Amados pelas massas e por vezes desprezados pelas elites, os gladiadores foram os heróis da classe trabalhadora da antiguidade. Por mais de 650 anos, as multidões lotaram as arenas em todo o império romano para assistir a esses guerreiros treinados e armados, se enfrentarem em espetáculos sangrentos, que eram um misto de esporte, teatro e assassinato a sangue frio. Conheça 5 fatos sobre os homens que protagonizavam a mais notória forma de entretimento da Roma Antiga.


Gladiadores em combate

1 – As lutas de gladiadores eram originalmente parte de cerimônias fúnebres.

Os cronistas antigos descreveram os jogos romanos como uma importação dos etruscos, agora, a maioria dos historiadores argumenta que as lutas de gladiadores tiveram sua origem como um ritual de sangue, encenado nos funerais de nobres ricos. Quando aristocratas ilustres morriam, suas famílias organizavam combates  fúnebres entre escravos ou prisioneiros condenados, como uma espécie de elogio macabro para as virtudes que a  pessoa havia demonstrado na vida. De acordo com os escritores Tertuliano e Festo, os romanos acreditavam que o sangue humano ajudava a purificar a alma da pessoa falecida, então, estas competições brutais substituíam os sacrifícios humanos.

Os jogos fúnebres posteriormente aumentaram de âmbito durante o reinado de Júlio César, que encenou lutas entre centenas de gladiadores em honra de seu falecido pai e de sua filha. Os espetáculos tornaram-se imensamente populares, e, antes do final do primeiro século a.C, os funcionários do governo começaram a organizar jogos financiados pelo Estado, como forma de bajular  e controlar as massas.


2 – Os gladiadores nem sempre eram sempre escravos.

Nem todos os gladiadores entravam na arena em escravidão. Embora a maioria dos primeiros combatentes tenha sido mesmo de escravos provenientes dos povos conquistados e de criminosos perigosos,  inscrições mostram que lá pelo primeiro século d.C esses dados começaram a mudar.

Atraídos pela emoção da batalha e o clamor da multidão, dezenas de homens livres começaram voluntariamente a assinar contratos com as escolas de gladiadores, na esperança de ganhar glória e prêmios em dinheiro. Estes gladiadores livres, geralmente eram homens desesperados ou ex-soldados especializados em combate, mas alguns eram patrícios da classe alta, cavaleiros e até senadores ansiosos para demonstrar sua linhagem guerreira.

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3 – Os gladiadores nem sempre lutavam até a morte
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Gladiador
Filmes de Hollywood e séries de televisão costumam  retratar  as lutas de gladiadores como orgias de sangue descontroladas, mas a maioria dos combates eram regidos por normas e regulamentos bastante rígidos. Na maioria das vezes, as lutas eram combates entre dois homens de tamanho e experiência semelhantes. Árbitros supervisionavam a disputa, e, provavelmente, paravam a luta, logo que um dos participantes ficasse gravemente ferido. A luta poderia terminar em um beco sem saída, se a multidão ficasse aborrecida em virtude de um combate muito prolongado, e em casos raros, os dois guerreiros eram autorizados a deixar a arena com honra, caso tivessem dado um espetáculo emocionante para a multidão.

Abrigar, alimentar e treinar os gladiadores era bastante caro,  os seus promotores  não queriam vê-los desnecessariamente mortos. Os treinadores ensinavam seus combatentes para ferir, não a matar os oponentes; os próprios gladiadores tentavam evitar ferir seriamente seus irmãos de armas. No entanto, a vida de um gladiador era geralmente brutal e curta. A maioria  vivia somente até seus 20 e poucos anos; os historiadores estimam que aproximadamente 1 em cada 10 combates deixava um de seus participantes morto.

4 – O  famoso gesto do  "polegar abaixado"  provavelmente não significava a morte.

Se um gladiador fosse seriamente ferido ou jogasse a arma em derrota, seu destino era deixado nas mãos dos espectadores. Em espetáculos realizados no Coliseu, o imperador tinha a palavra final para decidir se o guerreiro derrubado iria viver ou morrer, mas os governantes e organizadores de lutas, costumavam deixar o povo tomar a decisão. Pinturas e filmes quase sempre mostram as multidões fazendo o gesto de "polegares para baixo" quando queriam que um gladiador fosse morto, mas isso pode não ser preciso.

Alguns historiadores acham que o sinal para a morte pode ter sido o polegar para cima, enquanto que um punho fechado com dois dedos estendidos, os polegares para baixo, ou mesmo acenar um lenço, sinalizaria misericórdia. Se a multidão decidisse pela morte do derrotado, o gladiador vitorioso daria um terrível golpe de misericórdia por esfaquear o seu adversário entre os omoplatas ou através do pescoço e no coração.

Gladiador no Coliseu 

5 – Os gladiadores tornaram-se celebridades e símbolos sexuais.

Embora muitas vezes tenham sido descritos como brutos incivilizados por historiadores romanos, os gladiadores ganharam fama enorme entre as classes mais baixas. Seus retratos ornamentavam as paredes de muitos locais públicos; crianças brincavam com bonecos de gladiadores, feitos de barro; e os lutadores mais bem sucedidos tinham o mesmo status ostentado pelos atletas de topo da atualidade.

Eles também ficaram famosos por sua capacidade de fazer as mulheres romanas desmaiar. Pichações de Pompéia descreve um lutador que "pega as moças à noite em sua rede" e outro que é "o deleite de todas as garotas." Muitas mulheres usavam grampos e outras jóias salpicadas com o sangue de gladiadores; até mesmo o suor dos combatentes da arena, considerado um afrodisíaco, era misturado em cremes faciais e em outros cosméticos.

O futebol brasileiro sempre contou com excelentes laterais-esquerdos, mas, depois de Roberto Carlos, me arrisco a afirmar que não houve na posição um outro nome que possamos chamar de craque. Diferente da situação atual, em tempos que já são história, a seleção brasileira contava com laterais-esquerdos que faziam a diferença dentro dos gramados. Na minha opinião, os cinco dessa lista foram os melhores.


5 – Branco

Branco contra a Holanda

O gaúcho Cláudio Ibraim Vaz Leal, conhecido no futebol  pelo apelido de Branco, jogou em vários clubes: Internacional, Porto, Genoa, Corinthians, Fluminense.  Ídolo eterno dos tricolores cariocas, Branco também marcou época vestindo a camisa da seleção brasileira; foram 72 partidas, três Copas do Mundo ( 1986, 1990 e 1994 ) e 9 gols, entre eles, o marcado no jogo contra a Holanda, no Mundial de 1994, que, de tão decisivo, fez do lateral um dos heróis daquela conquista.


4 – Marinho Chagas
O lateral-esquerdo Marinho Chagas

No futebol moderno é obrigação dos laterais apoiar o ataque, contudo nem sempre foi assim. Nas década de 1970 e 1980, quando o potiguar Marinho Chagas largava a defesa e partia para o campo do adversário, os treinadores iam à loucura. Marinho Chagas, taticamente, estava muito à frente de seu tempo, o que lhe valeu o apelido pejorativo de “Avenida Marinho Chagas”.  Ídolo do Botafogo, o lateral-esquerdo era dono de um chute forte e preciso, marcando muitos gols de falta. Marinho jogou 36 partidas defendendo a seleção, marcando 4 gols. Ele disputou a Copa do Mundo de 1974, quando a seleção ficou em quarto lugar. O “Diabo Loiro”  faleceu em 1 de junho de 2014.


3 – Júnior
Júnior - lateral-esquerdo

O paraibano Leovegildo Lins da Gama Júnior, conhecido no futebol apenas por Júnior, desfilou o seu talento por décadas,  pelos campos do mundo inteiro. Jogador de extrema técnica e rara habilidade, tinha grande visão de jogo, precisão nos passes e também era ótimo cobrador de faltas. Antes de ir para a Europa, atuava como lateral-esquerdo, no Velho Mundo passou a jogar no meio-campo; em ambas as posições mostrou a mesma maestria. Júnior é o jogador com o maior número de jogos pelo Flamengo: 614 jogos. Com a seleção brasileira disputou 88 jogos, participou de duas Copas do Mundo ( 1982 e 1986 ) e marcou  8 gols. Em 1982, fez parte do mítico time de Telê Santana, que apesar de não ter conquistado a Copa, é considerado por muitos como a melhor seleção brasileira de todos os tempos. No Mundial da Espanha, Júnior marcou um gol contra a Argentina, que ficou imortalizado pela famosa comemoração em ritmo de samba.


2 – Roberto Carlos
Roberto Carlos

O lateral-esquerdo Roberto Carlos é um daqueles jogadores com os quais não há meio termo: ou você o venera, ou você o odeia. Dono de um poderoso chute com a perna esquerda, Roberto Carlos colecionou títulos por onde passou. Ídolo do Palmeiras, ele viveu o auge de sua carreira durante os 11 anos em que defendeu o Real Madrid; foram 584 jogos pelo clube espanhol, onde conquistou três  Ligas dos Campeões. Com a seleção brasileira foram 125 partidas e 11 gols. Roberto Carlos foi nosso lateral-esquerdo em três Copas do Mundo ( 1998, 2002 e 2006 ), sendo campeão em 2002. Em 2006, ele protagonizou um lance no mínimo polêmico: enquanto o lateral arrumava a meia, o francês  Thierry Henry marcava o gol que mandou o Brasil de volta para casa.


1 – Nílton Santos
Nílton Santos - o maior lateral-esquerdo de todos os tempos

Nílton Santos é um dos poucos jogadores de defesa que pode ser elevado à categoria de gênio. O lateral-esquerdo vestiu somente duas camisas: a do Botafogo e a da Seleção Brasileira. Disputou quatro Copas do Mundo, sagrando-se bicampeão em 1958 – 1962. A técnica, a habilidade de Nílton Santos fizeram com que ele fosse chamado de “Enciclopédia do Futebol”. Em 2000, a FIFA o elegeu como o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos. Nílton Santos faleceu em 2013.
“ Tu em campo, parecia tantos, e no entanto, que encanto! Eras um só, Nilton Santos.” – Armando Nogueira
Dando continuidade na série de postagens sobre fatos curiosos da seleção brasileira em Copas do Mundo, hoje falaremos sobre os Mundiais de 1954, 1958, 1962 e 1966. Confira mais alguns casos pitorescos dos nossos jogadores em sua busca pelo maior título do futebol.

1 - Em 1954, o Brasil usou camisas amarelas e calções azuis, uniforme que seria imortalizado anos mais tarde. O radialista Geraldo José de Almeida criou o apelido: "seleção canarinho".

2 - A desorganização da seleção brasileira em 1954 era tanta, que os jogadores não sabiam que o empate frente aos iugoslavos classificava os dois times. Os brasileiros lutaram até o final e, sem conseguir alterar o 1 a 1 no placar alguns atletas chegaram a chorar no ônibus, antes de saber que estavam nas quartas de final.

Pelé
3 – Em 1958, os dirigentes do Brasil esqueceram de mandar para a Fifa a numeração dos jogadores para a disputa da competição. A entidade, então, precisou definir a numeração dos brasileiros. Por obra do acaso, o reserva Pelé recebeu a camisa 10 e eternizou o número logo em seguida.

4 - Após o primeiro empate sem gols da história das Copas, entre Brasil e Inglaterra, na primeira fase do Mundial de 1958, os jogadores ficaram sem saber o que fazer em campo. Alguns acharam que o árbitro  levaria o jogo para a prorrogação.

5 - Pelé se tornou o mais jovem jogador a marcar um gol na Copa do Mundo quando balançou a rede na partida contra o País de Gales, em 1958. Ele tinha 17 anos e 239 dias. Pelé também é o mais jovem jogador a ser campeão do mundo.

Pelé chora em 1958
6 - Nas quartas de final de 1962, entre Brasil e Inglaterra, um cachorro entrou no gramado sem que ninguém percebesse. O goleiro inglês tentou retirar o animal, mas ele foi para o meio de campo. O craque brasileiro Garrincha também tentou, mas o cachorro deu uma "jogada de corpo" em Mané. Finalmente, Jimmy Greaves conseguiu retirar o cão.

7 - Uma fato misterioso aconteceu na semifinal entre Brasil e Chile: o jogador brasileiro Garrincha fez uma falta grave no chileno Eladio Rojas. O árbitro foi avisado do fato e corretamente expulsou Garrincha de campo; então por que ele pôde participar da final contra a Tchecoslováquia? Caberia à FIFA decidir a sorte do craque e as perspectivas não eram boas. A pena por agressão era de, no mínimo, um jogo de suspensão. Convocado a depor no tribunal da FIFA, o árbitro Arturo Yamasaki declarou não ter visto a agressão e que a expulsão do jogador deveu-se a informações passadas pelo bandeirinha, o uruguaio Esteban Marino. A FIFA, então, convocou Marino para depor e ele, misteriosamente, nunca apareceu. A versão oficial é que ele já teria retornado ao Uruguai, porém não foi visto por lá também. Comentou-se então nos bastidores que ele teria recebido uma bela soma em dinheiro (falou-se em US$ 15 mil, boa quantia para a época) para desaparecer do mapa. Seja como for, o certo é que, sem o depoimento de Marino, a agressão não ficou comprovada (fotos e filmes não eram aceitos como prova naquele tempo) e Garrincha foi liberado para jogar a grande final após receber apenas uma advertência. E, coincidência ou não, Esteban Marino foi contratado pela Federação Paulista de Futebol para atuar no Brasil alguns meses depois da Copa.

Garrincha entorta os ingleses
8 -  Uma jogada  sempre lembrada quando falamos em Mundiais  é a do pênalti que Nilton Santos  cometeu contra o atacante Enrique Collar no jogo contra a Espanha na Copa do Mundo de 1962, considerada a partida mais difícil daquela campanha. O árbitro marcou a falta, mas quando chegou perto para conferir o lance, colocou a bola fora da área, pois não percebeu que Nílton, sem se desesperar e gesticular os braços como fariam outros jogadores, matreiramente havia dado dois passos e saído da área, enganando o árbitro.

9 - Mazola, que jogou a Copa de 1958 pelo Brasil,  em 1962 atuou pela Itália com o nome Altafini.

10 - Na elaboração da lista de 43 nomes para a preparação da Copa de 1966, um dirigente da CBD ponderou que havia poucos jogadores do Corinthians e sugeriu a convocação do zagueiro Ditão. Na hora de datilografar os nomes de batismo, porém, a secretária escreveu o nome de outro Ditão, o do Flamengo. Para não cair no ridículo, a Comissão Técnica não desfez o mal-entendido e a bobagem ficou por isso mesmo.
O que é um gol decisivo? Na minha opinião, é aquele que em uma partida importante muda todo o cenário do jogo, é aquele que impede a vitória quase certa do adversário. É o gol que renova as energias físicas e psicológicas da equipe que o marca e derruba as forças do time que o leva. É o gol que, no último minuto, leva a partida para a prorrogação, é aquele que dá a vitória quando um empate torturante teimava em estampar o placar. Tomando esses meus critérios em consideração, estes são, em ordem cronológica, os 5 gols mais decisivos do Brasil em Copas do Mundo.


1 – O gol de Pelé contra o País de Gales em 1958


Pelé beija a taça Jules Rimet
A seleção brasileira chegou na Suécia, em 1958, com dois fracassos na mala: o maracanaço de 1950 e a participação sem brilho na Copa de 1954, contudo, também tínhamos duas armas secretas. Pelé e Garrincha, ainda praticamente desconhecidos dos europeus, mas já ídolos no Brasil.

Depois de um empate sem gols contra a Inglaterra, o técnico Feola resolve mexer na equipe, e, na partida contra os soviéticos, na época famosos pelo chamado “futebol científico”, Pelé e Garrincha começam como titulares. Vitória brasileira com dois gols de Vavá e atuações magistrais da jovem dupla de ataque do Brasil.

A primeira partida eliminatória da seleção em 1958 foi contra o País de Gales. Perder significaria a volta para casa e uma nova decepção para o povo brasileiro. Apesar do enorme bombardeio do nosso ataque sobre os galeses, o placar permanecia no zero a zero, graças ao goleiro Kelsey, uma muralha responsável por pelos menos 20 defesas dificílimas. Em uma das poucas investidas da seleção galesa, Allchurch chegou a acertar a trave de Gilmar. Os brasileiros tem um gol de bicicleta de Mazzola anulado, a partida segue nervosa, um verdadeiro teste para cardíacos. Então, aos 13 minutos do segundo tempo, Pelé marca pela primeira vez em uma Copa do Mundo. Vitória brasileira e o direito assegurado de continuar sonhando com o tão almejado título mundial.


2 – O gol de Clodoaldo contra o Uruguai em 1970

Gol de Clodoaldo contra o Uruguai em 1970
Hoje, a maioria dos ditos especialistas em futebol, coloca a seleção brasileira de 1970 como o maior time de futebol de todos os tempos. Na época, porém, o cenário era diferente. A equipe saíra do Brasil desacreditada e muitos diziam que o escrete canarinho repetiria o fraco desempenho de 1966.

As grandes atuações em campo logo dissiparam todas as dúvidas. Pelé, Rivelino, Tostão, Jairzinho e companhia encantavam o mundo a cada gol, a cada jogada os adversários iam ficando para trás. Contudo, no meio do caminho havia um Uruguai, e, junto com ele, os fantasmas de 1950 que continuavam a  assombrar os brasileiros.

Todos sabiam que o jogo seria uma guerra. No dia 17 de julho de 1970, 51 mil pessoas lotavam o Estádio Jalisco, em Guadalajara, na expectativa de reviverem a dramática decisão de 1950. Para aumentar ainda mais a tensão, o Uruguai sai na frente com um gol de Cubilla. Cada ataque do Brasil é rechaçado pela viril, e por vezes violenta, defesa uruguaia. O primeiro tempo se aproxima do final, para nós, ir para o intervalo perdendo seria um inferno psicológico, parecia que a mística da celeste mais uma vez venceria a superioridade técnica da amarelinha. Porém, aos 45 minutos, Clodoaldo empata e renova o espírito do time para o segundo tempo. Jairzinho e Rivelino decretariam a vitória brasileira, abrindo caminho para o tricampeonato.


3 – O gol de Bebeto contra os Estados Unidos em 1994

Bebeto marca contra os Estados Unidos
Copa do Mundo de 1994. Vinte e quatro anos desde o tricampeonato do Brasil no México e uma geração de jovens brasileiros ansiosos para ver a seleção ser campeã do mundo. Para comandar o time nessa jornada estava Carlos Alberto Parreira e seu pragmático esquema tático, onde o gol era apenas um detalhe.

Na fase de grupos, passamos com facilidade, embora sem brilho. Nosso adversário nas oitavas-de-final, os Estados Unidos, anfitriões da Copa,  não parecia ser um grande problema. Afinal de contas,  o futebol por lá nunca havia decolado, a vitória brasileira despontava em raios fúlgidos no horizonte.

Uma série de fatores, porém, complicou a vida do escrete canarinho. A partida ocorreu no dia 4 de julho, o mais sagrado feriado americano: o Dia da Independência deles. Possuídos pelo espírito patriótico e empurrados pela euforia da torcida, os jogadores americanos defendiam cada metro quadrado do campo com vontade redobrada. É claro, que nosso time, recheado de jogadores defensivos, também teve sua culpa em tornar a partida tão angustiante. Para piorar ainda mais, Leonardo é expulso, depois de atingir com violência o jogador Tab Ramos. Só vencemos graças a um gol salvador de Bebeto, que depois de grande jogada de Romário, finaliza com rara precisão.


4 – O gol de Branco contra a Holanda em 1994

Branco contra a Holanda em 1994
A Copa de 1994 realmente foi conquistada à base do sofrimento. Cada adversário era um gigante a ser abatido. Depois da fase de grupos, não houve jogo fácil para a seleção brasileira. Pelas quartas-de-final enfrentamos a Holanda, sempre um time habilidoso e  perigoso. Tudo corria muito bem, vencíamos tranquilamente por 2 a 0, quando a partida começou ganhar contornos de desespero. Os holandeses empataram o jogo, dominaram o meio-campo e ameaçavam a meta de Taffarel com frequencia.

Então, a bola parada tornou-se a nossa salvadora. Depois de sofrer uma falta, Branco, o velho é bom lateral-esquerdo, cuja convocação fora tão contestada, dispara o petardo e vence o goleiro holandês. Destaque também para a participação de Romário, que sai da direção da bola no momento exato, um pouquinho mais de demora e o baixinho agiria como um zagueiro da Holanda, provavelmente desviando a bola da direção do gol.

A Copa de 1994 também nos ofereceu outro gol decisivo, o marcado por Romário contra a Suécia nas semifinais, mas para essa postagem, dois já são o suficiente.


5 – O gol de Ronaldinho Gaúcho contra a Inglaterra em 2002


Ronaldinho marca contra a Inglaterra em 2002
Depois de sofrermos a humilhante derrota para a França em 1998, coube ao técnico Felipão conduzir a seleção rumo ao pentacampeonato em 2002. Na minha opinião, o único jogo daquele mundial que representou um certo perigo para o time brasileiro, foi o contra a Inglaterra, válido pelas quartas-de-final.

A Inglaterra marcou primeiro com Owen e dominou amplamente o primeiro tempo, mas, já nos acréscimos da etapa inicial, Rivaldo empatou, concluindo uma jogada genial de Ronaldinho Gaúcho. No segundo tempo, Ronaldinho marcou o gol da vitória em uma cobrança de falta de longa distância que encobriu o adiantado goleiro Seaman. O craque brasileiro jura que o chute foi calculado, mas há quem diga que o gol foi sem querer. A partida tornou-se ainda mais dramática, quando Ronaldinho Gaúcho foi expulso, depois de ter dado uma solada em Mills, mas o time de Felipão conseguiu segurar o placar, garantindo a vaga nas semifinais.
O Brasil é o único país cuja seleção participou de todas as Copas do Mundo. Entre tantos jogos, gols e conquistas, ocorreram também alguns fatos curiosos que merecem ser conhecidos. Nessa serie de postagens, falaremos de algumas curiosidades envolvendo a seleção brasileira em sua odisséia nos mundiais disputados até agora, começando pelas Copas de 1930, 1934, 1938 e 1950.


Brasil na Copa de 1938

1 - O primeiro gol do Brasil em Copas do Mundo foi marcado por Preguinho, contra a seleção da Iuguslávia, no Mundial de 1930, disputado no Uruguai. Apesar do pioneirismo, o gol não evitou a derrota brasileira por 2 a 1. Preguinho era filho do famoso escritor Coelho Neto.

2 - Na Copa do Mundo de 1934, o Brasil foi prejudicado pelas brigas entre os dirigentes das entidades futebolísticas amadora e profissional. Alguns jogadores do Palestra Itália (atual Palmeiras ),como Romeu, Lara, Gabardo, Junqueira e Tunga chegaram a ser escondidos numa fazenda em Matão, para não serem convocados pela CBD. A fazenda foi cercada de guardas armados. Como o lugar era tenebroso, assustando até os próprios jogadores, um diretor do Palestra Itália os transferiu para sua casa de praia.

3 - Os quinze dias de viagem para a França, sede da Copa de 1938, a bordo do navio Arlanza, foram um problema para a Seleção brasileira. Os jogadores engordavam, apesar dos exercícios físicos no convés. Romeu, o que tinha mais tendência a engordar, saiu do Brasil com setenta quilos e desembarcou na França com setenta e nove.

4 - No jogo contra a Polônia, na Copa de  1938,  o Brasil usou pela primeira vez a camisa azul. Como os poloneses usavam camisas brancas, a mesma cor que o Brasil usava na época, o jeito foi jogar com camisas azuis, sem escudo, que eram utilizadas nos treinamentos.

5 – Ainda no jogo contra a Polônia, o centroavante brasileiro Leônidas da Silva marcou um gol de pé descalço. No segundo tempo da partida, com a chuva que caiu no gramado  e a lama que se formou no campo, Leônidas teve a sua chuteira estourada. Enquanto ela era consertada, o atacante fez um gol de pé descalço, após o rebote de uma cobrança de falta. O Brasil venceu o jogo por 6 a 5.

Leônidas, o Diamante Negro
6 – Também na Copa de 1938, o Brasil enfrentou a Tchecoslováquia em Bordeaux, no jogo  que ficou conhecido como "Batalha Campal". A fraca arbitragem do húngaro Paul Von Hertzka fez com que os jogadores de ambos os lados abusassem das jogadas duras. Resultado: 1 a 1 após a prorrogação, com Machado e Zezé Procópio do Brasil e Riha da Tchecoslováquia expulsos. O goleiro tcheco deixou o campo com o braço quebrado, e o artilheiro tcheco Oldrich Nejedly levou tanto pontapé que o acompanhou ao hospital. Com o empate, foi realizada uma nova partida de desempate dois dias depois. As duas equipes levaram seus jogadores reservas. Para surpresa geral, esse jogo transcorreu em paz e calmaria. Deu Brasil por 2 a 1, com gols de Leônidas da Silva e Roberto, com Kopecky marcando para os tchecos.

7 - Depois da vitória italiana sobre o Brasil em 1938, o jornal "La Gazzetta dello Sport", influenciado pela ideologia fascista, escreveu: "Saudamos o triunfo da inteligência branca italiana sobre a força bruta dos negros".

8 - Por causa da Segunda Guerra Mundial, a Copa do Mundo não vinha sendo disputada desde 1938; após a guerra, a Federação Internacional de Futebol desejava ressuscitar a competição assim que possível, e começou a planejar a próxima copa. No pós-guerra, a maior parte do continente europeu estava em ruínas. Como resultado, a Federação Internacional de Futebol teve algumas dificuldades em encontrar algum país interessado em sediar o evento, uma vez que muitos governos acreditavam que o cenário mundial não favorecia uma celebração esportiva e também que era mais importante que os recursos que seriam investidos na Copa do Mundo não fossem desviados de outras assuntos mais urgentes. No Congresso na cidade de Luxemburgo, em 25 de julho de 1946, foi decidido que a quarta Copa do Mundo, em 1950, seria realizada no Brasil.

Brasil na Copa de 1950
9 – A final da Copa de 1950  eternizou a palavra "maracanaço", derivada de uma expressão latina (em espanhol: Maracanazo) usada pelos adversários para provocar os brasileiros. O silêncio tomou conta do Maracanã às 16 horas e 50 minutos do dia 16 de julho de 1950. O Brasil precisava apenas de um empate. Saiu ganhando e perdeu por 2 a 1. Desolados, os quase 200 mil torcedores demoraram mais de meia hora para deixar o estádio. O time brasileiro teve trinta lances de gol e nossos jogadores cometeram quase o dobro de faltas, um total de 21, contra apenas onze do Uruguai.

10 - Na tentativa de encontrar um culpado para a derrota do Brasil, os supersticiosos de plantão culparam a troca do local de concentração na véspera da final, ou ainda culparam o uniforme, alegando que este deu azar para a seleção. A partir daí, a seleção abandonou o branco e passou a jogar com o seu clássico uniforme amarelo. Outros escolheram Flávio Costa como bode expiatório, devido as 2 horas de missa na manhã do jogo impostas pelo treinador aos jogadores, que rezaram de pé.

A maioria das pessoas que gosta de história, está bastante familiarizada com os nomes  de Barba Negra ou de Calico Jack, porém, houve um número expressivo de piratas bem sucedidos que conseguiram evitar os holofotes. Embora não sejam tão famosos como os seus homólogos, esses desconhecidos saqueadores do mar também deixaram suas marcas na sociedade e  tiveram enorme influência na região em que operaram. Falamos de piratas tais como...



1 - Pier Gerlofs Donia

Piers Gerlofs Donia

 
Pier Gerlofs Donia, um fazendeiro do século 15, virou-se para a pirataria depois que sua aldeia, uma pequena cidade na Frísia, atual Holanda, foi saqueada, e sua esposa estuprada pelos invasores. Conhecido como "Grutte Pier" ( Grande Pedro) por causa de seu enorme tamanho e força, Donia formou uma milícia conhecida como a Arumer Zwarte Hoop ( em português: Bando Negro de Arum) e lutou contra o Império Romano-Germânico sempre que teve a oportunidade. Quando os suspeitos de serem inimigos  eram abordados, Donia obrigava-os a dizer o seguinte: Buter, brea en Griene tsiis: wa't dat sizze parentes net, é Gjin Fries oprjochte.  A frase pode ser traduzida assim: "Manteiga, pão e queijo verde: se você não pode dizer isso, você não é um verdadeiro frísio", aparentemente, era muito difícil para  holandês e alemães pronunciarem o enunciado corretamente.

Adversário terrível em terra, especialmente com sua Zweihander, uma intimidante  espada larga que segundo os relatos teria mais de 2,1 metros de comprimento, Donia era um estrategista meticuloso no mar, perito em capturar navios inimigos. Perto de uma centena de embarcações caíram para a "Cruz do Holandês", sendo que muitos dos navios mercantes capturados foram adaptados para servir como transporte para o  crescente exército do pirata. Originalmente determinado a trazer a independência ao povo frísio, Donia, com o passar do tempo, entrou em disputa com os outros líderes da causa e abandonou os interesses da pátria. Em 1519, depois de  cerca de quatro anos de luta, ele aposentou-se, vivendo o último ano de sua vida em paz, até que morreu enquanto dormia.


2 - Cornelis Jol

Cornelis Jol

"Antes da Batalha do Downs" por Reinier Nooms, 1639. Cornelis Jol comandou um esquadrão de sete navios nesta batalha naval.

Conhecido pelo apelido carinhoso de "Houtebeen", que se traduz como Perna de Madeira, Cornelis Jol foi um pirata holandês que viveu durante o século 17. (Sua perna foi arrancada por uma bala de canhão, quando ele era menino.) Principalmente focado em atacar alvos espanhóis nas Índias Ocidentais, ele começou sua carreira  na marinha holandesa, antes de entrar para a Companhia das Índias Ocidentais em 1638.

Agindo mais como um corsário holandês do que como um pirata propriamente dito, Jol era visto como um herói nacional por ajudar a virar a maré em uma série de confrontos com o espanhóis e portugueses no Novo Mundo. O espanhóis cantavam uma canção sobre ele, que começava com o verso: "Houtebeen é um pirata ruim, que come polvos crus e bebe água do mar." O aspecto mais famoso da vida de Jol como pirata foi justamente sua  perna de pau, ele foi um dos primeiros capitães  do mar  com essa peculiar característica.


3 - Jean Lafitte

Jean Lafitte

Jean Lafitte foi um pirata francês que começou sua carreira logo após o início do século 19,  navegando ao redor do Golfo do México sob a não reconhecida bandeira de Cartagena, uma cidade espanhola, na Colômbia, que havia declarado independência. Ele era também um contrabandista, que levava uma série de mercadorias ilícitas, bem como escravos, para os Estados Unidos. Embora ele culpasse o governo americano por tê-lo forçado  a entrar para a vida do crime, Lafitte lutou contra os britânicos na guerra de 1812.

Os britânicos  contataram Lafitte primeiro, e tentaram convencê-lo a se juntar a eles em batalhas navais perto de Louisiana. Em vez disso, o bucaneiro fingiu aceitar a proposta, recolheu informações importantes e as ofereceu aos americanos em troca do perdão completo dos crimes para ele e sua tripulação. O governo dos Estados Unidos  aceitou a oferta; os homens de Lafitte levaram vidas produtivas como cidadão cumpridores da lei após a guerra; Lafitte não conseguiu abandonar os antigos hábitos, ele voltou a praticar  a pirataria perto do Texas até 1820. A data, causa e local de sua morte permanecem um mistério.


4 - Laurens de Graaf

Navio Pirata
Outro pirata holandês do século 17, Laurens de Graaf era um cavalheiro fora da lei que viajava pelos sete mares com violinos e trombetas, os quais tocava para seus homens. Ele começou sua carreira como um marinheiro cumpridor da lei, mas virou-se para a pirataria, depois de perder seu emprego em um navio, e, em seguida, ser capturado por piratas em outro. As fontes divergem sobre sua infância, alguns historiadores afirmam que ele foi um prisioneiro ou escravo dos espanhóis, enviado às colônias da Espanha nas Américas como punição.

De qualquer maneira, de Graaf acabou nas Índias Ocidentais, onde capturou o seu navio mais famoso, o Tigre, originalmente um navio de guerra espanhol de 24 canhões. Durante décadas, ele e seus homens pilharam guarnições e povoados espanhóis e ingleses em todo o Golfo do México e também mais ao sul. Mesmo com um grande número de piratas e outros caçadores de recompensas o procurando, de Graaf nunca foi capturado, mais tarde, ele retirou-se-se para o sul dos Estados Unidos, onde se acredita que  tenha morrido.


5 - Roberto Cofresi

Cofresí
Bem conhecido em Porto Rico, Roberto Cofresi era um pirata do século 19, que operou em torno da pequena ilha durante quase toda sua vida. Cofresi tinha a intenção de levar uma vida honesta como comerciante, mas, aos 20 anos, ele começou sua carreira na pirataria, graças às condições econômicas devastadoras em sua ilha natal. No início, Cofresi atacava somente os navios dos Estados Unidos, especialmente os que operavam com a exportação de ouro. O governo local de Porto Rico  era espanhol, e pouco esforço fazia para capturar o pirata, ignorando os veementes pedidos do governo americano.

No entanto, devido ao aumento dos maus tratos aos indígenas porto-riquenhos às mãos dos espanhóis, Cofresi começou a saquear os navios da Espanha, provocando a ira da realeza espanhola. Graças a uma intrincada rede de contatos, que levou anos para ser desvendada, o pirata conseguiu evitar sua captura por muito tempo. Parte da dificuldade em capturá-lo pode ter sido o amor do povo para com Cofresi, que é visto como o Robin Hood de Porto Rico. Em 1825, a sorte finalmente acabou: El Pirata Cofresi foi  capturado e executado, junto com 11 de seus homens.


6 - François L’Olonnais

Navio pirata
Nascido na França como  Jean-David Nau, este pirata do século 17 mudou seu nome algum tempo depois de viver como trabalhador escravo para os espanhóis no Caribe. Após ser libertado da servidão, o intenso ódio por todas as coisas espanholas que havia crescido em L'Olonnais há anos, começou a manifestar-se. Além disso, ele também era um homem violento, propenso a demonstrações extremas de tortura e violência para assustar seus inimigos. Certa história  conta que ele matou um prisioneiro, tirou o coração do sujeito, mordeu-o, e, em seguida, jogou o órgão ensanguentado em outro prisioneiro.

O saque da cidade venezuelana de Maracaibo é, talvez, a sua façanha mais conhecida, já que a cidade era considerada inexpugnável, graças aos 16 fortes que a protegiam. No entanto, L'Olonnais era um estrategista brilhante e conseguiu dominar os seus inimigos em apenas algumas horas. Igualmente brutal às populações nativas que encontrava, o pirata e seus homens torturaram os moradores da cidade, até que eles lhe revelaram a localização do tesouro. Encantado com sua riqueza recém-adquirida, o pirata continuou a navegar em busca de novas pilhagens, até ser obrigado a desembarcar, depois que seu navio encalhou em um banco de areia nas costa de Darién, no Panamá. L'Olonnais encontrou seu fim na ilha. Ele foi devorado pela tribo Kuna, sendo rasgado membro a membro ainda vivo. Seus companheiros de pirataria tiveram o mesmo destino.


7 - Rahmah ibn Jabir

Jabir
Descrito como o mais bem sucedido corsário e  o ladrão mais  tolerado pelas autoridades que já infestou qualquer mar, Rahmah ibn Jabir era um pirata do Bahrein que viveu no final do século 18 e início do 19. Seu clã (Al Jalahma) esteve em guerra com um clã rival (Al Khalifa) por quase 20 anos antes dele se tornar  pirata, por essa razão, seu ódio por seus inimigos influenciou a maioria de suas decisões na pirataria.

Por ter a cautela de deixar os navios britânicos em paz e concentrar seus ataques no clã Al Khalifa e em outras tribos rivais, Jabir ibn conseguiu evitar  a ira da coroa inglesa. Cerca de 2.000 homens seguiram-no auge de sua fama, a maioria deles sendo escravos africanos libertados. Homem violento, Jabir  sofreu uma série de ferimentos graves, perdendo um olho e a maior parte de seu braço direito. Além disso, a  enorme propensão do pirata para a brutalidade, acabou unindo outras forças árabes contra  ele.  Jabir foi finalmente derrotado em batalha em 1820. Resignado com a derrota e determinado a não morrer nas mãos do clã Al Khalifa, Jabir  ficou ao lado dos barris de pólvora em seu navio, junto com seu filho de oito anos de idade, então os  explodiu, matando a si mesmo, a seu filho, e a toda a sua tripulação.


8 - Olivier Levasseur

Batalha de piratas
Oliver Levasseur, também conhecido como "La Buse" (uma espécie de ave de rapina") foi um pirata do século 18, que navegava em águas perto do Caribe, no início de sua carreira. Ele recebeu seu  apelido graças à velocidade e ferocidade com as quais atacava seus inimigos. Forçado a mudar de área por seus próprios companheiros corsários, Levasseur voltou-se para  o Oceano Índico, onde suas maiores proezas aconteceram. Foi na Ilha da Reunião, em 1721, que Levasseur capturou o navio português  conhecido como Nossa Senhora do Cabo, uma embarcação carregada com riquezas incalculáveis, sendo um bom número delas compostas de artefatos religiosos importantes.

Esse acontecimento foi a gota d'água para as autoridades francesas. Confrontado com um interesse renovado na sua morte, Levasseur foi finalmente capturado, levado para a cadeia, e enforcado como resultado de seus crimes. Pouco antes de morrer, ele jogou um colar com símbolos gravados, que desde então está desaparecido, e também alguns papéis codificados para a multidão reunida para o seu enforcamento, dizendo: "Encontre meu tesouro quem for capaz!" Até o momento, a localização desse suposto tesouro enterrado não foi descoberta.


9 - Samuel Bellamy

Samuel Bellamy
Sendo o pirata com a carreira mais breve nesta lista (ela só durou cerca de um ano ou dois, dependendo da fonte), Samuel Bellamy ainda assim foi capaz de deixar sua marca nos livros de história, tornando-se o ladrão dos mares mais rico que já existiu, com uma cerca de US $ 120 milhões em ganhos durante seu tempo de pirataria. Bellamy começou sua vida adulta como um caçador de tesouros, mas,  não encontrando nada de valor, voltou-se para a pilhagem de navios. Sendo um justo e leal capitão, Bellamy instituiu uma espécie de democracia em seu navio, o que o tornou muito respeitado junto a seus homens. Ele também foi misericordioso para com os capturados em batalha.

Em pouco mais de um ano, Black Sam e seus homens (conhecidos como "Homens de Robin Hood", devido ao fascínio de Bellamy  pelo popular herói inglês)  capturaram mais de 50 navios, principalmente no Caribe e no Atlântico. No entanto, seu maior feito foi a captura de um navio negreiro inglês chamado Whydah . Repleto com mais de 20.000 libras esterlinas, o navio tinha riqueza o suficiente para durar o resto das vidas dos piratas. Infelizmente, o resto das vidas deles seria apenas de cerca de dois meses. Ao enfrentar  uma das piores tempestades da história, o navio naufragou, matando todos a bordo, com exceção de dois dos homens de Bellamy.


10 – Arúj


Arúj nasceu de um pai turco e mãe grega em algum momento na década de 1470. Ele cresceu na ilha de Lesbos, onde  sofreu nas mãos dos Cavaleiros de São João, um grupo cristão determinado a travar uma guerra santa contra os muçulmanos do mundo. Depois de ser capturado por eles e ter servido como escravo por três anos, Arúj voltou para sua família, cheio de desejo ardente de vingança.  Junto com seu irmão Hizir, ele se tornou um saqueador temido em todo o Mediterrâneo, começando sua carreira como corsário a serviço dos interesses egípcios.

Arúj e seu irmão ganharam o apelido de "Barbarossa", o que se traduz em "barba ruiva".  Graças aos seus talento em pirataria, Aruj e seu irmão se tornaram dois dos homens mais ricos da região. No entanto, após uma série de batalhas mortais com várias frotas espanholas, e mesmo muçulmanas, Aruj foi morto em combate, deixando seus ganhos ilícitos para seu irmão. O ato mais notório do pirata foi, provavelmente, a captura da galera de negociação do própria Papa, que ele realizou na costa da ilha de Elba.