Quando a Primeira Guerra Mundial começou, os exércitos da Europa ainda tinham o uso do cavalo como arma de combate em alta conta. Logo, porém, o terreno mortal que se formou em torno das trincheiras, tornou praticamente inúteis os ataques de cavalaria  na Frente Ocidental. Contudo,  a necessidade de constante reabastecimento, o deslocamento de novos e pesados armamentos e o transporte de tropas exigiam cavalos fortes  em grande escala - automóveis, tratores e caminhões eram invenções relativamente novas e um tanto raras. As forças britânicas e francesas importaram cavalos de suas colônias e de seus aliados ao redor do mundo, o que gerou um fluxo constante de centenas de milhares de animais em todo os oceanos da Terra. Certa estimativa coloca o número de cavalos mortos durante os quatro anos de guerra em cerca de 8 milhões.


Outros animais também provaram o seu valor: cães tornaram-se mensageiros, sentinelas, fizeram parte das equipes de resgate e foram usados como pequenos animais de carga. Pombos atuaram como mensageiros e até mesmo (experimentalmente) como plataformas de reconhecimento aéreo. Mulas e camelos foram usados em vários teatros da guerra e  muitos soldados tinham mascotes para ajudá-los a elevar o moral. Apenas um par de décadas mais tarde, no início da II Guerra Mundial, a maioria das tarefas militares antes realizadas por animais, estavam sendo feitas por máquinas. A guerra nunca mais dependeria tanto da  força animal. Neste aniversário de 100 anos da Grande Guerra, é justo lembrarmos dos milhões de animais que foram arrastados para o conflito. Espero que as 45 fotografias dessa postagem cumpram esse papel. Para vê-las em tamanho grande, clique sobre elas.

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Um solitário soldado em seu cavalo, durante uma patrulha de cavalaria na Primeira Guerra Mundial. No início da guerra, cada exército envolvido no conflito tinha a cavalaria como parte essencial de suas tropas. No entanto, o uso do arame farpado, o desenvolvimento das metralhadoras e da guerra de trincheiras, logo tornaram os ataques a cavalo muito mais caros e praticamente ineficazes na Frente Ocidental. Porém, em outros teatros como a Frente do Leste e no Oriente Médio, as unidades de cavalaria se mostraram eficientes durante toda a guerra.


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Ataque com gás na Frente Ocidental, perto de Saint- Quentin, 1918.  Um cão mensageiro alemão é solto por seu manipulador. Cães foram usados durante toda a guerra como sentinelas, batedores, nas equipes de resgate, como mensageiros e em muitas outras funções.


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Soldados alemães posam junto a  um cavalo que carrega uma estrutura construída especialmente para acomodar uma metralhadora russa Maxim M1910 completa, com  rodas e caixa de munição.


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Um soldado retira bandagens do estojo de primeiros socorros carregado por um cão britânico, 1915.


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Um pombo com uma pequena câmera acoplada. Esses pássaros treinados foram usados experimentalmente pelo alemão  Julius Neubronner para tirarem fotografias aéreas, antes e durante os anos de guerra; a captura de imagens aéreas era feita quando um mecanismo temporizador clicava o botão do obturador.


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Desembarque de uma mula em Alexandria, no Egito, em 1915. A escalada da guerra levou a Grã-Bretanha e a França a importar cavalos e mulas do exterior. Os vulneráveis navios de transporte eram alvos frequentes da Marinha Alemã, o que quase sempre resultava na morte e no envio de milhares de animais para o fundo do mar.


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Stubby foi o cão mais condecorado da Primeira Guerra Mundial e o único  promovido a sargento por participar em combates. Levado até as linhas de frente, ele foi atingindo em um dos primeiros ataques com gás, o que lhe deu uma sensibilidade  que mais tarde lhe permitiu alertar seus companheiros com antecedência, quando esse tipo de arma era utilizado. Além disso, Stubby ajudou a encontrar soldados feridos e capturou um espião alemão que  tentava mapear as trincheiras dos aliados.


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Membros do regimento de cavalaria Royal Scots Greys descansam os cavalos ao lado da estrada, na França.


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Kemmel, Flandres Ocidental, na Bélgica. Na fotografia vemos o resultado do fogo de artilharia inimiga sobre ambulâncias alemãs em maio de 1918.


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Hospital do Crescente Vermelho em Hafir Aujah, 1916.


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Um cabo, provavelmente da equipe do Segundo Hospital Geral Australiano, carrega um coala, que talvez um seja um animal de estimação ou quem sabe um mascote, no Cairo, em 1915.


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Exercícios da cavalaria turca na frente de Salônica, na Turquia, em março de 1917.


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Um cão mensageiro carrega um carretel de fios para instalação de uma nova linha elétrica,  setembro de 1917.


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Um elefante indiano, do Jardim Zoológico de Hamburgo é usado pelos alemães em Valenciennes, França, para ajudar a mover troncos de árvore. Com a guerra a se arrastar, as bestas de carga tornaram-se escassas na Alemanha, por essa razão,  alguns animais de circos e zoológicos foram requisitados para uso do exército.


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Oficiais alemães em um automóvel  seguem  juntos com um comboio de carroças; soldados a pé podem ser vistos ao longo da estrada.


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"Esses pombos-correio estão fazendo muito para salvar as vidas de nossos rapazes na França. Eles são mensageiros eficientes e também são utilizados por nossos aviadores para informar os resultados de suas observações. "


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Pombos do exército belga. Pombais eram construídos atrás das linhas de frente, os pombos eram enviados para a frente de batalha e voltavam mais tarde com mensagens atadas às suas pernas.


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Dois soldados com motos, cada um com um cesto de vime amarrado às costas. Um terceiro homem coloca um pombo em um dos cestos. No fundo há dois pombais móveis e uma série de tendas. O soldado do meio tem o emblema do Real Corpo de Engenheiros sobre as divisas, que mostram que ele é um sargento.


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Uma mensagem é atada a um pombo-correio por tropas britânicas na Frente Ocidental, em 1917. Um dos pombos-correio da França, chamado Cher Ami, foi agraciado com o  "Cruz de Guerra" pelo serviço heróico de entregar 12 mensagens importantes durante a Batalha de Verdun.


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Um cavalo agoniza amarrado em um poste; o seu cavaleiro morrera atingido por estilhaços, fotografia de 1916.


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O mascote felino do cruzador leve HMAS Encounter, olhando a partir do cano de um canhão de 6 polegadas.


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O General Kamio, comandante-em-chefe do exército japonês, na entrada de Qingdao, em dezembro de 1914. A utilização de cavalos era vital para os exércitos em todo o mundo durante a Primeira Guerra Mundial.


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Refugiados belgas deixando Bruxelas, seus pertences estão em uma carroça puxada por um cão, 1914.


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A Divisão de Camelos Australiana entra em ação perto de Bersebá, em dezembro de 1917. Muitos destes homens morreram em menos de uma hora depois dessa fotografia ser tirada.


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Na Frente Ocidental, vemos um artilheiro alemão morto e vários cadáveres de cavalos, a fotografia é de 1918. É difícil falar em números exatos, mas estima-se que 8 milhões de cavalos morreram durante os quatro anos de guerra.


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Um soldado e seu cavalo com máscaras de gás, 1918.


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A Cruz Vermelha alemã com seus cães de resgate seguindo para a frente de batalha.


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Fotografia tirada na Valáquia, na Romênia.


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Soldados belgas passeiam pela cidade de Deinze, Bélgica, no caminho para Gante, a fim de  tentar conter a invasão alemã.


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Um avanço alemão a oeste de Saint-Quentin, Aisne, na França. A artilharia puxada por cavalos avança através de posições britânicas capturadas, em 26 de Março de 1918.


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Frente Ocidental, projéteis transportados a cavalo, 1916.


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Camelos alinhados em um enorme bebedouro, em Asluj, na campanha palestina em 1916.


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Um tanque britânico Mark V passa por um cavalo morto na estrada em Péronne, França, em 1918.


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Um soldado lê uma mensagem trazida por um cão mensageiro, o animal atravessara a nado um canal, na França, durante a Primeira Guerra Mundial.


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Cavalos requisitados para o esforço de guerra em Paris, França, 1915. Agricultores e suas famílias sofreram grandes dificuldades quando os seus melhores cavalos foram levados para a guerra.


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Na Bélgica, após a Batalha de Haelen, um cavalo sobrevivente é usado na remoção de outros que morreram  no conflito.


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Um cão treinado para procurar soldados feridos sob o fogo inimigo, 1915.


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Na fotografia acima vemos a cavalaria argelina, que fazia parte do exército francês, acompanhando um grupo de prisioneiros alemães capturados  no oeste da Bélgica.

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Um cossaco russo, em posição de tiro, atrás de seu cavalo, 1915.


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Artilharia sérvia em ação na frente de Salônica, em dezembro de 1917.


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Um cavalo amarrado é abaixado para ser operado, por causa de um ferimento de bala.  Valdahon, Doubs, na França.


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O 6º regimento de cavalaria australiano, marchando em Sheikh Jarrah, a caminho para o Monte Scopus, em Jerusalém, em 1918.


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Cavalos da cavalaria francesa atravessam um rio no norte da França.


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Cavalos mortos e uma carroça quebrada em Menin Road, à distância vemos tropas; fotografia tomada no setor de Ypres, na Bélgica, em 1917. Cavalos significavam poder e agilidade, eles transportavam armas, equipamentos e pessoas;  eram alvejados pelas tropas inimigas para enfraquecer o outro lado ou eram capturados para serem colocados a serviço de outro exército.


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Um cachorro carregando um pombo-correio, momentos antes de ser enviado para a linha de frente.

Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto. - Romanos 8:22

Atualmente, nossos melhores candidatos à vida extraterrestre são uma espécie de bactérias fossilizadas em Marte. Se tivermos sorte, talvez encontremos micróbios em Europa, uma das quatro luas de Júpiter, embora não seja nada fácil chegar até eles.

Nos séculos passados, porém, as pessoas sabiam muito menos sobre o espaço, portanto, levantaram hipóteses bem mais elaboradas sobre os alienígenas que talvez existissem por lá.


Alienígena

 

10 -  As ideias de Camille Flamarion

O astrônomo francês Camille Flamarion apoiou as teorias de Percival Lowell sobre canais de Marte. Quando alguns cientistas fizeram um experimento sugerindo que o que Lowell vira, seria apenas uma ilusão de ótica, Flamarion repetiu a experiência para refutar as conclusões desses estudiosos.

Flamarion acreditava que os marcianos seriam seres humanos superiores, ele também sugeriu que as criaturas do planeta vermelho podem ter tentado se comunicar com a gente, quando ainda caçávamos mamutes, mas não obtiveram respostas e desistiram. Ele concluiu: "Eu gostaria de ir a Marte, deve ser um lugar interessante."

Flamarion também acreditava que a Lua provavelmente já tenha sido habitada. Ele especulou sobre a vida alienígena à luz das teorias revolucionárias de Darwin e veio com a idéia de uma raça de plantas sensíveis que combinavam a digestão e a respiração em único processo. Sendo místico, ele cria que após a morte, a alma  viaja de um planeta para outro em busca da perfeição. Essa crença começou no Iluminismo, Flamarion a manteve viva até o século 20.


9 – Os homens da Lua

Muitas crenças dos mórmons falam a respeito de vida em outros mundos com bem mais confiança do que outras religiões. A mais conhecida, geralmente usada pelos críticos da igreja, é a  de que Joseph Smith afirmou que a Lua era habitada. Estes homens lunares vestiam-se como os Quakers e viviam por 1.000 anos. A história foi contada pela primeira vez por um mórmon chamado Oliver Huntington, que a havia escrito em seu diário em 1881.

Não é um registro confiável do que Smith acreditava, mas não é implausível. Alguns sermões de  seu irmão Hyum Smith, proferidos em 1843, diziam: "O Sol e Lua são habitados". Brigham Young, segundo presidente da igreja, pregou em 1870 não haver "nenhuma dúvida" de que o Sol foi feito para dar a luz a seus próprios habitantes, bem como para aqueles na Terra e em outros lugares.


8 – William Herschel

Aliens
O cientista britânico William Herschel é um dos astrônomos mais importantes da história. Entre suas descobertas estão Urano, várias das luas de Saturno, a radiação infravermelha e os sistemas binários de estrelas. Herschel viveu obcecado com a ideia de vida extraterrestre, especialmente na Lua.

Na década de 1770, o astrônomo escreveu em seu diário que ele vira florestas e pastagens na superfície lunar. Mais tarde, também afirmou ter visto canais e manchas de vegetação no nosso satélite. No entanto, foram as crateras que mais atiçaram a imaginação de Herschel. Ele construiu o maior telescópio da história até aquele momento, viu as estruturas redondas e as chamou de circos.

As ideias de Herschel sobre os lunarianos (como ele os chamava os supostos habitantes da lua) só ficaram conhecidos depois de sua morte. Alguns de seus contemporâneos foram menos tímidos. Franz von Paula Gruituisen publicou três trabalhos em meados da década de 1820, detalhando os edifícios colossais, pegadas de animais, estradas, cidades e templos que ele havia encontrado na Lua. No entanto, todos eles não foram nada em comparação com as descobertas atribuídas ao filho de William,  John Herschel, ele próprio um famoso astrônomo, que dizem ter construído um telescópio poderoso o suficiente para estudar insetos lunares. Infelizmente, essas alegações são parte de um dos mais infames hoaxes da história.


7 – As doutrinas cosmológicas do islamismo

A vida extraterrestre era um assunto de especulação para os estudiosos durante a idade de ouro do Islã. O famoso filósofo Avicena escreveu um conto sobre um herói chamado Absal, que viajou para mundos além da Terra. Nele, há nove reinos dos céus, cada um com um tipo diferente de habitante.

A Lua é o lar de pessoas com troncos curtos e de movimentos rápidos. Os troncos dos mercurianos são menores ainda, e eles se movem mais lentamente. Vênus, naturalmente, é governado por uma mulher, lá as pessoas são bonitas, refinadas e despreocupadas; o oposto dos brutos de Marte. Os marcianos são governados por um rei vermelho, eles gostam de matar e mutilar. Os habitantes de Júpiter são sábios e compassivos. O povo de Saturno tende a ser mal, mas pode ser extremamente bom em alguns casos.

Infelizmente, nada sabemos sobre as pessoas de Urano e de Netuno, já  que na épocas, os dois planetas ainda não haviam sido descobertos. No entanto, o céu dos signos zodiacais (ou estrelas) estavam cheios de cidades. Mesmo o Sol tinha um reino de grande porte, com pessoas muito bonitas, que desejavam coisas distantes delas. Tais como, presumivelmente, o ar condicionado.

Veja também: 10 criações humanas atribuídas a aliens


6 – Nicolau de Cusa e Giordano Bruno

Magônia
Nicolau de Cusa, ou Nicholas Cusanus, tem sido chamado de "o homem que inventou os extraterrestres."  Isso não é bem verdade, porém, ele foi o primeiro estudioso proeminente a discutir a ideia na Europa cristã. Em 1439, ele escreveu: "vamos supor que em cada região dos céus há habitantes, diferindo na natureza por postos, todos conforme Deus os criou."

Cusanus sugeriu que os povos das estrelas  refletiriam os mundos em que viviam. Os moradores do Sol seriam "brilhantes e iluminados", enquanto que os da Lua seriam "lunáticos". Ele não deu a seus companheiros seres humanos muito crédito, sugerindo que nós podemos ser os mais inferiores habitantes do cosmos. Cusanus teve pouca influência até seu trabalho ser redescoberto no século 19, mas antes, causara grande admiração em outro homem: Giordano Bruno.

Bruno, nascido mais de 80 anos após a morte de Cusanus, foi queimado na fogueira em 1600 por heresia, em grande  parte, devido a seu manuscrito: Acerca do Infinito, o Universo e os Mundos, publicado em 1584, onde afirmava que  o universo era infinito e habitado por vida alienígena.


5 – Teologia Judaica

Uma narrativa judaica não só diz que os alienígenas existem, mas também nos diz quantos são os planetas habitados por eles: 18.000. Isto é baseado em uma citação do Talmude, que diz: "Deus voa através de 18.000 mundos. "

No entanto, o judaísmo também ensina que o universo em sua totalidade foi criado para o homem. Isso deixa a questão de por que Deus  encheria mundos com seres inteligentes, se não podemos interagir com eles. A resposta é que esses mundos foram criados para os mestres espirituais mais justos da humanidade, um novo lar para quando a Terra se torna muito limitante para o  contínuo crescimento espiritual  deles.


4 – As aventuras de Luciano

Como obra de ficção, Uma Verdadeira História, escrita por Luciano de Samósata, satírico do segundo século, é o mais antigo conto sobrevivente sobre viagens para outros mundos. Na história, Luciano e um grupo de homens partiu para atravessar o Atlântico, mas eles são levados até a Lua por uma tromba de água. Lá, Luciano se encontra com Endymion, rei da Lua, que cavalga um abutre gigante. Ele pede a Luciano e a sua comitiva para ajudá-lo em sua guerra contra o rei do Sol, cujas tropas montam formigas gigantes.

A cena de batalha descreve habitantes espetaculares de ambos os mundos. No lado da Lua há pássaros gigantes com penas de ervas e asas de alface. Um contingente de arqueiros montam em pulgas com a massa de uma dúzia de elefantes, apoiados por atiradores que voam pelo ar, usando suas camisas como velas. Os arqueiros do Sol  montam em grandes mosquitos, as  tropas solares eram fortemente armadas, usam cogumelos como escudos e aspargos como lanças.

Nós costumamos dizer que não há vencedores na guerra, mas neste particular pesadelo movido à salada, a vitória fica com  povo da lua. Eles negociam um tratado de paz dizendo aos habitantes do Sol que fiquem longe. Luciano retorna à Terra e continua suas aventuras dentro de uma baleia gigantesca habitada por criaturas do mar inteligentes ainda mais surreais do que as do espaço.

Leia também: Seis artefatos que supostamente provam a existência de alienígenas


3 – Conversações sobre a pluralidade dos mundos

Marte
Conversações Sobre a Pluralidade dos Mundos é a mais famosa obra de cientista francês Bernard Le Bovier de Fontenelle. Publicada em 1686, ela é mais conhecida por ajudar a popularizar a idéia de Copérnico de que o Sol é o centro do sistema solar, mas também especula sobre os habitantes de Vênus.

Fontenelle argumentou que, estando Vênus próximo do Sol, é provável que seja quente. Por isso, os seus habitantes seriam como as encontradas nas partes mais quentes da Terra. Ele achou que os venusianos seriam semelhantes "aos mouros de Granada, pessoas bronzeadas pelo Sol, espirituosas, cheias de energia, muito amorosas, muito inclinadas à música e à poesia”. 

As especulações de Fontenelle sobre Mercúrio dizem que, por estar ainda mais perto do Sol, os seus habitantes seriam "tão cheio de fogo, que eles seriam completamente loucos”.


2 – Contos populares do Oriente

O Conto do Cortador de Bambu, a mais antiga lenda sobrevivente da história japonesa. Oriunda do século 10, ela conta a história de Kaguya, princesa de um reino na lua. Um velho encontra Kaguya ainda bebê em uma vara de bambu. O homem e sua esposa criam Kaguya até  descobrirem que ela é obrigada a voltar para sua cidade lunar .

No entanto, não é a princesa, mas os animais, que, por norma, tem sido os moradores da lua no folclore do leste asiático. Em ambas as tradições japonesas e chinesas, um velho homem morrendo de fome pede aos animais da floresta que o alimentem. O macaco dá nozes e a raposa dá peixe, mas o coelho é obrigado a oferecer-se como comida. Acontece que o velho é na verdade um deus e premia o coelho com a vida eterna na Lua.

Mais tarde, certa jovem foi banida ao exílio com o coelho depois de ter roubado uma pílula da imortalidade de seu marido. Quando os tripulantes da Apollo 11 foram informados desta lenda em seu caminho para a Lua, Michael Collins, brincou: "Vamos ficar alertas para encontramos a  moça e o coelho. "


1 – Emanuel Swedenborg

Talvez você conheça Emanuel Swedenborg por suas visões bizarras do Inferno. No entanto, ele não recebeu somente conhecimento do submundo. Suas inúmeras comunicações com os espíritos também lhe ensinaram sobre os habitantes de todos os planetas do sistema solar, exceto Netuno e Urano, que só foram descobertos depois da morte de Swedenborg, e que, portanto, os espíritos não pensaram  em lhe mencionar.

Swedenborg alegava que todos os planetas e luas eram povoadas por habitantes humanóides. Na Lua, tinham o tamanho de crianças. Ele comparou a voz dos habitantes da Lua ao trovão, eles falariam tão alto assim por causa dos pulmões imensos necessários para sugar o ar  da fina atmosfera lunar. Os habitantes de Marte, pelo contrário, eram telepáticos, o que lhes permitia falar com os anjos.

As pessoas de outros planetas são, como de costume,  melhores do que os seres humanos. As de Saturno são modestas, além de estarem muito mais perto de Deus. Os habitantes  de Júpiter vivem em unidades familiares isoladas, onde a sua principal preocupação é a educação dos seus filhos. Eles não têm ciúmes, roubo, ou  guerra. A simples menção dessas características humanas é insuportável para eles.

Eles figuram na maioria das listas dos melhores jogadores de todos os tempos. São ídolos dos clubes em que jogaram. Ganharam quase todos os títulos possíveis para um jogador. Fizeram fama e fortuna; mas, não conquistaram uma Copa do Mundo. Alguns desses gênios do futebol nem sequer disputaram um mundial, outros estiveram bem próximos do título. Em comum, além da genialidade, eles amargam o desgosto de não terem erguido o troféu da maior competição do futebol.



1 – Matthias Sindelar

Sindelar

Sindelar era tcheco, nascido na Morávia, então parte do Império Austro-Húngaro. Sua família mudou-se para Viena quando ele tinha dois anos de idade. Sindelar é considerado o maior jogador austríaco de todos os tempos; seu desempenho como um centroavante goleador que também voltava para buscar jogo e puxar os marcadores para fora da área, tabelando com os meias, lhe deixou conhecido como um dos mais revolucionários jogadores europeus no início do século passado.

Sindelar ganhou duas Copas Mitropa (torneio precursor da Liga dos Campeões da UEFA), em 1933 e em 1936, tendo também conquistado um campeonato austríaco, o de 1926. Sua elasticidade e leveza renderam-lhe o apelido de Der Papierene, o "Homem de Papel". Na Copa de 1934, a Áustria de Sindelar ficou em quarto lugar, desbancada na semifinal pela anfitriã Itália.

Com a ascensão do nazismo e a anexação da Áustria, Sindelar não pode participar da Copa de 1938, o craque morreria em 1939, sob circunstâncias misteriosas.


2 – Di Stéfano

Di Stéfano


Alfredo di Stéfano Laulhé é para muitos o nome do maior jogador nascido em terras castelhanas, tendo mesmo quem o considere superior a Pelé. Os cronistas o descrevem como um artista da bola, inteligente, habilidoso e veloz, mas acima de tudo, um artilheiro nato, um obcecado pelo gol. Fez  818  em 1115 jogos.

Começou no juvenis do River Plate e aos vinte anos já era titular da chamada “La Máquina”, jogou depois no Milionários de Bogotá e finalmente no Real Madrid, onde viveu seu auge como jogador. Na equipe espanhola, entre dezenas de títulos, foi cinco vezes campeão da Europa.

Defendeu as cores de três países. Por sua terra natal,  jogou pouco: seis partidas em 1947, ainda assim, marcou seis gols e foi campeão sul-americano daquele ano. Pela Colômbia jogou quatro vezes, sem marcar gols. Ambas as seleções não participaram das eliminatórias para as Copas de 1950 e 1954.

Na Fúria espanhola, jogou de 1957 a 1962. Apesar do favoritismo absoluto, a Espanha não conseguiu a classificação para a Copa de 1958, em 1962 chegou lesionado ao Chile, esperando poder jogar na segunda fase, mas a seleção espanhola foi eliminada prematuramente pelo Brasil. Di Stéfano nunca atuou em uma Copa do Mundo.


3 – George Best

George Best
Há um ditado bastante popular na Irlanda do Norte que diz o seguinte: “Maradona good. Pelé better. George Best”. O craque se consagrou no time inglês do Manchester United, sendo considerado um dos maiores ídolos do clube de todos os tempos e o melhor jogador irlandês e britânico da história.

Best está sem dúvida entre os grandes jogadores da história do futebol a jamais ter jogado uma Copa do Mundo. Ironicamente, na primeira tentativa de classificação para uma Copa sem contar com Best, os norte-irlandeses conseguiram vaga para a de 1982. Houve quem defendesse a sua convocação para o mundial da Espanha, Best estava com 36 anos e escondido na liga estadunidense, mas ainda era respeitado na terra natal.  O jogador declarou que ficaria contente em jogar nem que fosse por poucos minutos, apenas para sentir a sensação de disputar uma Copa, mas respeitou a decisão do técnico de não levá-lo ao Mundial.

Sempre envolvido com belas mulheres e monumentais bebedeiras, Best faleceu em 2005. Pelé, que o visitara no hospital, deixou-lhe uma carta em que terminava dizendo: “Do segundo melhor jogador de todos os tempos, Pelé.”


4 – Puskas

Puskas
Ferenc Puskas nasceu em Budapeste em 1927. Os historiadores do futebol dizem que ele foi um craque espetacular, líder da lendária seleção húngara que encantou o mundo na metade do século passado. Era driblador de extrema habilidade na perna canhota, apelidado de o “Canhota de Ouro”.

Puskas começou sua carreira no Kispest, que foi rebatizado pelo exército húngaro como Honved, onde foi campeão do seu país quatro vezes e artilheiro outras quatro. No Real Madrid foi campeão da Europa em três ocasiões, sendo duas vezes artilheiro do torneio e ganhou cinco títulos da Liga Espanhola.

Na seleção húngara Puskas foi campeão olímpico em 1952 e na Copa de 1954 ficou com o vice-campeonato, quando foram derrotados pela Alemanha, numa das maiores surpresas do futebol mundial. Naturalizado espanhol disputou a Copa de 1962, mas não passou da primeira fase. Puskas faleceu em 2006.


5 – Eusébio

Eusébio
Eusébio da Silva Ferreira, nasceu em Moçambique, na época colônia portuguesa, em 1942. Ficou conhecido no futebol como o “Pantera Negra” e era um goleador espetacular, dono de uma velocidade incrível e um chute fortíssimo.

Foi no Benfica de Lisboa que Eusébio ganhou fama internacional no futebol, levando o clube português ao bicampeonato europeu em 1961-1962 e outras três vezes ao vice-campeonato do torneio. A carreira de Eusébio foi marcada por lesões, tendo sofrido seis operações no joelho esquerdo e uma no direito. Marcou 733 gols em 745 jogos oficiais e foi eleito o terceiro jogador do século, atrás de Pelé e Maradona.

Na seleção portuguesa, conduziu a equipe na histórica campanha de 1966, conseguindo para Portugal o terceiro lugar na competição. Nessa Copa,  Eusébio marcou nove gols, o que lhe garantiu a artilharia do mundial da Inglaterra. Foi a única Copa que o “Pantera Negra” disputou. Eusébio faleceu em janeiro desse ano.


6 – Cruijff
 Cruijff
Johan Cruijff é apontado por muitos especialistas, como um dos poucos  a ombrear com Pelé na arte de futebol. Habilidoso, veloz e inteligente, tinha a capacidade de colocar o seu talento a serviço do conjunto, inaugurando o “futebol total”, ou seja, um esquema de jogo onde todos os jogadores marcavam, defendiam e atacavam. Essa maneira de jogar foi levada à perfeição pela seleção holandesa na Copa da Alemanha em 1974.

No Ajax, Cruijff ganhou o tricampeonato da Copa dos Campeões, sendo duas vezes eleito o melhor jogador europeu. Contratado pelo Barcelona, na negociação mais cara da época, levou o time catalão ao título espanhol, depois de um jejum de 14 anos. No Barcelona foi eleito pela terceira vez, o melhor jogador europeu.

Na Copa de 1974, a Holanda surpreendeu o mundo com a sua maneira de jogar, que ficou conhecida como o “Carrossel Holandês”. Um  a um os adversários da Laranja Mecânica caíam, entre ele: Uruguai ( 2x0), Argentina (4x0) e nas semifinais o Brasil, que sucumbiu por 2x0, numa atuação magistral de Cruijff. Na final daquele mundial a Alemanha, como acontecera em 1954, contrariou as expectativas de todos, vencendo a Holanda e erguendo o caneco.

Cruijff, por ser contrário ao regime militar na Argentina, negou-se a disputar a Copa de 1978. Depois de encerrar a carreira, ele tornou-se um técnico de sucesso.


7 – Platini

Platini
Michel Platini era um brilhante estrategista na armação do jogo, um meio campista clássico, cerebral, que com um toque deixava os atacantes na cara do gol. Também era um grande cobrador de faltas e um artilheiro nato.

Na França jogou no Nancy e no Saint-Étienne, neste último ganhou seu único título francês. Na Juventus da Itália, ganhou a Copa dos Campeões da Europa, o Mundial de Clubes e três títulos italianos. Atuando pela equipe de Turim, ganhou três vezes a Bola de Ouro, como o melhor jogador europeu.

Pela seleção francesa disputou três Copas do Mundo. Em 1978, na Argentina, o time foi eliminado logo na primeira fase; em 1982, a França ficou em quarto lugar, após a dramática semifinal com a Alemanha e em 1986, “os azuis” conseguiram o terceiro lugar, derrotando Itália e Brasil, mas caindo novamente para a Alemanha nas semifinais. Platini foi campeão da Eurocopa de 1984.

Após uma carreira sem muito sucesso como técnico, Platini foi eleito presidente da UEFA em 2007.


8 – Zico

Zico
Arthur Antunes Coimbra, o Zico, é o maior jogador da história do Flamengo e para muitos, o sucessor de Pelé na seleção brasileira. É o maior goleador que o Maracanã já teve com 333 gols em 435 jogos. Zico era dono de um futebol maravilhoso, feito de dribles, lançamentos e arrancadas espetaculares em direção do gol. Foi um dos maiores batedores de falta que o mundo já viu, tanto que na Itália, os jornalistas debatiam sobre como se poderia evitar os gols dele em cobrança de faltas. Zico foi o ídolo de toda uma geração brasileira.

No Flamengo, ganhou quatro campeonatos brasileiros, a Taça Libertadores e o Mundial de Clubes, além de sete estaduais. Jogou também pela Udinese na Itália e pelo Kashima Antlers, do Japão.

Zico disputou três Copas do Mundo. Em 1978, sofreu uma lesão e despediu-se da competição contra a Polônia, na segunda fase de grupos. O Brasil ficaria com o terceiro lugar.

Em 1982, na Espanha, formou ao lado de Sócrates e Falcão, um espetacular meio campo da seleção canarinho, que embora sendo a favorita absoluta, caiu perante a Itália ou melhor perante Paolo Rossi, pesadelo da torcida brasileira, só exorcizado na final de 1994.

Em 1986, no México, disputaria sua última Copa. Em virtude de estar se recuperando de uma séria lesão, ficou na reserva, entrando em cinco partidas. No jogo contra a França, perdeu um pênalti e o Brasil foi eliminado pelos franceses.


9 – Stoichkov

Stoichkov

Hristo Stoichkov é um desses gênios do futebol que as vezes surgem em países com pouca expressão nos gramados. Nascido na Bulgária, Stoichkov foi um craque de extrema habilidade com a perna esquerda. Da canhota do búlgaro partiam lançamentos perfeitos para os atacantes. Conseguiu a proeza de levar a seleção do seu país às semifinais da Copa de 1994. No Barcelona, ao lado de Romário, formou uma das melhores duplas de ataque do futebol mundial.

Seu ápice como jogador foi em 1994, quando recebeu a Bola de Ouro do futebol europeu, então entregue pela revista France Football. Foi também o ano de sua coroação como herói nacional ao conduzir sua seleção à melhor campanha de sua história em Copas do Mundo. Nos Estados Unidos, os búlgaros alcançaram as semifinais, em que perderam para a Itália por 2 a 1. A seguir, foram derrotados por 4 a 0 pela Suécia na decisão do terceiro lugar. Apesar dessa decepção, Stoichkov voltou para casa com a satisfação de ser o artilheiro do torneio com seis gols, empatado com o russo Oleg Salenko.

Dois anos mais tarde, aquela mesma geração de jogadores conseguiu classificar a Bulgária para a Eurocopa, depois de 28 anos de espera. O selecionado foi eliminado já na primeira fase, mas Stoichkov fez um gol em cada um dos três jogos. Foram os anos de ouro do futebol búlgaro.

O atacante parou de defender a seleção de seu país em 1999, depois de 13 anos, 83 partidas e 37 gols. "Nenhum búlgaro chegará tão longe como eu", garantiu Stoichkov com sua peculiar franqueza.


10 – Baggio

Baggio
Roberto Baggio foi um jogador genial. Habilidoso e dono de uma personalidade forte, o craque continua sendo um caso à parte na história do futebol italiano. Jogador extraordinário, ele ficou a um pênalti de levantar a taça mais cobiçada do planeta bola. 

A história de Baggio é a de um atacante naturalmente talentoso que precisou dar provas de uma impressionante coragem para conseguir superar, às custas de muito sacrifício e sofrimento, lesões recorrentes no joelho direito. Compensando o porte físico mediano  com uma técnica individual incomparável, uma rara visão de jogo e um instinto nato para o gol, o elegante camisa 10 passou toda a sua carreira na Velha Bota, da estreia na terceira divisão em 1982 com o Vicenza até pendurar as chuteiras no Brescia, em 2004.

Baggio disputou três Copas do Mundo. Em 1994, nos Estados Unidos, o craque perdeu um pênalti na decisão contra o Brasil e a Itália ficou com o segundo lugar.