Pode um amor durar por toda a eternidade? Os mais românticos, sem hesitar, dirão que sim. De certo modo, o artigo de hoje os apoiará, porque quantas histórias de amor podem sobreviver à passagem do tempo e serem lembradas por mais de 4 mil anos? Esse é o caso raro de Meretites e Kahai – sacerdotisa e cantor respectivamente – um casal que viveu seu amor nos longínquos tempos do Antigo Egito.

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Em 1966, uma equipe de arqueólogos que escavava na necrópole de Saqqara, a uns trinta quilômetros da cidade do Cairo, descobriu a tumba dos amantes; anos mais tarde, em 1971, suas conclusões foram publicadas em um livro que descrevia as características, as obras de arte e os artefatos do singular recinto funerário.

Entre as obras de arte estava um interessante relevo policromado que representava o casal apaixonado. Nele Meretites aparece descansando a mão sobre o ombro de Kahai e ambos se olham fixamente nos olhos.

O livro de 1971 foi publicado em preto e branco e as fotografias não refletiam toda a glória da câmara mortuária, especialmente no tocante ao relevo de Meretites e Kahai. Essa foi uma das razões para uma nova equipe de estudiosos retornar a Saqquara. Entre outros objetivos, eles queriam resgatar do esquecimento a história dos dois amantes.

Entre os pesquisadores que adentraram novamente na tumba, estava a arqueóloga Miral Lashien, membro do Centro Australiano de Egiptologia da Universidade Macquarie. Em  trabalho recente, Miral revela que depois de estudar o relevo e as inscrições do recinto, ela pode reconstruir em detalhes a vida do casal e de sua família.

Kahai atuou como cantor no palácio do faraó Niuserre, chegando a ocupar o cargo de "cantor inspetor". Ele também exerceu tarefas administrativas, razão pela qual viveu, com sua esposa e filhos junto à riqueza e o esplendor da corte egípcia. Pelo mesmo motivo, o  casal teve um sepultamento digno das pessoas mais importantes da época.

A arqueóloga australiana também explica que, graças ao exame do relevo em que estão representados os dois amantes, e que conserva parte de sua policromia, foi possível chegar a valiosas conclusões sobre a vida e o papel das mulheres no Antigo Egito.
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Vista do interior da tumba de Kahai e Meretites | © Effy Alexakis - Macquarie University Ancient Culture Research


O próprio relevo é bastante incomum, porque naqueles dias do Antigo Egito, representações artísticas com demonstrações de afeto, como a do casal se acariciando, eram extremamente raras. Além disso, Lashien explica que tanto o relevo como as outras formas de arte encontradas no interior do túmulo sugerem que as mulheres naqueles anos tinham um maior nível de igualdade do que acreditavam até agora os pesquisadores. A egiptóloga e seus colegas chegaram a esta conclusão guiados pelas obras de arte, nas quais as mulheres são representadas com a mesma frequência e de tamanho igual ao dos homens, o que indicaria o mesmo status.

Graças às inscrições deixadas no túmulo nós também aprendemos que, apesar de seu amor, Kahai e Meretites não escaparam de uma tragédia familiar. O casal viveu com a tristeza da morte de um de seus filhos, Nefer,  também cantor, que deixou  vários filhos pequenos e uma esposa grávida.

Quando os arqueólogos abriram a tumba em 1966, encontraram em seu interior restos humanos mumificados, porém é impossível afirmar que eles sejam do casal e sua família, que originalmente foram enterrados ali, pois essas tumbas eram muitas vezes reutilizadas pelos egípcios ao longo dos séculos. Contudo, Kahai e Meretites – cantor e sacerdotisa – conseguiram que a recordação de seu amor perdurasse por toda a eternidade, ou pelos menos, durante mais de quatro milênios.

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Década após década, o debate continua: é bom para as crianças crescerem com animais de estimação? Há muitos pontos positivos em permitir que nossos filhos tenham animais de estimação. Os animais, além de  ensinarem às crianças muitas habilidades para a vida, também são amigos fiéis e maravilhosos. Confira 10 argumentos a favor de seu filho ter um animal de estimação!


1 – Senso de responsabilidade

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Crianças com animais de estimação desenvolvem o senso de responsabilidade de cuidar de outros, logo no início da vida. Os animais de estimação precisam de cuidados e atenção o tempo todo. Eles, em grande parte,  dependem dos seres humanos para se alimentar, se divertir e ter saúde. As crianças que são ativas na criação de animais de estimação geralmente aprendem a ser empáticas e compassivas. Aprender a ser responsável por outra criatura, também fará com que os jovens cuidem melhor de si mesmos.

É importante que os pais ajudem seus filhos a cuidar dos animais de estimação, liberando gradualmente a responsabilidade para eles ao longo do tempo. Quando são pequenas, as crianças podem ajudar os adultos a encher os potes de água ou de alimentos. À medida que crescem, a responsabilidade para com o animal também deve aumentar progressivamente.


2 – Auto-confiança

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Com a responsabilidade de se cuidar de um animal de estimação, a criança passa a edificar sua auto-confiança. Quando as crianças são bem sucedidas em criar os seus animais de estimação, elas se sentem bem consigo mesmas. Por sua vez, isso aumenta a sua auto-estima e elas passam a ter confiança em suas capacidades. Os filhos se tornam orgulhosos de suas próprias realizações.


3 – Menos propensão a alergias e a asma

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Vários estudos ao longo dos anos tem demonstrado que as crianças que crescem com animais de estimação são menos propensas a desenvolver alergias e asma. Quando expostas a pelos de animais e outros alérgenos desde a tenra idade, as crianças tendem a desenvolver sistemas imunológicos mais fortes. Resultados de estudos publicados na Clinical and Experimental Allergy, comprovam que crianças que cresceram com animais de estimação dentro de casa,  tem menos probabilidades de desenvolver alergias graves mais tarde na vida.


4 – Exercícios e brincadeiras ao ar livre

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Os animais de estimação, especialmente os cães, precisam de exercício e brincadeiras ao ar livre. As atividades que as crianças participam com seus animais de estimação são geralmente físicas, isso permite que  meninos e meninas se tornem mais ativos fisicamente, evitando o sedentarismo que, infelizmente, já é um problema também de saúde infantil. Em geral, as famílias gastam mais tempo ao ar livre quando  tem animais de estimação, e, como todos sabem, um pouco de sol e  ar fresco faz bem para todos. Aprender sobre a necessidade de exercícios para que os animais de estimação se mantenham saudáveis,  ajuda as crianças a aplicar o mesmo conceito para o seu próprio bem-estar.


5 – Calma

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Os animais de estimação tendem a trazer uma sensação de calma para as crianças. Muitas crianças ficam  mais relaxadas perto dos seus animais de estimação do que de outros seres humanos. Semelhante aos adultos, as crianças se voltam para os seus animais de estimação quando  estão se sentindo tristes, com raiva, ou de outra forma chateadas. Como que em um passe de mágica, os animais de estimação trazem  paz para a situação com o seu amor incondicional.


6 – Alívio do stress

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Na mesma linha de manter as crianças calmas, os cães também são ótimos amigos em situações de stress. Conviver com cães pode ser extremamente terapêutico para toda a família. Só o simples gesto de  afagar um cachorro traz uma sensação de tranquilidade e segurança inestimável para as crianças, bem como para os adultos. Muitas vezes, as pessoas se voltam para os seus cães em busca de um ombro amigo. Eles são bons ouvintes e nunca nos criticam. Eles nunca tentam dar conselhos, apenas ouvem, e isso, às vezes, é tudo o que os filhos desejam. 


7 – Melhoria na leitura

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Muitas crianças se sentem mais confortáveis ​​lendo em voz alta para seus animais de estimação do que para seus pais ou outros adultos. Talvez seja porque os animais não julgam, os animais de estimação não corrigirem os filhos, forçando-os a reler a palavra incorreta. O segredo para melhorar as habilidades de leitura é  praticá-la repetidamente. Quanto mais a criança  ler, melhor se tornará sua leitura, o ideal  para as crianças é ler em voz alta para que elas possam ouvir-se.

Quando os animais são usados ​​para ajudar as crianças a ler, eles essencialmente ajudam a melhorar a fluência. Crianças que tem o costume de  ler para seus animais de estimação, se tornam leitores mais fluentes, o que resulta em uma melhor compreensão do que estão lendo.


8 – Compreensão de que tudo tem consequências

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Cuidar de animais de estimação pode ensinar  muito às crianças sobre as consequências dos nossos atos. Quando a higiene dos animais não é feita adequadamente, os resultados são reais e fáceis para a criança entender. Se os peixinhos do aquário não forem alimentados, eles morrem. Se os cães não se exercitarem, eles ficam agitados. Quando os gatos são ignorados, eles  podem se vingar. Se a gaiola de um hamster não for limpa, logo o ambiente começará a cheirar mal.


9 – Compromisso

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Cuidar de um animal de estimação é um grande compromisso por parte do ser humano. Animais de estimação não são coisas que as crianças podem apenas colocar nas prateleiras quando se cansam de cuidar deles. Eles precisam ser alimentados, limpos, exercitados e cuidados todos os dias. Ter um animal de estimação é um compromisso total e não pode jamais ser tratado como um trabalho a tempo parcial. Isto ensina crianças a comprometer-se com suas tarefas, o que as tornará adultos diligentes e produtivos.


10 – Disciplina

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Crescendo com um animal de estimação, as crianças aprendem muito sobre o valor da disciplina. Se elas têm um cão em casa, aprendem a treiná-lo, a ensiná-lo a obedecer. Está cientificamente provado que ter um cão ajuda as crianças a desenvolverem a noção da disciplina e alguns argumentam que os gatos disciplinam seus donos naturalmente.

Existem muitas boas razões pelas quais as crianças se beneficiam de possuir animais de estimação. Há muitas habilidades para a vida que elas aprendem como resultado de cuidar de outro ser e de se comprometer com essa responsabilidade.

Na Idade Média, quando a ciência apenas engatinhava, o mundo era, ao mesmo tempo fascinante e assustador. Na ausência do conhecimento adequado, as pessoas não tinham escolha a não ser se voltarem para a superstição, usando sua própria imaginação para explicar os inúmeros fenômenos naturais ​​que as cercavam. O resultado foi um mundo onde tudo parecia mágico, um lugar repleto de anjos e demônios, fadas e duendes, elfos, gnomos e bruxas. Esta lista nos leva para dentro da mente medieval, para os medos e superstições com os quais nossos antepassados precisavam conviver diariamente.


10 – A Donzela da Peste

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A Peste Negra foi uma das pragas mais devastadoras a visitar a humanidade. Ela ceifou um terço da população da Europa no século 14. Parte do terror era que ninguém realmente entendia o que estava causando a morte de milhões e, portanto, não se sabia como evitar a infecção. A melhor explicação apresentada pelos acadêmicos da Universidade de Paris foi a de que a peste era causada por uma combinação de terremotos e de um malfadado alinhamento dos planetas. O alinhamento maligno não só causara a peste, mas também levantara tempestades que espalharam gases nocivos pela Terra, gases que haviam sido liberados pelos terremotos.

Mas, as pessoas comuns não podiam compreender ideias tão sofisticadas. Elas preferiam acreditar que a praga era um castigo de Deus, um presságio do fim do mundo. Centenas de lendas surgiram para explicar a propagação da doença. Uma das mais conhecidas é a lenda austríaca da Pest  Jungfrau, ou Donzela da Peste. Essa mulher sobrenatural era descrita como um ser envolto em uma chama azul que voava sobre toda a terra, espalhando o contágio da doença. Na Escandinávia, pessoas juravam tê-la visto sair da boca de uma vítima da peste, também como uma chama azul e voar para longe, a fim de infectar a próxima casa. Na Lituânia, a donzela acenava um lenço vermelho através da porta ou da janela para deixar  a peste entrar. Certa história fala de um homem heroico que deliberadamente esperou a donzela em sua janela com uma espada desembainhada. Ela veio, e logo que estendeu a mão para acenar o lenço mortal, o homem a golpeou,  cortando o membro. O valente herói morreu como resultado de sua ação, mas sua aldeia foi poupada, sendo o lenço preservado como relíquia na igreja local.

Personificar a praga era muito comum nas lendas medievais. Nas pós-medievais Suécia e Noruega, a doença foi retratada como um casal de velhos viajantes, o homem carregava uma pá e a mulher uma vassoura. Se o velho homem com a pá chegasse numa aldeia, ele pouparia algumas pessoas, mas se fosse a anciã com sua vassoura, "nem as mães, nem as crianças de peito, escapariam da morte."


9 – O mar celestial

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Devemos essa história ao cronista inglês Gervase de Tilbury, que a incluiu em sua obra Otia Imperiala, escrita em torno de 1212 para seu patrono, o Sacro Imperador Romano Otão IV. Gervase declarou sua crença de que "o mar é mais alto do que a terra ", que "estava acima da nossa habitação. . . dentro ou no ar. " Essa ideia estava baseada em Gênesis 1, que fala de " águas acima do firmamento. "

Fez, pois, Deus o firmamento, e dividiu as águas que estavam debaixo do firmamento das águas que estavam por cima do firmamento; e assim se fez.
Chamou Deus ao firmamento Céu. Houve tarde e houve manhã, dia segundo.
Gênesis 1:7-8


Para provar seus argumentos, Gervase descreve um episódio supostamente ocorrido em uma aldeia inglesa. Em um domingo nublado, quando os moradores estavam saindo da igreja local, eles notaram uma âncora engatada a uma das lápides, no cemitério ao lado da capela. Ela estava presa a uma corda esticada para cima, para dentro dos céus nublados. Para surpresa de todos, a corda começou a se mover, como se alguém estivesse tentando desatar  a âncora da lápide. A âncora não se mexia, e então vozes,  como as de marinheiros gritando, foram ouvidas desde o céu; depois, um homem começou a descer pela corda. Os aldeões o capturaram, momento em que ele morreu, "sufocado pela umidade do nosso ar denso, como se estivesse se afogando no mar." Depois de uma hora, a corda foi cortada por alguém lá de cima e os outros misteriosos marinheiros seguiram viagem.

Outro conto nos fala de um comerciante que acidentalmente deixou cair a faca, enquanto no mar. Na mesma hora, a mesma faca de repente entrou por uma janela aberta de sua casa em Bristol, caindo em cima da mesa, na frente de sua assustada esposa. Como seria de se  esperar, essas lendas são interpretadas pelos teóricos de Óvnis como histórias reais de encontros com civilizações e tecnologias alienígenas.


8 – Os presságios da morte de Carlos Magno

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O rei franco Carlos Magno foi coroado imperador do Sacro Império Romano, em 800 d.C. Nos últimos três anos de sua vida, de acordo com o seu biógrafo, Einhard, o Imperador foi atormentado por sinais e presságios sinistros de sua morte. Einhard nos fala de eclipses frequentes do Sol e da Lua e de uma mancha preta no Sol, que durou sete dias. Também houve tremores frequentes no palácio em Aix-la-Chapelle, e no dia da Ascensão, a galeria que ligava o palácio à basílica que Carlos Magno construiu, de repente, desmoronou. Outro dos projetos de Carlos Magno, uma ponte de madeira sobre o Rio Reno, em Mainz, que levou 10 anos para ser construída, foi acidentalmente incendiada e totalmente consumida pelo fogo em apenas três horas.

Durante a sua última campanha saxã contra os dinamarqueses, o próprio Carlos Magno viu uma bola de fogo aparecer e correr pelo céu, quando ele estava saindo do acampamento ao amanhecer. Seu cavalo, de repente deu um mergulho para a frente, jogando o imperador violentamente para o chão. Em qualquer edifício que Carlos Magno se abrigava, estranhos ruídos vindos do telhado eram ouvidos. Na basílica de Aix-la-Chapelle, uma bola dourada que adornava o pináculo, foi atingida por um raio, fazendo-a cair e destruir a  casa do bispo ao lado.

Todos esses acontecimentos assustadores pareciam não abalar o imperador. No entanto, poucos meses antes de sua morte, as pessoas começaram a perceber que a palavra "Princeps" na legenda inscrita em torno da cornija da basílica (que identificava Carlos como o construtor do edifício)  desbotava dia a dia, até desaparecer completamente. Carlos Magno, morreu em 28 de janeiro de 814, e foi sepultado em sua basílica.

Cornija é um elemento arquitetônico que consiste em uma faixa horizontal que se destaca da parede ou conjunto de molduras salientes que servem de arremate superior para obras de arquitetura.



7 – Magônia

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Entusiastas de Óvnis tendem a interpretar a bola de fogo vista por Carlos Magno na história acima, como sendo uma nave alienígena. Avistamentos de objetos misteriosos no céu, certamente não se limitam a nossa época. Por volta de 820 d.C, o arcebispo Agobard, de Lyon, na França, descreve seres que "caíram na Terra", em seu livro De Grandine et Tonitruis ( Sobre o Granizo e o Trovão ), um trabalho que visava desmistificar as superstições populares sobre os fenômenos climáticos. Ele nos diz que as pessoas de seu tempo acreditavam em uma determinada região chamada Magônia,  a partir da qual misteriosos navios vinham  nas nuvens para roubar colheitas.

Esses seres podiam, aparentemente, fechar acordos com os "criadores de tempestades", e os grãos e outras culturas que caíssem nessas tempestades, seriam recolhidas pelos tais "marinheiros do céu" e levados para Magônia. Agobard era cético, chamando tais crenças de "loucura" e as pessoas que acreditavam nelas de "loucas". No entanto, uma multidão de moradores alegou ter capturado quatro dos misteriosos seres, três homens e uma mulher,  que supostamente teriam caído de um dos navios celestes. Eles mantiveram os seres em cadeias por alguns dias, mas a multidão enfurecida ansiava por um linchamento; os prisioneiros foram então levados para Agobard, que, sendo mais dado a razão, os declarou inocentes, deixando-os partir. Hoje, o termo Magônia é popular entre os fãs de Óvnis, sendo uma coleção de avistamentos de Óvnis chamada apropriadamente de:  A Base de Dados Magônia.


6 – Changelings

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Na Grã-Bretanha medieval, acreditava-se que as fadas podiam roubar uma criança e substituí-la por outra, um changeling , em seu lugar. Uma história muito interessante é a de um ferreiro, cujo filho, geralmente um rapaz saudável e alegre, caiu de repente em letargia, definhando tão rápido que todos pensavam que ele fosse morrer. Depois do menino estar nessa condição por um longo tempo, um velho aproximou-se do ferreiro para dizer–lhe que o rapaz  poderia ser um changeling.

Para certificar-se, o velho propôs um teste: colocar um pouco de água em cascas de ovos vazias e organizá-las em torno do fogo, à vista do menino. O ferreiro seguiu as instruções na frente do jovem, que, em seguida, sentou-se no seu leito e exclamou: "Eu tenho 800 anos de idade, mas nunca vi nada semelhante!" Esta seria a confirmação de que o garoto era, na verdade, um changeling.  Então, o velho disse ao ferreiro que seu filho verdadeiro  teria sido sequestrado pelas fadas e mantido prisioneiro em uma colina próxima, por  elas frequentada. O ancião também aconselhou o pai a se livrar do changeling, acendendo uma fogueira e jogando o impostor nela.

Assim fez o homem, então, o changeling soltou um grito, saltou através do telhado e desapareceu. Armado com apenas uma Bíblia, o ferreiro resolveu invadir o domínio das fadas para resgatar seu filho, vendo-o entre as fadas, ele exigiu que o rapaz fosse libertado. As fadas não podiam atacá-lo, porque ele estava protegido pela Bíblia, de modo que o deixaram partir com seu filho para fora da colina.

Ao longo  da história, na Grã-Bretanha, as pessoas muitas vezes realizaram testes semelhantes para determinar se um bebê suspeito era um changeling. Um desses testes consistia em colocar um sapato em uma tigela de sopa na frente de um bebê. Se ele risse, isso significava que entendia o trote e era considerado um farsante.  A lenda do changeling permitiu que as pessoas medievais explicassem as  mortes prematuras em crianças, bem como doenças da infância, deformidades físicas e deficiências mentais.


5 – O toque dos reis

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Por mais de 500 anos, as pessoas acreditaram que os monarcas, em virtude de seu direito divino de governar, tinham o poder de curar doenças com seu toque. Certa doença em particular, chamada escrófula, uma  inflamação tuberculosa das glândulas linfáticas do pescoço, seria curada imediatamente  quando tocada por um soberano. Esta cura era vista como a validação divina  da nomeação do monarca. Alega-se que o primeiro rei a praticar o toque de cura foi Eduardo, o Confessor, governante da Inglaterra de 1042 a  1066.

A tradição francesa, por outro lado, nos conta que o rei Filipe I iniciou o costume no século 11. Nos tempos medievais, grandes cerimônias eram realizadas para que o rei tocasse centenas de pessoas afligidas com escrófula, ou o "Mal do Rei". Essas pessoas, em seguida, recebiam moedas de ouro especiais chamadas "peças de toque",  que eram consideradas amuletos.


4 – O homem selvagem de Orford

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Ralph de Coggeshall, abade de um mosteiro em Essex, nos conta  a história de alguns pescadores de Suffolk, que, em um certo dia de 1161, capturaram um homem selvagem nu em suas redes, perto da aldeia de Orford. O "tritão", como o chamaram, tinha uma longa barba desgrenhada  e um peito muito peludo, mas sua cabeça era quase totalmente careca. A criatura foi levada para o Castelo de Orford, onde Bartolomeu de Glanville era governador. O estranho ser foi jogado na masmorra e torturado para fazê-lo falar. Sem informações, os moradores não conseguiam decidir se a criatura era um peixe ou um homem, tão confortável estava ela em terra como estava no mar. Os aldeãos pensaram que o estranho prisioneiro poderia ser um espírito maligno no corpo de um marinheiro afogado.

O "tritão" não demostrava nenhuma crença em Deus, nem conhecimento algum dos rituais cristãos. Ele comia o que lhe era dado, mas sempre espremia o suco de um  peixe cru sobre a refeição antes de comê-la. Depois de um tempo, seus captores decidiram deixá-lo voltar para o mar,  para que pudesse exercitar-se, mas não antes de cercá-lo com redes. Apesar das precauções, o tritão conseguiu romper as redes e fugir, surpreendendo os espectadores com sua agilidade na água. A criatura foi recapturada, mas escapou novamente depois de dois meses para nunca mais ser vista.


3 – Os caçadores espectrais

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Ao longo da Grã-Bretanha medieval e em muitos lugares do continente europeu, as pessoas viviam aterrorizadas por matilhas espectrais que varriam as florestas em pleno inverno, o momento em que o mundo dos vivos e dos mortos colidiam. Esses sinistros cães de caça eram acompanhados por caçadores e guerreiros fantasmas, cavalgando corcéis negros,  liderados por uma figura que, em terras germânicas, era identificado como Odin, o deus dos mortos. Eles eram considerados arautos da morte e de desastres e as pessoas se jogavam com a face para o chão, a fim de evitar vê-los. Qualquer um, infeliz o suficiente para contemplar o espetáculo fantasmagórico, podia ser levado pelos caçadores do além e deixado quilômetros distantes de onde havia sido capturado.

Às vezes,  o grupo invadia casas, roubando comida e bebida. Enquanto as pessoas comuns eram apenas aterrorizadas, as que praticavam magia teriam suas almas levadas para participar da caça, enquanto seus corpos físicos dormiam. Só de ouvir os cães que passavam pela floresta, em meio à escuridão e o uivo dos ventos de inverno, uma pessoa poderia ficar louca.

Na Alemanha, acreditava-se que entre os caçadores espectrais estavam as almas dos bebês não batizados, enquanto que na França, dizia-se que o grupo era liderado pelo rei Herodes, em perseguição do  Santos Inocentes.


2 – Um lugar para o mal viver

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A ilha de Drangey, no Atlântico Norte, a cerca de uma hora de viagem de barco do norte da Islândia, é marcada por um penhasco enorme que se ergue a 168 metros acima do nível do mar. Este afloramento é o lar de milhares de aves marinhas. Na Idade Média, a ilha também era considerada o lar de de trolls e de outros seres malignos. Homens que escalavam os penhascos para caçar pássaros e apanhar ovos, muitas vezes caíam para a morte, porque suas cordas, seriam misteriosamente cortadas.

Aterrorizadas, as pessoas já não se aventuraram nas falésias de Drangey, o que se tornou um problema para Gudmundur (ou Gvendur), o santo bispo de Holar. A cidade islandesa  atraía inúmeros mendigos e alimentá-los dependia da caça em Drangey. Então, Gudmundur decidiu exorcizar a ilha. Com vários sacerdotes e um barril de água benta, o bispo começou a abençoar a ilha, usando cordas para escalar os penhascos traiçoeiros. Ele estava quase finalizando seus rituais, quando uma gigantesca mão peluda saiu da face do penhasco e começou a cortar a corda de Gudmundur. Felizmente, a corda tinha sido abençoada com antecedência. Quando a criatura viu que não podia matar o bispo, ele implorou: "Pare de dar sua bênção, bispo Gvendur, até mesmo o mal precisa de um lugar para viver. "

Por isso, o bispo declarou que aquela parte do penhasco deveria ser um lugar para o mal residir e que as pessoas deviam evitar caçar por lá. A lenda conta que o local atrai muitos pássaros, uma vez que é o único lugar na ilha onde as pessoas não caçam. O bispo Gudmundur começou a realizar bênçãos regulares em outros lugares amaldiçoados, mas ele sempre teve o cuidado de deixar de lado "um lugar para o mal viver."


1 – O Martelo das Bruxas

Livro
Na lista dos livros mais infames da história, o Malleus Maleficarum ( O Martelo das Bruxas ), deve estar perto do Mein Kampf , de Hitler. Publicado em 1486, ele foi escrito por dois frades alemães, Heinrich Kramer e Jacob Sprenger, para desmascarar os argumentos de que a bruxaria não existe. Também foi criado para servir como um manual para a detecção, julgamento e punição de bruxas. Ele foi responsável pela onda de caça às bruxas que cobriu a Europa com o sangue de milhares de vítimas, a maioria mulheres.

O Malleus nos dá evidências de que algumas superstições estão longe de ser inofensivas. O livro decreta que a bruxaria é uma heresia e que não acreditar na existência dela, também é heresia. Ele afirma que as bruxas são em sua maioria mulheres, que é o desejo feminino que leva as mulheres a formar pactos com o Diabo e a copular com íncubos. As parteiras seriam especialmente escolhidas devido a suas supostas capacidades de evitar a concepção e interromper a gravidez. O livro acusa as bruxas de comer crianças e de oferecer os filhos vivos para o Diabo. Mas a atrocidade real do Malleus e de seus autores reside nos procedimentos elaborados para identificar e exterminar bruxas.

Os acusados ​​deviam ser despojados das roupas para que fossem encontradas  as "marcas do diabo", então, os réus deviam ser mergulhados na água ou queimados, já que as pessoas  sob a proteção do Diabo não podiam ser afogadas ou mortas pelo fogo. Usando o Malleus como um guia, a tortura foi bastante utilizada para extrair confissões ou envolver outras pessoas em toda a histeria da caça às bruxas. Instrumentos de tortura terríveis foram desenvolvidos para esmagar ou deslocar ossos, para mutilar orifícios corporais ou arrancar as unhas. Tenazes em brasa também foram usadas para arrancar pedaços de carne. Os culpados de bruxaria eram geralmente queimados na fogueira. Tudo somado, não há prova mais contundente para os perigos da superstição do que o Malleus Maleficarum .

Os Manuscritos do Mar Morto foram considerados a maior descoberta arqueológica do século 20. Encontrada no final de 1940, esta coletânea de textos inclui os mais antigos manuscritos bíblicos conhecidos, pergaminhos que remontam a cerca de 2.000 anos. Abaixo, saiba mais sobre os Manuscritos do Mar Morto e sua profunda importância religiosa e histórica.

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Parte do Rolo de Isaías, um dos Manuscritos do Mar Morto. (Lior Mizrahi / Getty Images)


1 - Pastores adolescentes acidentalmente tropeçaram no primeiro conjunto de Manuscritos do Mar Morto.

No final de 1946 ou no início de 1947, adolescentes beduínos cuidavam de suas cabras e ovelhas perto do antigo povoado de Qumran, localizado na costa noroeste do Mar Morto, no que hoje é conhecido como Cisjordânia. Um dos jovens pastores jogou uma pedra em uma abertura no lado de um penhasco e ficou surpreso ao ouvir um som semelhante ao de um jarro quebrando. Ele e seus amigos mais tarde entraram na caverna e encontraram uma coleção de grandes vasos de barro, sete dos quais continham pergaminhos de couro e papiro. Um negociante de antiguidades comprou o lote, que finalmente acabou nas mãos de vários estudiosos, esses especialistas estimaram que os manuscritos tinham mais de 2.000 anos de idade. Após o anúncio da descoberta, beduínos caçadores de tesouros e arqueólogos desenterraram dezenas de milhares de outros fragmentos, encontrados em 10 cavernas próximas; juntos eles formam um conjunto entre 800 e 900 fragmentos de manuscritos.


2 -  Alguns dos Manuscritos do Mar Morto foram vendidos na seção de classificados.


Atanásio Yeshue Samuel, um arcebispo sírio-ortodoxo de Jerusalém, comprou quatro do originais Manuscritos do Mar Morto de um sapateiro que se envolveu em antiguidades, pagando menos do que 100 dólares. Quando a guerra árabe-israelense eclodiu em 1948, Samuel viajou para os Estados Unidos e, sem sucesso, ofereceu os manuscritos à várias universidades, incluindo Yale. Finalmente, em 1954, ele colocou um anúncio no Wall Street Journal, na categoria "Itens diversos para Venda", que dizia: "Manuscritos bíblicos que datam de pelo menos 200 a.C estão à venda. Este seria um presente ideal para uma instituição educacional ou religiosa". O arqueólogo israelense Yigael Yadin, cujo pai tinha obtido outros três manuscritos da coleção inicial, em 1947, negociou secretamente a compra em nome do recém-criado Estado de Israel. Infelizmente para Samuel, grande parte dos 250.000 dólares que ele recebeu, foram parar nas mãos da receita federal americana, porque os documentos de venda não tinham sido preenchidos corretamente.


3 - Ninguém sabe ao certo quem escreveu os Manuscritos do Mar Morto.

A origem dos Manuscritos do Mar Morto, que foram escritos entre 150 a.C e 70 d.C, continua a ser objeto de debate acadêmico até hoje. De acordo com a teoria dominante, eles são o trabalho de uma população judia que habitava Qumran até que as tropas romanas destruíram o assentamento, em cerca de 70 d.C. Pensa-se que esses judeus pertenciam a uma seita devota, ascética e comunitária chamada de os essênios, um dos quatro distintos grupos judaicos que viviam na Judéia, antes e durante a ocupação romana. Os defensores desta hipótese apontam para as semelhanças entre as tradições descritas na Regra da Comunidade, encontrada em um dos manuscritos, e os escritos do historiador Flávio Josefo sobre os rituais essênios. Evidências arqueológicas encontradas em Qumran, incluindo as ruínas de banhos rituais judaicos, também sugerem que o sítio já foi o lar de judeus devotos. Alguns estudiosos creditam a outros grupos a produção dos manuscritos, incluindo cristãos e judeus de Jerusalém que passaram por Qumran, enquanto fugiam dos romanos.


4 - Quase toda a Bíblia Hebraica está representada nos Manuscritos do Mar Morto.


Os Manuscritos do Mar Morto incluem fragmentos de todos os livros do Antigo Testamento, com exceção do livro de Ester. Os estudiosos especulam que os fragmentos desse livro em falta, que narra a história da rainha judia homônima da Pérsia, ou se desintegraram ao longo do tempo ou ainda não foram descobertos. Outros propuseram que Ester não fazia parte do cânon dos essênios porque a seita não celebrava o Purim, um feriado festivo baseado no livro. O único livro completo da Bíblia Hebraica preservado entre os manuscritos de Qumran é o de Isaías; esta cópia, datada do século I a.C, é considerada o mais antigo manuscrito do Antigo Testamento ainda em existência. Junto com os textos bíblicos, os pergaminhos incluem documentos sobre regulamentos sectários, como a Regra da Comunidade e outros escritos religiosos que não aparecem no Velho Testamento.
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Um analista de conservação examina fragmentos dos Manuscritos do Mar Morto


5 -  O hebraico não é a única língua dos Manuscritos do Mar Morto.

A maioria dos Manuscritos do Mar Morto estão em hebraico, com alguns fragmentos escritos no antigo alfabeto paleo-hebraico, que segundo os estudiosos, caiu em desuso no século V a.C. Mas outros estão em aramaico, a língua falada por muitos judeus, incluindo, provavelmente, Jesus, entre o século VI a.C e o cerco de Jerusalém em 70 d.C. Além disso, vários textos apresentam traduções da Bíblia hebraica para o grego, idioma que alguns judeus usavam em vez de ou além do hebraico no momento da criação dos rolos.

 
6 - Os Manuscritos do Mar Morto incluem um mapa de tesouros escondidos.

Um dos mais intrigantes manuscritos de Qumran é o Rolo de Cobre, uma espécie de mapa do tesouro antigo que lista dezenas de esconderijos de ouro e prata. Enquanto os outros textos são escritos com tinta em pergaminhos de papiro ou de peles de animais, este curioso documento apresenta letras hebraicas e gregas esculpidas em folhas de metal, talvez, como alguns teorizam, para melhor resistir à passagem do tempo. Usando um vocabulário ortográfico não convencional e ímpar, o Rolo de Cobre descreve 64 esconderijos subterrâneos em torno de Israel, que supostamente contêm inestimáveis tesouros. Nenhuma dessas riquezas foram recuperadas, possivelmente porque os romanos pilharam a Judéia durante o primeiro século d.C. De acordo com várias hipóteses, o tesouro pertencia aos essênios locais, que foram expulsos do Segundo Templo, antes da sua destruição; outros afirmam que os supostos tesouros, simplesmente nunca existiram.

Em 2011, uma colaboração entre o Google e o Museu de Israel, em Jerusalém, tornou cinco dos Manuscritos do Mar Morto disponíveis na Internet, em alta resolução e de forma pesquisável. Os textos podem ser acessados em www.deadseascrolls.org.il

No mundo do futebol profissional, Pelé é, com certeza, o mais conhecido jogador sul-americano de todos os tempos. Depois, existem outras centenas de estrelas: Ronaldo, Maradona, Messi. Mas há um mito do futebol da América do Sul, pouco conhecido das novas gerações,  que também é o único membro vivo de sua antiga equipe; o time que protagonizou uma das maiores surpresas da história do futebol.

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Voltemos à Copa do Mundo de 1950, cujo  país anfitrião era o Brasil. No jogo final, nós enfrentamos nosso vizinho do sul, o pequeno Uruguai. Havia 200 mil torcedores dentro do Maracanã, o maior estádio de futebol do mundo até então, construído especialmente para aquela Copa do Mundo, 200 mil almas torcendo para o Brasil. Parecia impossível à Celeste, qualquer pretensão de vencer o time da casa.

O Brasil só precisava de um empate para levantar a taça, aos uruguaios só restava vencer a partida. Todo mundo tinha tanta certeza de uma vitória brasileira, que os jornais cariocas já tinham imprimido um anúncio da vitória, na manhã antes do jogo. Dizem que o treinador do Uruguai comprou todas as cópias que encontrou na banca de jornais do seu hotel e as levou para os seus jogadores, e, depois de um sermão exaltado, ordenou aos seus comandados que urinassem nos periódicos.

O Brasil liderou grande parte do jogo por 1 x 0,  até o Uruguai, com Juan Schiaffino, empatar. Ainda assim, um empate era tudo o que o Brasil precisava, só tínhamos que segurar o placar. Com apenas 11 minutos restantes, Alcides Ghiggia marcou, decretando a vitória uruguaia por 2 x 1.

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Ghiggia marca e o Brasil fica em silêncio

A enorme multidão,  atordoada, caiu  em um silêncio sepulcral. O Uruguai venceu o jogo e a Copa. A perda tornou-se não apenas uma parte da história do Brasil, mas também uma ferida na psique brasileira. Foi e continua a ser conhecida até hoje como o Maracanaço, uma espécie de estado de choque, algo como ter um pesadelo acordado. Comenta-se que cada país tem sua própria catástrofe nacional, alguns dizem que a do Brasil, é a derrota para o Uruguai em 1950.

O herói desse jogo, uma lenda no mundo do futebol , especialmente em seu país natal, o Uruguai, é também o único sobrevivente daquela equipe histórica. Em 2013, Ghiggia foi homenageado com um convite para participar do sorteio de grupos da próxima Copa, que, como todos sabem, novamente será disputada no Brasil. Ghiggia planeja estar por aqui, torcendo para o Uruguai, é claro. Em 2014, ele será uma das duas únicas pessoas (o outro será o presidente do Uruguai), autorizadas a tocar o cobiçado troféu da Copa do Mundo, quando a taça viajar do Uruguai para o Brasil.