraldão, mais ou menos como fazem os lutadores de sumô. Mas os vazamentos eram frequentes. De fato, enquanto durava o período, costumava-se usar mais anáguas do que o habitual, e as que podiam, usavam anáguas de flanela para evitar as manchas indesejáveis e reveladoras.

As mulheres que viviam na Europa Oriental tinham melhores hábitos de higiene e tomavam banho com mais frequência do que as do resto do continente. Elas também não podiam se dar ao luxo de usar calcinhas, mas, às vezes, usavam longas calças sob as saias, calças muito semelhantes às usadas pelas odaliscas nos haréns.

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Nas imagens acima, podemos ter uma ideia do tipo de vestuário que as mulheres usavam há séculos na região das Balcãs, principalmente em ocasiões especiais. Na esquerda você pode ver uma noiva albanesa vestida tradicionalmente, a fotografia é de 1925. À direita, vemos uma mulher iugoslava no ano de 1926.

Durante o Renascimento, essas calças largas e longas  foram introduzidas na Europa Ocidental, a  principio como uma novidade da moda para as mulheres da classe alta, que se apressaram a chamar a nova peça de calças turcas, mas que lentamente se transformaram nos famosos bloomers, mais ajustados ao corpo e com fitas na cintura para segurá-los com firmeza. No entanto, estas roupas  estrangeiras, que também eram consideradas peças do vestuário masculino, nunca foram apreciadas pela maioria das mulheres, principalmente entre as da classe mais baixa, que preferiam mil vezes a comodidade de poder por-se  de cócoras e urinar em qualquer lugar.

A roupa era tão desconfortável que as únicas mulheres francesas que a usavam no século 18 eram as dançarinas, e isso somente para cumprir a lei. Tudo porque em 1727, uma dançarina caiu de pernas para cima durante um espetáculo, expondo suas partes íntimas. O pequeno acidente levou à aprovação de uma lei em Paris, que ditava: "Nenhuma atriz ou bailarina deve aparecer no palco sem nada por baixo ".

Bloomers

Bloomers da Era Vitoriana

Nos meados do século 19, as coisas começaram a mudar. As mulheres mais corajosas e liberais exigiam mudanças e passaram a apoiar causas como a de Elizabeth Smith Miller, que liderou uma cruzada para que as mulheres não precisassem mais usar vestidos até o chão. Para tanto, ela propôs uma solução "inovadora":  os vestidos deveriam chegar apenas até  aos tornozelos. Elisabeth também incentivou as meninas a usar o bloomer sob suas saias, mas este deveria alcançar  apenas à altura do joelho.

Bem, mas o ponto é que, no final, houve dois eventos importantes e um tanto distantes do mundo da moda, que aceleraram o uso da calcinha pelas mulheres em todo o planeta: o roubo de milhares de sementes de seringueira do Brasil em 1876 e a invenção da bicicleta com corrente na década de 1890.

O botânico Inglês Henry Wickham conseguiu levar sem permissão das autoridades do Brasil 70 mil sementes de seringueira, falsificando um documento que afirmava ser a aquisição, apenas material botânico para pesquisas em seu herbário de Londres. Primeiro Wickham  plantou as sementes no Jardim Real de Kew, e logo que pode,  enviou algumas mudas para plantações britânicas no Ceilão e na Malásia, o que foi suficiente para quebrar o monopólio da borracha brasileira, saturando o mercado e baixando o custo; situação que tornou o elástico bastante acessível para a indústria têxtil.

A segunda causa foi o óbvio prazer que sentiam as mulheres em receber as brisas refrescantes de ar quando se tornou moda usar a bicicleta, que não podia ser montada como os cavalos, com saias longas, porque além de ser desconfortável,  também era perigoso.

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"Andar de bicicleta é uma moda parisiense que todos os alunos tem aderido", dizia um artigo na Revista Scribner em 1895. É claro que todas as moças e senhoras começaram a usar bloomers mais curtos, assim surgia o embrião das modernas calcinhas. As mulheres de Paris começaram a usar a novidade em público, até mesmo as que não andavam de bicicleta.  Elas haviam descoberto uma peça de vestuário de uso fácil, porque era elástica, e que lhes dava uma rara sensação de conforto e liberdade. Muitas estudantes americanas recém-chegadas de Paris, divulgaram a moda nos Estados Unidos.

A tendência continuou a ganhar força e a peça evoluiu das largas e arejadas calcinhas de algodão com rendas do início do século XX, passando pela  da seda e  pelas famosas fibras sintéticas, até chegar aos dias de hoje, em que ironicamente, as calcinhas diminuíram tanto de tamanho, que já não cobrem mais nada, ou quase nada. Como disse Nietzsche, a vida é um eterno retorno.


Uma estratégia naval supervisionada pelo próprio Adolf Hitler resultou no ataque generalizado de submarinos alemães a navios mercantes brasileiros junto à nossa costa nos primeiros oito meses de 1942, quando o governo Getúlio Vargas ainda persistia em manter-se neutro na Segunda Guerra Mundial. Documentos do Tribunal de Nuremberg guardados no Arquivo Histórico do Itamaraty mostram que o Führer autorizou pessoalmente o uso da força contra embarcações do Brasil em maio daquele ano, por considerar os brasileiros em guerra contra o Reich.

Brasil na II Guerra Mundial

Navio de guerra brasileiro atacando um submarino alemão, em 1944.

O Brasil teve 34 navios torpedeados pelos submarinos do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial. Com exceção do navio Taubaté; torpedeado em 22 de março de 1941, no Mediterrâneo, próximo ao Egito, o que causou a morte de uma pessoa, todos os ataques ocorreram depois de o Brasil romper relações diplomáticas com o Eixo.

De fevereiro a agosto de 1942, dezenove navios brasileiros foram torpedeados, levando à morte de 742 pessoas. Os torpedeamentos continuaram a ocorrer depois de agosto de 1942, quando o Brasil declarou guerra à Alemanha nazista e à Itália fascista.

O último navio brasileiro a ser torpedeado foi o Vital de Oliveira, em 19 de julho de 1944, quando seguia em direção ao Rio de Janeiro, após escalas no litoral do Nordeste e em Vitória. A maioria das embarcações brasileiras torpedeadas era de navios mercantes. As exceções foram o Vital de Oliveira, que era um navio de guerra; no ataque, da sua tripulação de 275 pessoas, 99 morreram, e o Shangri-lá, um barco pesqueiro, atacado em 22 de julho de 1943; as dez pessoas que estavam nesse barco perderam a vida.

Vital de Oliveira

Vital de Oliveira - Atacado  pelo U-861 – 99 mortos

Ao todo, os torpedeamentos de embarcações brasileiras causaram a morte de 1.081 pessoas. Para termos uma ideia do impacto e do pânico gerado por esses ataques, é preciso levar em conta as opções de transporte então disponíveis, na década de 1940, entre as regiões do Brasil: a qualidade e a quantidade das rodovias brasileiras deixavam a desejar; faltavam ferrovias que interligassem as várias regiões; quase não havia aeroportos.

Portanto, para a maioria dos brasileiros que precisasse viajar de um estado para outro ou de uma região para outra, uma das poucas opções disponíveis era utilizar navios. Era comum navios mercantes transportarem passageiros, que aproveitavam as escalas para viajar de um ponto a outro do país. Assim, qualquer família brasileira que estivesse viajando de navio naquela época corria o risco de ser vítima de um ataque de submarino alemães.

E para quem morava no litoral do Nordeste, a guerra era  uma realidade bem mais próxima do que poderia parecer para os brasileiros de outras regiões. Um exemplo disso é o que ocorreu com o navio Baependi, afundado por volta das 19 horas do dia 15 de agosto de 1942. Somados tripulantes e passageiros, o navio transportava 306 pessoas, das quais 270 morreram.

Baependi

Baependi - Atacado pelo U-507 –  270 mortos

No dia seguinte, cadáveres, inclusive de crianças, apareceram, trazidos pela correnteza, na praia próxima à vila de Mosqueiro, na costa do Sergipe. As ondas também trouxeram malas com pertences dos passageiros e pedaços do navio.

Poucas horas depois, chegaram notícias dos afundamentos de outros dois navios brasileiros: o Araraquara; cujo torpedeamento também ocorreu no dia 15 de agosto, causando a morte de 131 pessoas - apenas onze sobreviveram ao ataque,  e o Aníbal Benévolo, cujo torpedeamento ocorreu no dia 16 de agosto, causando 150 mortes - apenas quatro pessoas sobreviveram.

Num curto intervalo de tempo, os três navios foram destruídos por um único submarino alemão, o U-507, comandado pelo capitão Harro Schacht. Em 15 de janeiro do ano seguinte, o U-507 acabou sendo afundado por um avião da marinha dos Estados Unidos.

Anibal Benevolo

Aníbal Benevolo - Torpedeado pelo U-507 – 150 mortos

Existe farta documentação comprovando que foram mesmo submarinos alemães os responsáveis pelo torpedeamento da grande maioria dos navios brasileiros durante a Segunda Guerra. A única exceção é o navio Cabedelo, que "desapareceu", após ter sido afundado por um submarino alemão ou italiano. O Cabedelo foi o quarto navio brasileiro a ser torpedeado, sendo a data mais provável desse afundamento é 25 de fevereiro de 1942.

Pesquisadores europeus já atribuíram a autoria do afundamento do Cabedelo ao Da Vinci, um submarino italiano. Também foi considerada a possibilidade de que o Cabedelo tenha sido torpedeado por outro submarino italiano, o Torelli.

Apesar de todas as evidências comprovando que submarinos do Eixo torpedearam os navios brasileiros, ainda há quem acredite na absurda ideia de que submarinos norte-americanos teriam sido os verdadeiros responsáveis pelos ataques, com a intenção de obrigar o Brasil a entrar na guerra.

Antonico

Antonico - Atacado pelo U-516  –  16 mortos

Tal ideia não passou de um boato criado pela propaganda dos quinta-colunas. As matérias-primas transportadas pelos navios brasileiros eram de vital importância para os Aliados, portanto, só interessaria aos países do Eixo atacar esses navios.

Além disso, naquela época, a maior parte da frota dos submarinos norte-americanos não estava no oceano Atlântico, mas no Pacífico, torpedeando navios de guerra japoneses. Observe-se também que a marinha dos Estados Unidos preferia investir na construção de navios porta-aviões do que na guerra submarina, uma especialidade da marinha alemã nas duas guerras mundiais.

A notícia dos ataques contra navios brasileiros comoveu a população brasileira na época. Também motivou reações violentas de cidadãos que, indignados e desejando vingança, se voltaram contra imigrantes alemães, italianos e japoneses.

Em muitas cidades brasileiras ocorreram episódios de depredações de estabelecimentos comerciais pertencentes a imigrantes vindos de países que faziam parte do Eixo  e até mesmo tentativas de linchamento desses imigrantes.

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Araraquara - Atacado pelo U-507 – 131 mortos

Após a entrada do Brasil na guerra, esses imigrantes passaram a ser vigiados pelas autoridades brasileiras, não sendo poucos os que foram vítimas de perseguições e arbitrariedades. Essas pessoas costumavam ser suspeitas de espionagem.

Aproveitando a indignação popular com os ataques alemães a navios brasileiros, a União Nacional dos Estudantes (UNE) organizou passeatas nas principais cidades brasileiras, exigindo a entrada do Brasil na guerra ao lado dos Aliados. Nessas passeatas era comum que alguns estudantes aparecessem fantasiados de Hitler, com o objetivo de ridicularizar o ditador nazista. Tais passeatas acabaram recebendo adesão popular.

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O submarino alemão U-848, afundado por aviões norte-americanos baseados em Natal.

Ao exigir a entrada do Brasil na guerra contra as ditaduras da Europa, a UNE estava pressionando o governo brasileiro a deixar de "ficar em cima do muro" , já que o presidente Getúlio Vargas tentava manter a neutralidade do Brasil no conflito a todo custo, mesmo após os primeiros ataques alemães contra navios brasileiros.

Vargas, aliás, temia que a entrada do Brasil na guerra, ao lado das democracias, abrisse condições para que os opositores do seu governo exigissem o fim do Estado Novo e a realização de eleições diretas para presidente.

Em 22 de agosto, após uma reunião ministerial, o Brasil finalmente declarou guerra à Alemanha nazista e à Itália fascista. O Brasil estava oficialmente na guerra.

Fontes: UOL Educação Portal FEBTok de História


A Operação Brother Sam foi um movimento da Marinha norte-americana em apoio aos militares que derrubaram o presidente João Goulart, no dia 31 de março de 1964. Quando as tropas lideradas pelo general Olímpio Mourão Filho se deslocaram de Minas Gerais para o Rio de Janeiro, na madrugada do dia 31, havia receio, por parte dos Estados Unidos, de que o golpe falhasse ou que as forças que apoiavam Goulart - inclusive militares - ensaiassem algum tipo de resistência.

Nada disso, contudo, aconteceu. O golpe foi bem-sucedido e, da parte do governo, não houve qualquer tentativa de se opor aos golpistas, embora o presidente tivesse sido pressionado por seus apoiadores a ter um papel mais ativo com relação ao levante. Jango, porém, diante da vitória militar, optou pelo exílio no Uruguai.

As versões da história favoráveis ao presidente dão conta, é claro, de que sua saída do país não ocorreu por medo ou fraqueza, mas, sim, por saber que a resistência poderia levar a uma guerra civil - inclusive, com apoio norte-americano às forças insurgentes. Nesse caso, os Estados Unidos estariam prontos a participar do conflito por meio da Operação Brother Sam.


A presença dos Estados Unidos na política brasileira

Jango e Kennedy
A partir de meados dos anos 1950, o Brasil deu início a uma política externa relativamente independente dos Estados Unidos, o que não significa que o país tenha se afastado dos vizinhos do norte. A presença norte-americana no Brasil, especialmente na economia, ainda era muito forte. Apesar disso, o governo brasileiro passou a estabelecer contatos também com países que, internacionalmente, eram inimigos declarados dos Estados Unidos: caso de Cuba e da China, ambos sob regimes comunistas.

Quando consideramos esses acontecimentos à luz do contexto mais amplo da Guerra Fria, que opôs os Estados Unidos à União Soviética, temos, então, o pano de fundo internacional em que ocorreram os golpes militares na América Latina. Antes de uma intervenção direta, o governo norte-americano optou pela saída diplomática e pelos pesados investimentos na economia de países em que julgava haver perigo de um golpe comunista. Este era o caso do Brasil.

Em um segundo momento, mais radicalizado, a opção foi pelo apoio a grupos civis de direita. Nas eleições de 1962, por exemplo, os Estados Unidos financiaram várias campanhas políticas de civis identificados com o governo norte-americano. Entretanto, a vitória de políticos mais à esquerda, somada a questões internas, precipitou o início da terceira e decisiva fase de intervenção dos Estados Unidos na política brasileira: o apoio à investida militar contra um governo constitucionalmente eleito.


A investida dos Estados Unidos contra regimes democráticos

Golpe de 1964

Tropas vigiam o Congresso após a deposição do presidente João Goulart

A morte do presidente John Kennedy, em 1963, também representou uma mudança de direção na política externa dos Estados Unidos. O então secretário assistente de Estado para Negócios Interamericanos dos EUA, Thomas Mann, declararia, já em março de 1964, que "os Estados Unidos não mais procurariam punir as juntas militares por derrubarem regimes democráticos". Estava dada a senha para o golpe contra Goulart.

As articulações para o golpe, contudo, não ocorreram apenas dentro do círculo militar. A perspectiva de intervenção dominava o debate entre políticos civis desde a crise sucessória de 1961, quando à renuncia de Jânio Quadros seguiu-se uma grave crise política contra a posse de Jango.

Diante das eleições presidenciais de 1965 e da impossibilidade constitucional para que Goulart se reelegesse, alguns políticos, temendo que o presidente pudesse dar um golpe de Estado, apoiaram a intervenção. Acreditavam que ela seria curta, como garantiria o futuro presidente Castelo Branco. A ditadura, porém, durou bem mais que o planejado pelos insurgentes civis - alguns, inclusive, foram perseguidos pelo próprio regime que haviam defendido.


O deslocamento das tropas norte-americanas

Castello Branco

Após o golpe, Castelo Branco assume o comando do Brasil

Por uma questão meramente cronológica, a Operação Brother Sam, deflagrada em 31 de março de 1964, nada teve a ver com o golpe contra o governo Jango. Afinal, as tropas norte-americanas não chegariam ao litoral brasileiro a tempo. Serviriam, contudo, para intimidar qualquer forma de resistência e, caso ela de fato ocorresse, aí, sim, apoiar materialmente os militares insurgentes.

A operação consistiu no deslocamento da frota da Marinha norte-americana estacionada na região do Caribe para o litoral brasileiro. O apoio logístico em favor dos golpistas fora solicitado pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Lincoln Gordon, com quem as forças insurgentes já mantinham contatos visando o suporte norte-americano à derrubada do governo Jango.

Os Estados Unidos haviam autorizado o envio de cem toneladas de armas leves e munições, navios petroleiros, uma esquadrilha de aviões de caça, um navio de transporte de helicópteros com 50 unidades a bordo, tripulação e armamento completo, um porta-aviões, seis destróieres, um encouraçado, um navio de transporte de tropas e 25 aviões para transporte de material bélico.

Nem tudo, porém, chegou a ser enviado para o Brasil; e o que foi, nem mesmo foi utilizado. Afinal, não houve qualquer resistência do governo deposto e o sucesso do  golpe superou em muito as expectativas dos militares.

"Em um caso, o do Brasil, o país mais importante da América Latina, houve o que foi chamado de "milagre econômico" nas últimas duas décadas, mesmo que tenhamos destruído a democracia brasileira através do apoio a um golpe militar em 1964. O apoio ao golpe foi iniciado por Kennedy mas finalmente finalizado por Johnson. O golpe foi pedido pelo embaixador de Kennedy, Lincoln Gordon, "a única vitória mais decisiva para a liberdade na metade do século XX". Nós instalamos o primeiro verdadeiro grande estado de segurança nacional, estado semi-nazista da América Latina, com tortura de alta-tecnologia e assim por diante. Gordon o chamava de "totalmente democrático", "o melhor governo que o Brasil já teve". Bem, houve um aumento no milagre econômico e houve um aumento no PIB. Mas houve também um aumento no sofrimento para grande parte da população"Noam Chomsky; em uma palestra sobre a política externa estadunidense na Universidade de Harvard em 19 de março de 1985.

Fontes: Uol EducaçãoWikipédiaAgência O Globo


Feliz é o homem que pode olhar para as guerras à distância. Distância no tempo, distância no espaço. Nesse contexto, talvez tenhamos o espírito tomado pelas lágrimas, porque não somos indiferentes à dor alheia, mas nem de longe podemos vislumbrar todo o horror, o sofrimento, a humilhação dos que viveram e dos que ainda vivem a tragédia da guerra.

Quem acompanha o blog, sabe que a Segunda Guerra Mundial é assunto de destaque por aqui. Nessa postagem, apresentaremos dez das mais icônicas fotografias da Segunda Guerra Mundial, para que o nosso leitor possa escolher qual a mais significativa do grande conflito.


1 – Menino entre as ruínas de Varsóvia

Menino entre as ruínas de Varsóvia


Em setembro de 1939, a Alemanha, de modo fulminante, invadiu a Polônia; começava a Segunda Guerra Mundial. Varsóvia, a capital polonesa, foi impiedosamente bombardeada pela Luftwaffe. O fotógrafo americano Julien Bryan estava lá, naquele dia, o que lhe permitiu retratar um menino entre as ruínas da cidade. A própria imagem viva da tristeza.


2 – São Paulo incólume

Catedral de São Paulo


A noite de 29 de dezembro de 1940 presenciou mais um dos inúmeros ataques à Londres, com os quais Hitler pretendia subjugar a população inglesa, forçando a rendição da Grã-Bretanha, o que permitiria aos nazistas concentrar-se no Oriente. Após o ataque, o cineasta e fotógrafo Herbert Manson subiu no telhado da redação do Daily Mail e, entre a fumaça, fotografou a Catedral de São Paulo, que parecia intacta, erguida com imponência sobre a destruição. A imagem estampou a capa do jornal e se tornou um símbolo de esperança de resistência contra um inimigo que até então parecia imbatível.


3 – Aleksey Gordeyevich Yeremenko

Aleksey Gordeyevich Yeremenko


Essa fotografia soviética da Segunda Guerra Mundial permaneceu um mistério por 23 anos, até que o homem nela, Aleksey Gordeyevich Yeremenko, foi reconhecido por sua esposa e filhos, quando eles viram a imagem no Pravda. Ela continua a ser uma das fotografias mais emblemáticas da Segunda Guerra Mundial. Yeremenko era um oficial servindo com no 220º regimento da 4ª Divisão de Rifle. Em 12 de julho de 1942, o comandante do regimento caiu durante a batalha. Para incentivar os companheiros a não recuarem, Yeremenko levantou-se e fez o gesto imortalizado na imagem acima. Segundos após essa fotografia ser tirada, Yeremenko foi morto a tiros.


4 – Dor

Dor
A fotografia acima foi tirada pelo fotógrafo soviético Dmitri Baltermant. Ele fotografou muitas batalhas soviéticas, incluindo Stalingrado, sendo ferido duas vezes. Todas as suas fotos eram censuradas pelo Exército Vermelho. Apenas as que se encaixavam na campanha de propaganda de guerra soviética foram publicadas. Embora esta fotografia tenha sido enviada para todas as partes do mundo, durante a Segunda Guerra Mundial, alguns jornais ou revistas não a publicaram,  porque consideravam-na um golpe da propaganda soviética.

A fotografia não era amplamente conhecida até os anos 1960, contudo, agora, é uma das imagens mais famosas de Baltermant. Nela podemos ver o resultado de um massacre de judeus, feito pelo exército alemão em Kerch, em 1942. As mulheres da aldeia procuram os corpos de seus entes queridos jogados na lama e neve. O céu saturado de nuvens negras acrescenta ainda mais drama à foto.

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5 – Ataque a Pearl Harbor

Ataque a Pearl Harbor
Em 7 dezembro de 1941, os japoneses atacaram a base de Pearl Harbor, levando os Estados Unidos a entrar na guerra. A imagem mostra o USS West Virginia em chamas, depois de sofrer vários bombardeios, e um barco ao lado, resgatando um sobrevivente da água.


6 – Hasteando a bandeira em Iwo Jima

Iwo Jima
O fotógrafo Joe Rosenthal imortalizou este momento, que ocorreu em 23 de agosto de 1945, após uma dura batalha em que os japoneses preferiram o martírio à rendição. Ao autor, a fotografia rendeu um Prêmio Pulitzer.

Três dos homens Strank, Sousley e Block, morreram logo após a bandeira ter sido levantada. Strank, o mais velho, foi a primeiro a cair, morto por fogo amigo. Os três sobreviventes, Gagnon, Hayes e Bradley, lidaram com a publicidade que receberam de sua participação na fotografia de maneiras diferentes. Hayes tornou-se alcoólatra e morreu 10 anos depois do fim da guerra, Bradley evitou a publicidade e comprou uma casa funerária, Gagnon supostamente aproveitou a fama, mas rapidamente desapareceu na obscuridade, morrendo de um ataque cardíaco em 1979, enquanto trabalhava como zelador.


7 – Erguendo a bandeira sobre o Reichstag

Bandeira da Vitória
"Erguendo uma bandeira sobre o Reichstag" a famosa fotografia de Yevgeny Khaldei, foi tirada em 2 de maio de 1945 A foto mostra soldados soviéticos que levantam a bandeira da União Soviética no topo do edifício Reichstag após a Batalha de Berlim. O momento era, na verdade, uma reencenação de uma anterior hasteamento da bandeira. A fotografia está envolvida em polêmicas sobre as identidades dos soldados, o fotógrafo e algumas edições significativas.


8 – Vista de Dresden a partir da torre da Câmara Municipal

Dresden em ruínas
Em meados de fevereiro de 1945, quando a guerra estava prestes a terminar, uma série de bombardeios da RAF em Dresden causou cerca de trinta mil mortes e a total devastação em torno do centro da cidade. Pouco depois, o fotógrafo Richard Peter fez um ensaio fotográfico sobre a destruição de Dresden. Em destaque,  a imagem acima. Com grande força poética, a estátua parece olhar para a cidade em ruínas a seus  pés; uma cidade que em outro tempo estava cheia de vida.

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9 – Cúpula da bomba atômica

Hiroshima
O arquiteto checo Jan Letzel projetou na década de 20, um dos edifícios mais fortes e modernistas da sua carreira. Nesse prédio, foi instalado o museu de uma cidade japonesa. A experiência de Letzel em projetar   edifícios resistentes a abalos sísmicos, o tornava muito requisitado em todo o Oriente. Ele só não podia adivinhar como ficaria o edifício depois da pior catástrofe já causada por mãos humanas.

Em 6 de agosto de 1945 uma bomba nuclear lançada pelos Estados Unidos varreu a cidade de Hiroshima. Apesar de estar bem perto perto do epicentro da explosão, a cúpula do edifício permaneceu de pé, ou pelo menos, parte dela. Atualmente, essas ruínas são chamadas de Memorial da Paz de Hiroshima.



10 – O Dia D

Dia D
Sob o fogo pesado de um metralhador das forças de defesa costeira alemãs, os soldados americanos caminham em direção a terra, depois de saltarem da rampa do navio de desembarque, durante as operações da invasão dos Aliados à Normandia, na França, no dia D, em 6 de junho de 1944.


Castles Made of Sand,  faixa de Bold as Love,  segundo álbum do lendário guitarrista e compositor Jimi Hendrix, é uma observação perspicaz, porém melancólica, sobre a natureza temporária da existência. A primeira parte da canção  fala de um relacionamento romântico em ruínas por causa do alcoolismo, sem dúvida, uma referência ao tempestuoso caso de amor entre Hendrix e Kathleen Mary Etchingham, que também inspirou "The Wind Cries Mary". A segunda parte é sobre um valente índio assassinado em um ataque surpresa enquanto dormia, na véspera de sua primeira batalha. A música termina falando sobre uma menina deficiente que encontra consolo ao decidir acabar com sua vida arruinada e amargurada.

Jimi Hendrix
No entanto, muitos vêem Castles Made of Sand como uma alegoria para a própria vida interior de Hendrix. Ele nasceu em uma família pobre e instável; seus irmãos foram colocados em um orfanato, e sua mãe morreu em 1958, depois de anos de abuso do álcool, quando Hendrix tinha 16 anos.  De fato, os versos sobre o índio valente, cujo sonho de se tornar um guerreiro fora arruinado por um "ataque surpresa que o matou durante o sono" revelaram-se proféticos.

Na manhã de 18 de setembro de 1970, Hendrix, que tinha ascendência cherokee, tomou nove comprimidos feitos a base de sódio para ajudá-lo a adormecer após uma noite de festa. Ele nunca acordou. Como resultado de subestimar a potência das pílulas ingeridas, Hendrix morreu depois de vomitar e afogar-se enquanto inconsciente. O músico tinha apenas 27 anos. As causas de sua morte, ainda não foram completamente elucidadas.

É instrutivo olhar para alguns acontecimentos históricos famosos de outro ângulo, de outra perspectiva;  nunca se sabe que tipo de novas informações e esclarecimentos podemos obter. Conforme diz o ditado: toda história tem dois pontos de vista, portanto, os fatos tais os conhecemos, talvez não reflitam toda a verdade, mas somente parte dela.  Venha comigo analisar sete importantes eventos históricos de uma maneira diferente da conhecida.


1 – Estávamos melhores quando éramos coletores-caçadores


Apesar da noção de que nossos antepassados levavam vidas sombrias antes de descobrirem a agricultura, eles realmente viviam muito bem apenas caçando e coletando. As horas de trabalho eram relativamente curtas, as dietas mais saudáveis e havia menos doenças crônicas.

Para provar essa teoria, cientistas analisaram os restos de esqueletos de antigos caçadores-coletores na Grécia e na Turquia. Segundo as conclusões, um déficit de altura ocorreu depois da humanidade ter se deslocado para a agricultura. Grãos e animais domesticados também exerceram um papel relevante na introdução de novas e mortíferas doenças. As pesquisas ainda sugerem que a população humana diminuiu de forma drástica,  depois da mudança para a agricultura.

Junto com a  agricultura nasceu a desigualdade social. Pela primeira vez um fazendeiro com boa terra poderia contratar trabalhadores, ficar rico e expandir seu território até se tornar um governante. A situação das mulheres também mudou para pior nas sociedades agrícolas. Antes elas trabalhavam ombro a ombro com os homens na caça e na coleta de alimentos, com a agricultura, as mulheres ficaram relegadas ao papel doméstico de produzir filhos e cuidar da casa.


2 – O Tibete está melhor sob o controle da China

Dalai Lama
De acordo com os chineses, a sua "libertação" do Tibete em 1950 levou aos tibetanos uma melhor infra-estrutura, educação e assistência médica para todos. Se ignorarmos os protestos sangrentos e as questões dos direitos humanos, chegaremos à conclusão de que os tibetanos estão melhores com os chineses do que quando tinham autonomia política.

Embora isso possa soar como uma tentativa de propaganda comunista, alguns historiadores independentes afirmam que o Tibete pré-chinês estava longe de ser um paraíso budista, na verdade, o país se parecia mais com a Europa medieval. A população camponesa trabalhava em regime de escravidão em terras controladas por monges e famílias aristocráticas.

No topo da pirâmide do poder estavam os lamas. Ao contrário da reputação de líderes religiosos pacíficos, esses homens historicamente governaram o país com mão de ferro durante séculos. Mantiveram milhares de escravos e eram donos de vastas propriedades de terra. Regras opressivas e punições brutais marcaram o reinado dos lamas; um Dalai Lama chegou a ordenar que os servos que tentassem fugir tivessem as mãos decepadas e os olhos arrancados.

O isolacionismo passado e atual do Tibete, dificulta que os historiadores verifiquem a história real do país. Por enquanto, debates acirrados ainda estão em curso para definir se Tibete era o paraíso ou um inferno na terra.


3 – Os antigos romanos não eram tão devassos como conta a história

Orgia romana
A crença popular diz que os antigos romanos cultuavam todo tipo de espetáculos e depravações sexuais, mas na verdade, eles formaram uma das sociedades mais pudicas que já existiram. Até mesmo participar em exposições abertas de afeto, era considerado ofensivo, durante o período de República do Império Romano; prova disso é que um senador acabou sendo expulso do senado simplesmente por ter beijado sua mulher em público.

Sexo durante o dia era desaprovado; sendo reservado somente para a noite. Durante o ato, não era permitido a luz de velas ou lâmpadas  porque isso seria considerado de mau gosto; a mulher não poderia ficar totalmente nua porque era considerado imoral. Os antigos romanos só se tornaram mais sexualmente aventureiros depois que assimilaram a cultura grega.

O que dizer então sobre as infames orgias romanas? Segundo o Dr. Alastair Blanshard, pesquisador da Universidade de Sydney, as chamadas orgias romanas não eram nada mais do que um ritual religioso para homenagear Dionísio, o deus das festas e do vinho. Sexo em público só ocorreu duas vezes em todas as orgias conhecidas da Roma antiga. Os festivais romanos eram de fato extravagantes, contudo Blanshard argumenta que nos simpósios gregos, aparentemente inocentes, aconteciam brigas e incidentes muito mais violentos, além é claro, da devassidão sexual.

Então de quem é a culpa por este retrato grosseiramente exagerado da sexualidade romana? De acordo com Blanshard, além dos libertinos modernos, que usaram o mito para justificar o próprio estilo de vida, o cristianismo foi o grande responsável. Escritores cristãos, na promoção da sua religião, quando escreviam sobre a forma de vida romana, erroneamente usavam as peças satíricas romanas como suas fontes,. Para eles, atacar o estilo de vida romano era a melhor forma de atrair novos discípulos para a sua fé.

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4 – Os americanos forçaram o Japão a bombardear Pearl Harbor

Pearl Harbor
Todos nós já ouvimos essa pergunta um milhão de vezes: Será que os americanos tinham conhecimento prévio do ataque japonês a Pearl Harbor? Da mesma forma, porque os japoneses atacaram o Estados Unidos, um gigante econômico e militar que até mesmo alguns líderes nipônicos reconheciam ser impossível derrotar?

Se levarmos em conta algumas fontes, o governo do presidente Roosevelt começou tudo. Roosevelt, a fim de conseguir o apoio do público para uma guerra contra a Alemanha, impôs embargos e sanções severas que aleijaram a economia do Japão, deixando os japoneses sem outra escolha, a não ser atacar os EUA. O que torna essa conspiração plausível é a existência do memorando McCollum.

O memorando, escrito em 1940 por Arthur McCollum, oficial da inteligência naval, recomendava oito maneiras de forçar o Japão a declarar guerra contra os americanos. Não existe evidência convincente de que o documento tenha chegado a Roosevelt, mas dois superiores de McCollum que o revisaram, serviam como assessores próximos do presidente americano.

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5 – Provocações da Coréia do Sul resultaram na Guerra da Coréia

Guerra da Coréia
Professores de história dizem que a Guerra da Coréia começou devido a invasão do sul pelas forças do norte, sem qualquer motivo. No entanto, eles convenientemente não mencionam  que a Coréia do Sul teve um papel igual na construção do conflito.

Nos anos após a Segunda Guerra Mundial, as tensões entre as duas Coréias cresciam rumo à guerra, com o Norte e o Sul sendo responsáveis por um número igual de incidentes. O Presidente sul-coreano Syngman Rhee, que era tão insanamente ditatorial como o seu homólogo do norte, queria unificar as duas Coréias, pela força se necessário. Seu governo rotineiramente fazia ameaças de guerra e as suas forças armadas invadiam regularmente o território norte-coreano.


6 – Os bombardeios atômicos eram desnecessários

Hiroshima 
Nós já falamos sobre como um plano alternativo da Segunda Guerra Mundial para invadir o Japão quase entrou em vigor, o que teria resultado na morte de milhões de americanos e japoneses. Se levarmos em conta esse fato, os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki evitaram um derramamento de sangue  ainda maior. Mas eles eram realmente necessários?

Um mês antes da rendição alemã, o Japão já enviara uma série de mensagens secretas para os aliados, deixando claro a sua intenção de se render, com a condição de que o imperador permanecesse intocado. Os Aliados rejeitaram a proposta e os Estados Unidos soltaram as duas bombas. Em um ato de amarga ironia, foi esse ataque dos americanos que permitiu ao imperador manter sua posição entre os japoneses quando a guerra terminou.

Então, por que a necessidade das  bombas atômicas? Para os revisionistas, os Estados unidos queriam instilar o medo nos soviéticos e conter o crescimento do comunismo. Se esse foi realmente o caso, o tiro saiu pela culatra. O ataque ao Japão inspirou os soviéticos a acelerar o seu próprio programa atômico. Eles detonaram com êxito uma bomba nuclear apenas quatro anos após o fim da guerra.


7 – Os mongóis não eram tão sanguinários

A maioria de nós presume que os mongóis foram bárbaros sanguinários que mataram milhões de pessoas durante o  seu domínio. Embora eles tenham realmente feito o sangue dos inimigos regar a terra, os relatórios do número de mortes muitas vezes foram exagerados por aqueles que os temiam. Em uma estimativa, os mongóis supostamente massacraram dois milhões de pessoas em Herat, uma pequena cidade localizada hoje no Afeganistão. Na época, toda a população da região em torno da capital Samarcanda, era de apenas 200.000 habitantes.

Esta contagem inflada de corpos servia perfeitamente aos planos mongóis. Com o  império se expandindo em um ritmo acelerado, eles começaram a usar a propaganda para complementar seus números já sobrecarregados de vítimas,  encorajando as lendas sobre suas atrocidades. A estratégia funcionou como um encanto. Com muita frequência, os mongóis entraram em cidades sem nenhuma resistência e sem derramarem o sangue de ninguém.

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"Os olhos são as janelas da alma" - esta frase tem sido atribuída a inúmeras figuras históricas diferentes. Na primeira fração de segundo que observamos alguém, o nosso olhar quase sempre se dirige diretamente para os olhos dessa pessoa,  em uma tentativa de descobrir quem ela é, e quais são as suas intenções. Os olhos transmitem verdades sobre um indivíduo e sobre a sua alma que não podem ser compreendidas por algo tão inadequado como a linguagem humana.

As fotografias abaixo são imagens históricas onde os olhos dizem tudo. São momentos retratando a humanidade no seu melhor e no seu pior:  alegria, ódio, medo e coragem.


1 – Loucura

Shell Shocked
Um soldado em estado de  Shel Shock em uma trincheira durante a Batalha de Courcelette em meados de setembro de 1916, na Primeira Guerra Mundial.

Shell Shock é um termo usado para definir a  reação de alguns soldados durante a Primeira Guerra Mundial ao trauma da batalha. É uma reação à intensidade do bombardeio e do combate que produz um desarvoramento cujas consequências são o pânico, a incapacidade de raciocinar, dormir, andar ou falar. Até mesmo o soldado mais preparado, se cair no estado de Shell Shock,  perderá todo o auto-controle.


2 – Derrota

Prisioneiro alemão
Um soldado do Exército Vermelho conduz um prisioneiro alemão, depois da Batalha de Stalingrado. Os soldados alemães capturados foram aprisionados em acampamentos sem combustível para o  aquecimento durante o terrível inverno russo, sem suprimentos médicos e com poucos alimentos. Milhares morreram congelados, por desnutrição e por doenças. Stalingrado está entre as batalhas mais sangrentas na história das guerras. Segundo as estimativas, foram 2 milhões de mortos entre militares e civis.


3 –Rendição

Medo
Hans-Georg Henke, um soldado alemão de 15 anos,  chora após ser capturado pelo exército dos Estados Unidos, em  Rechtenbach, na Alemanha, em 3 de abril de 1945, ele era  membro da Volkssturm, a última linha de defesa alemã contra as forças aliadas. O adolescente desmorona em lágrimas quando vê o seu mundo ruir em torno dele. O pai  de Henke havia morrido em 1938; a mãe em 1944.


4 – Fadiga

Fadiga
O olhar do assombro de um prisioneiro de guerra americano, em estado de extrema magreza, no momento de sua libertação do campo de prisioneiros alemão pelas forças aliadas. A fotografia foi tirada em Limburg, na Alemanha, em 1945.


5 – Inveja

Inveja
Sophia Loren e Jayne Mansfield durante uma festa do estúdio 20 Century Fox, celebrada no dia  12 de abril de 1957 em homenagem à atriz italiana.


6 – Desespero

Desespero

Uma mulher deitada na calçada no gueto de Varsóvia, morre de fome. A fotografia foi tirada por um soldado alemão chamado Heinz Joest, na Polônia, em 1941.


7 – Ódio

Ódio
O homem na foto acima é Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda do Terceiro Reich. Goebbels sorria para o fotográfo Alfred Eisenstaedt até descobrir que Ensenstaedt era  judeu – a fotografia registra o momento  da descoberta.


8 – Maravilhamento

Maravilhamento
O instante exato em que Harold Whittles, que nasceu surdo, ouve pela primeira vez depois de ser equipado com um aparelho auditivo.


9 – Coragem

Coragem
Bibi Aisha, uma mulher afegã.  Em uma prática conhecida como baad, o pai de Aisha a prometeu para um membro do Taliban quando ela tinha 12 anos de idade, como compensação por um assassinato que um membro de sua família havia cometido. Ela casou-se aos 14 anos e foi submetida a abusos constantes. Aos 18 anos Bibi fugiu dos abusos, mas foi pega pela polícia, presa  e mandada de volta para a sua família. Seu pai a devolveu para o sogro. Como vingança pela fuga, o sogro, o marido e três outros homens da família levaram Bibi para as montanhas, cortaram-lhe o nariz e as orelhas e a deixaram para morrer. Bibi foi posteriormente resgatada por voluntários dos direitos humanos e por militares americanos. Seu rosto mutilado, estampado na capa da revista Time, chamou a atenção do mundo para a violência que paira sobre toda mulher afegã.

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10 – Inocência perdida

Inocência perdida
A foto acima mostra Ahmed, aos oito anos de idade, filho de um combatente rebelde sírio, fumando e montando guarda com uma AK-47 fora de uma barricada em Aleppo. Ele é um dos combatentes mais jovens a ser arrastados para a guerra civil em seu país. A sua expressão vazia parece sugerir os horrores que  uma criança de sua idade nunca deveria ter de testemunhar.