8 exploradores que desapareceram misteriosamente

Para cada Cristóvão Colombo ou Vasco da Gama, houve outros aventureiros que foram aparentemente engolidos pela vastidão dos oceanos, florestas e desertos cujos mistérios eles tentaram explorar. Muitos destes aventureiros desapareceram,tornando-se fontes de especulação duradoura, às vezes, inspirando missões de resgate condenadas ao fracasso. Conheça os fatos de oito exploradores famosos que viajaram para os confins da terra, apenas para nunca mais serem vistos.


Gaspar e Miguel Corte-Real

615157.jpg
Em uma coincidência arrepiante, os dois irmãos portugueses Gaspar e Miguel Corte-Real, desapareceram durante viagens separadas para o litoral de onde é hoje o moderno Canadá. Em 1501, Gaspar liderou uma frota de três navios em uma expedição às costas da Terra Nova. Após aprisionar cerca de 60 nativos como escravos, ele encarregou o seu irmão Miguel, de transportá-los de volta a Portugal. Gaspar deveria seguir logo em seguida, mas tanto ele como o seu navio nunca mais foram vistos.

Miguel Corte-Real voltou para o Novo Mundo em 1502, em uma missão para resgatar seu amado irmão. Depois de chegar à Terra Nova, as suas três caravelas se separaram e começaram uma busca frenética pelo litoral. Mas, enquanto os outros dois navios mais tarde retornaram ao ponto de encontro, o navio de Miguel desapareceu sem deixar vestígios. O destino dos dois Corte-Reais permanece um mistério, mas há  evidências de que Miguel pode não ter morrido imediatamente após o seu desaparecimento. Em 1918, um professor da Universidade de Brown descobriu uma inscrição em uma pedra em Dighton, Massachusetts. Datada de 1511, a mensagem dizia: "Miguel Corte-Real, pela vontade de Deus, aqui foi feito líder dos índios".  Se verdadeira, essa inscrição sugere que Miguel conseguiu sobreviver no Novo Mundo, pelo menos por nove anos. Ainda mais surpreendente, elas implicam que ele tenha se juntado a uma tribo de nativos, talvez chegando até mesmo a liderá-la.


Percy Fawcett

hl-percy-fawcett
A implacável selva amazônica ceifou a vida de muitos aventureiros, mas talvez nenhum tão famoso como o coronel Percy Fawcett, que desapareceu em 1925, enquanto na busca de uma mítica cidade perdida. Uma das figuras mais interessantes de sua época, Fawcett tinha feito o seu nome durante uma série de expedições de cartografia nas florestas do Brasil e da Bolívia. Durante essas viagens, ele formulou uma teoria sobre uma cidade perdida chamada "Z", que ele acreditava existir em algum lugar na região inexplorada do Mato Grosso.

Em 1925, Fawcett e Jack, seu filho primogênito, mais um jovem chamado Raleigh Rimmell, partiram em busca da lendária cidade perdida. Mas, depois de uma carta final em que Fawcett dizia  estar a se aventurar em territórios não mapeados, o grupo desapareceu sem deixar rastros. Seu destino ainda é um mistério. Enquanto a sabedoria convencional sugere que os exploradores foram mortos por índios hostis, outras teorias culpam de tudo, desde a malária, à fome ou ataques de jaguar, para o desaparecimento da expedição. Alguns chegaram até a especular que os homens simplesmente se juntaram aos nativos e viveram o resto da suas vidas na selva. Seja qual for a causa, o desaparecimento do grupo impulsionou a imaginação de pessoas em todo o mundo. Nos anos após Fawcett  ter desaparecido, milhares de aspirantes a aventureiros montaram missões de resgate, e mais de 100 pessoas morreram durante a procura de algum sinal dele na imensidão da Amazônia.

Veja também: 10 aventureiros que nunca retornaram para casa


George Bass

hl-george-bass
O marinheiro britânico George Bass é lembrado por descobrir o estreito entre a Austrália e a Tasmânia, mas ele é ainda mais famoso por desaparecer durante uma viagem à América do Sul, em 1803. Bass começou sua carreira como cirurgião em um navio da Marinha Real e ganhou reputação como um explorador ousado depois ter explorado a costa leste da Austrália em um pequeno navio chamado Tom Thumb.

Na esperança de ficar rico como um armador privado, Bass voltou para a Austrália no início de 1800, em um navio mercante chamado Venus. Quando sua carga não conseguiu alcançar um preço respeitável, Bass formulou um plano audacioso: viajar para a América do Sul e contrabandear riquezas do território espanhol. Ele partiu em fevereiro 1803, mas logo desapareceu com sua tripulação, no Oceano Pacífico, para nunca mais ser visto. Enquanto o Venus provavelmente foi perdido no mar, outra teoria defende que Bass e seus homens chegaram à costa do Chile, só para serem presos como contrabandistas e forçados a passar o resto de suas vidas labutando em uma mina de prata espanhola.


Jean-François de  Galaup Lapérouse

960_05_LKO07150_036
Em 1785,  rei Luís XVI, da França, despachou o explorador Jean-François de Galaup Lapérouse em um grande expedição de cartografia ao redor do mundo. Depois de partir de Brest, o navegador contornou o Cabo Horn e passou os próximos anos examinando as costas da Califórnia, Alaska, Rússia, Japão, Coréia e Filipinas. Lapérouse chegou à Austrália em 1788, mas depois de deixar  Botany Bay, sua frota desapareceu. A expedição de resgate chegou em 1791, contudo, não encontrou nenhum vestígio de Lapérouse, de seus dois navios ou dos seus 225 tripulantes.

Demorou quase 40 anos antes de qualquer evidência sobre o destino do explorador surgir. Em 1826, um capitão de mar irlandês chamado Peter Dillon, descobriu com os nativos que um par de navios havia afundado perto da ilha de Vanikoro. Depois de navegar no local, Dillon recuperou âncoras e outros destroços, que mais tarde foram confirmados como partes dos dois navios de Lapérouse. Em uma reviravolta bizarra, os moradores também afirmaram que alguns dos homens, incluindo o "chefe" do grupo, haviam sobrevivido ao naufrágio, vivendo em Vanikoro por algum tempo, até construírem um precário barco e partirem para o mar. Se este "chefe" misterioso era de fato Lapérouse, isso significaria que o malfadado navegador sobreviveu por vários anos a mais do que originalmente se acreditava.


Sir John Franklin e Francis Crozier

10367680

Sir John Franklin e Francis Crozier estavam entre os exploradores polares mais famosos do século XIX, e seu desaparecimento provocou uma série de missões de resgate por décadas. Em 1845, a dupla levou dois navios em uma expedição para descobrir a Passagem Noroeste, a rota que ligava os oceanos Atlântico e Pacífico. Mas depois de passar a ilha de Baffin, em julho daquele ano, a expedição desapareceu sem deixar vestígios.

Somente dois anos depois de uma equipe de busca chegar à Inglaterra, foi que alguns dos terríveis detalhes do destino dos exploradores finalmente vieram à luz. As investigações revelaram que os navios de Franklin e Crozier ficaram presos em um bloco de gelo durante o inverno de 1846-1847. A  expedição levara suprimentos para três anos, entretanto, todas as dispensas tinham sido seladas com chumbo, que certamente contaminou os alimentos dos marinheiros. A tripulação logo tornou-se debilitada e delirante, devido ao envenenamento por chumbo, e pelo menos 20 homens, incluindo Franklin, pereceram em meados de 1848. Os nativos que entraram em contato com a expedição, mais tarde afirmaram que Crozier tentou levar os sobreviventes para o  sul, em busca de ajuda. Acredita-se que a maioria, se não todos os homens, tenham morrido durante a viagem, e, evidências recentes mostram que alguns se renderam até mesmo ao canibalismo. Patrocinados pela viúva de Franklin, cerca de 50 navios, tempos depois, viajaram para o Canadá na tentativa de localizar a expedição perdida, mas os corpos de Franklin e Crozier, juntamente com os destroços dos seus dois navios, nunca foram recuperados.


Peng Jiamu

56005497CFP001_Sand

Talvez o exemplo mais famoso de um explorador desaparecido em tempos modernos  seja o de Peng Jiamu, biólogo chinês que sumiu durante uma expedição ao deserto em 1980. Um dos mais amados aventureiros da China, Peng começou suas viagens no final de 1950. Participou de várias expedições científicas ao  deserto de Lop Nor, localizado ao noroeste da China,  muitas vezes descrito como um dos lugares mais secos do mundo. Em 1980, Peng liderou uma equipe de biólogos, geólogos e arqueólogos para Lop Nor, a fim de realizar uma nova pesquisa. Mas, depois de vários dias de viagem, ele abruptamente desapareceu de seu acampamento, depois de deixar um bilhete dizendo que estava saindo para encontrar água.

O governo chinês lançou uma busca maciça do deserto, porém, nenhum sinal de Peng  foi encontrado. De acordo com pessoas familiarizadas com os perigos do Lop Nor, o famoso biólogo foi provavelmente enterrado vivo por uma tempestade de areia ou esmagado por uma avalanche de terra solta. Seis esqueletos já foram recuperados de Lop Nor desde o desaparecimento do cientista, mas nenhum era o de Peng.

0 comments:

Post a Comment