Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha, como se fosse um bolo, foi dividida entre os Aliados. Logo surgiram as primeiras divergências porque entre os vencedores havia profundas diferenças ideológicas e modelos de Estados totalmente distintos.

Estados Unidos, Grã Bretanha e França queriam erguer uma nação forte e próspera das ruínas do Terceiro Reich, enquanto que a União Soviética pretendia aumentar ainda mais o sofrimento do povo alemão, sendo Moscou contrária a qualquer tipo de progresso, prosperidade ou iniciativa de melhorias econômicas para seus antigos inimigos.

Em 1948, o governo bolchevique de Stalin decidiu bloquear completamente os acessos rodoviários e ferroviários à Berlim, deixando a cidade sem alimentos, suprimentos médicos ou qualquer outra matéria-prima essencial para a sobrevivência das pessoas.

Essa atitude dos soviéticos gerou um conflito diplomático com o bloco formado por americanos, britânicos e franceses. Nascia a famosa Guerra Fria. Os Aliados Ocidentais passaram então a buscar meios para criar um acesso que lhes permitisse abastecer a capital alemã. Sendo assim, em 25 de junho de 1948 foi lançada a "Operação Vittles", cujo objetivo era enviar suprimentos por via aérea para o aeroporto de Tempelhof.

Candy Bombers
A ponte aérea para Berlim, nomeada Luftbrücke, começou a ajudar os berlinenses que já não tinham o básico para sobreviver devido ao bloqueio dos russos.

Mas como você sabe, a história não é feita de apenas grandes feitos e conquistas, mas também de pequenos atos, de pequenos gestos individuais que podem mudar o curso dos acontecimentos. Em um dos voos para entregar comida aos alemães, Gail Halvorsen, um piloto americano de 28 anos, lançou doces e chocolates amarrados em um lenço, como se fosse um paraquedas, para um grupo de crianças que aguardava a passagem do avião com a ajuda aliada.

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Gail Halvorsen, o primeiro piloto a lançar doces sobre Berlim


Esse ato solitário tornou-se algo muito maior quando outros pilotos decidiram seguir o exemplo de Gail e começaram a cobrir Berlim com pequenos paraquedas contendo guloseimas; nascia uma missão dentro de outra, que ficaria conhecida como "Operação Little Vittles".

Quando a notícia chegou aos ouvidos dos comandantes do exército americano, eles decidiram transformar o gesto em uma arma de propaganda política, cuja intenção era mostrar ao mundo o "quão bom era o capitalismo quando comparado ao comunismo". Para tanto, apoiaram a iniciativa, dando-lhe todo tipo de publicidade e repercussão, o que provocou a criação de programas específicos de doação de guloseimas para que fossem  lançadas às crianças berlinenses.

Várias foram as empresas de confeitaria que fizeram doações generosas de doces, que depois cairiam sobre Berlim em  pequenos paraquedas feitos especialmente para a missão.

Little Vittles
Os "Candy Bombers" ou "Raisin Bombers", como ficaram conhecidos os pilotos que transportavam e lançavam os doces, tornaram-se muitos populares e eram esperados com ansiedade pelas crianças de Berlim.

Após um ano do bloqueio soviético à Berlim ( 1948 – 1949 ), mais de 23 toneladas de chocolate, balas e doces foram lançadas sobre a cidade.

Hiroo Onoda morreu tranquilamente em Tóquio aos 91 anos, no dia 17 de janeiro de 2014. Nada mais corriqueiro, a não ser que este antigo soldado japonês viveu escondido na selva das Filipinas até 1974, pensando sempre que a Segunda Guerra Mundial ainda não tinha acabado.

Durante quase 30 anos depois da capitulação do império nipônico, este oficial dos serviços secretos, especializado em técnicas de guerrilha, viveu escondido na ilha filipina de Lubang, perto de Luzon. No coração da selva ele continuou a lutar contra um inimigo que já não estava lá, contra os insetos, contra a  malária, tudo  pelo Imperador, dando provas do incrível espírito de sacrifício japonês e de uma obediência total, que faz lembrar o "obushido", o código de honra dos samurais.

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Hiroo Onoda, depois de ser convencido de que a Segunda Guerra Mundial havia terminado.


Hiroo Onoda nasceu em 19 de março de 1922, em Kainan, Wakayama, na região central do Japão, sendo um dos sete filhos de Tanejiro e Tamae Onoda. Aos 17 anos ele foi trabalhar para uma empresa comercial em Wuhan, na China, ocupada pelas forças japonesa desde 1938. Em 1942 ele se juntou ao exército japonês, foi destacado para o treinamento especial e frequentou a Escola Nakano, centro de treinamento do Exército para oficiais de inteligência. Onoda estudou a táticas de guerrilha, filosofia, história, artes marciais, propaganda e operações encobertas.

Onoda tinha sido enviado para as Filipinas em 1944 com uma ordem formal: nunca se render e manter-se firme até à chegada de reforços. Juntamente com mais três soldados, obedeceu a estas instruções durante os anos que se seguiram ao fim do conflito, ignorando que os combates tinham terminado.

A existência destes quatro homens só foi conhecida em 1950, quando um deles decidiu sair da floresta e regressar ao Japão. Foi então possível largar por avião mensagens a Onoda e aos outros dois homens que a guerra tinha terminado há muito tempo e que Exército imperial tinha sido derrotado. Mas Onoda nunca acreditou que isso fosse verdade e continuou com os seus dois companheiros a vigiar instalações militares e, em certas ocasiões, a atacar soldados filipinos.

Para Onoda, a guerra não tinha terminado, o Império não podia ter sido derrotado! E quando, os B-52 americanos sobrevoaram as selvas filipinas em direção ao Vietnã, sua convicção  de que os combates continuavam, cresceu ainda mais.
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Onoda permaneceu por quase 30 anos escondido na selva, para sobreviver, ele roubava arroz e bananas de moradores locais, e abatia vacas para obter carne.

Depois da morte de um dos seus companheiros, as autoridades de Tóquio e de Manila continuaram à procura dos dois homens que permaneciam na selva há dez anos. Finalmente as buscas foram dadas como terminadas em 1959, já que as autoridades dos dois países se convenceram de que os dois soldados estavam mortos. Mas, em 1972, eles reaparecem para atacar tropas filipinas. Onoda consegue fugir, mas o seu último companheiro é morto.

Tóquio, capital do Japão democratizado e em pleno desenvolvimento econômico, decide então enviar membros da própria família de Onoda para o tentarem convencer a pôr fim aos combates, mas em vão. Posteriormente, Onoda explicaria ter acreditado que seus parentes tinham sido enviados por um regime-fantoche instalado pelos Estados Unidos em Tóquio.

Finalmente, foi preciso o seu ex-comandante embrenhar-se na selva para lhe ordenar que depusesse as armas e se rendesse. Em 1974, o governo do japonês encontrou o oficial comandante de Onoda, Major Yoshimi Taniguchi, que havia se tornado um livreiro. Taniguchi foi para Lubang e informou a Onoda da derrota do Japão na Segunda Guerra e ordenou-lhe a depor armas. Onoda saiu da selva 29 anos após o término da Segunda Guerra Mundial e aceitou a ordem do oficial comandante vestindo seu uniforme e espada, com seu rifle Arisaka 99 ainda em condições operacionais, com 500 cartuchos de munição e diversas granadas de mão, bem como a adaga que sua mãe havia lhe dado em 1944 para a proteção.

O governo filipino concedeu-lhe o perdão, embora muitos em Lubang nunca o tenham perdoado pelas 30 pessoas que ele matou durante a sua campanha na ilha.

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Onoda entrega sua espada ao presidente Ferdinand Marcos, em sinal de sua rendição, em 11 de março de 1974.


Hiroo Onoda era o último de dezenas de soldados japoneses que, nos quatro cantos da Ásia, recusando acreditar na derrota, decidiram continuar a lutar em nome do imperador Hirohito, muito depois da capitulação anunciada por este último no dia 15 de Agosto de 1945. Ficaram conhecidos como "holdouts",  “os loucos do Imperador”.

No seu regresso ao Japão em 1974, Hiroo Onoda explicou que durante os 30 anos que tinha passado no coração da selva filipina, só tinha uma única coisa em mente: “Executar as ordens”. Mas o Japão que Onoda encontrou já não era o país que ele conhecia: triunfante, conquistador, imperial. O Império tinha sido vencido, é certo, mas o país reconstruía-se a ritmo acelerado. E, acima de tudo, o Japão era agora um país pacifista, com uma Constituição made in USA em vigor desde 1947.
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Hiroo Onoda retornou ao Japão como um herói, embora ele e seus companheiros tivessem matado cerca de 30 filipinos após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Depois de um período passado numa fazenda no Brasil, Onoda regressa ao Japão. Em 1984, inaugura um campo de juventude onde ensina técnicas de sobrevivência, como aquelas que o ajudaram a manter-se vivo durante 30 anos no inferno da selva.

Estudar outros idiomas é uma das atividades mais enriquecedoras para o espírito humano. Às vezes, descobrimos palavras interessantes, vocábulos que sozinhos definem um conceito para o qual, em nossa língua, precisaríamos formular uma frase. Logicamente, nós, falantes do português, também temos as nossas preciosidades, temos palavras de causar inveja aos desafortunados incapazes de apreciar a beleza da última flor do Lácio. Mas, nesse artigo, a aventura é por outros idiomas, outras formas de ver, pensar e definir o mundo.


1 – Gumusservi

O luar brilhando sobre a água, em turco. Até os meteorologistas podem ser poetas na Turquia, tendo palavras como essa à sua disposição.

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2 – Shemomedjamo

Sabe quando você já está saciado, mas a comida é tão gostosa que você não consegue parar de comer? Os georgianos tem uma palavra para definir essa incapacidade!


3 – Ilunga

Em tshiluba, dialeto do Congo, é alguém capaz de perdoar uma ofensa pela primeira vez, de tolerá-la uma segunda vez, mas nunca uma terceira.


4 – Gigil

Em filipino, é a vontade de beliscar ou apertar algo ou alguém que é irresistivelmente bonito ou fofo.


5 – Olfrygt

Em dinamarquês arcaico, da época dos vikings, o medo de faltar cerveja, melhor definido como o pior pesadelo de Homer Simpson!

Olfrygt

 

6 – Zhaghzhagh


Em persa, é a vibração dos dentes causada pelo frio ou pela raiva.


7 - Bakku-shan

Para os japoneses é a experiência de conhecer uma mulher muito atraente quando vista de trás, mas não tão bela quando olhada de frente. No Brasil, temos um equivalente, o trocadilho um tanto infame: "Raimunda, feia de cara, boa de bunda".


8 – Neko-neko

Em indonésio, alguém que tem uma ideia criativa, mas que só piora tudo. Semelhante à nossa expressão "ideia de jerico".

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9 – Litost


Palavra da língua checa. Milan Kundera a descreveu como "um estado de tormento criado pela visão súbita da própria miséria".


10 – Ya’arburnee

Em árabe, essa palavra é a declaração de esperança de que você vai morrer antes de uma pessoa que você ama profundamente, porque não conseguirá viver sem ela.


11 – Tingo

No idioma rapanui, da ilha de Páscoa, pedir emprestado as coisas de um amigo até o coitado ficar sem nada, nosso verbo depenar, talvez se aproxime dessa ideia.


12 – Kummerspeck

Palavra alemã para o excesso de peso resultante de problemas emocionais.

Kummerspeck



13 - Greng-jai

Em tailandês é o sentimento que você tem quando não quer que uma pessoa faça algo por você, porque isso seria prejudicial a ela.


14 – Zeg

Em georgiano significa " o dia depois de amanhã".


15 – Umjayanipxitütuwa

"Eles é que me fizeram beber", desculpa fajuta usada pelos manguaceiros que se expressam em  aimara, idioma falado na Bolívia e no Peru.

No verão de 1944, a Alemanha se encontrava em uma situação desesperadora. Na Frente Oriental, o Exército Vermelho avançava rápida e impiedosamente; a oeste e ao sul, depois de tomar a Itália, o restante dos Aliados batia à porta dos nazistas. A inevitável derrota do Terceiro Reich parecia óbvia para todos, menos para Hitler. Ele segue obstinado em criar uma linha de defesa para proteger o território alemão, especialmente a capital Berlim. O Füher ordena o recrutamento de qualquer cidadão em condições de empunhar uma arma e para tanto ele cria a "Volkssturm", a tempestade do povo.


As terríveis perdas sofridas pelo exército alemão e os problemas em recrutar novos soldados, obrigaram os nazistas a modificar os anteriores parâmetros muito mais restritivos e a iniciar um recrutamento maciço e obrigatório de todos os homens com idade entre 16 e 60 anos, mediante um edito emitido pelo próprio Hitler.

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O edito de Hitler criando a Volkssturm

Entre outras coisas, o edito dizia:

"O inimigo tomou medidas para esmagar nosso império, para destruir o povo alemão e nossa ordem social, o objetivo final deles é o extermínio da raça alemã. [...] Mais uma vez, pela  nossa férrea força de vontade, a continuidade do Império e, portanto, da Europa, está assegurada. Mas, como nossos inimigos pensam que podem nos dar o golpe final, decidimos novamente usar o poder do nosso povo. [...] As intenções do nosso inimigo, o judaísmo internacional, para nos aniquilar, será destruído pela vontade do povo alemão."

Todos os novos recrutas que se juntaram a Volkssturm ficaram debaixo das ordens diretas do Partido Nazista. Membros da Juventude Hitlerista, veteranos da Primeira Guerra Mundial e mesmo outros alemães sem qualquer treinamento militar foram submetidos à uma preparação rápida, que devido à urgência, consistia quase tão somente em aprender a atirar.

A escassez de armas e munições, obrigou os alemães a tirar a poeira e a lubrificar velhos rifles, armas de colecionadores e até mesmo as apreendidas do inimigo. Os mais sortudos ganhavam uma "Panzerfaust" ( Punho blindado ), uma espécie de bazuca de fabricação rápida e barata, fácil de usar e considerada bastante efetiva como arma anti-tanque.

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Não havia uniformes para os novos recrutas. A maioria deles usava roupas civis com uma braçadeira vermelha e preta no braço esquerdo, muitos optaram por usar o uniforme dos seus trabalhos. A Volkssturm foi organizada em milícias compostas por 642 homens, que em teoria, teriam que defender as cidades em que foram  estabelecidas antes da invasão dos Aliados.

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Nem mesmo as mulheres foram poupadas do recrutamento


Com a pressão dos Aliados, muitos milicianos foram enviados para a frentes de batalha, a fim de suprir as perdas da Werhmacht. As únicas unidades da Volkssturm que tiveram alguma importância foram as que lutaram para defender suas cidades. Na Batalha de Berlim, cerca de 40 mil milicianos, formados principalmente de jovens e idosos, tornaram-se a última defesa da cidade contra o Exército Vermelho.

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Uma parada da Volkssturm em Berlim, em novembro de 1944.



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Coube aos meninos alemães defender Berlim dos ataques aliados


A eficiência da Volkssturm foi pouca, quase inexistente. Os recrutas não tiveram tempo para serem treinados, tampouco havia instrutores experientes. Quase todos os instrutores eram veteranos da Primeira Guerra Mundial, homens que nunca tinham enfrentado um exército moderno. Salvo alguns casos esporádicos em pequenas cidades, a Volkssturm teve pouco efeito sobre o avassalador avanço dos Aliados.

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Hitler condecora um jovem membro da Volkssturm. Essa fotografia foi feita em Abril de 1945, durante a Batalha de Berlim. Provavelmente, uma da últimas fotografias de Hitler com vida.

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Uma unidade da Volkssturm defendendo o Rio Oder, fevereiro de 1945



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Essa combinação de três fotografias mostra a reação de um adolescente de 16 anos, membro da Volkssturm, depois de  ser capturado pelas forças norte-americanas, em um local desconhecido na Alemanha, em 1945. Porém…

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… não foram todos os que tiveram a mesma sorte.

No início de 1900, Edward S. Curtis, fotógrafo baseado em Seattle, embarcou em um projeto de escala épica: viajar pelo oeste dos Estados Unidos e documentar as vidas dos nativos americanos ainda intocadas pela sociedade ocidental. Curtis, financiado por J.P Morgan, visitou mais de 80 tribos ao longo dos 20 anos seguintes, tendo feito mais de 40.000 fotografias, 10.000 gravações em cilindro de cera, bem como grandes volumes de notas e esboços. O resultado final foi um conjunto de 20 volumes de livros ilustrados com cerca de 2.000 fotografias, intitulado "O índio norte-americano." Nos mais de cem anos desde que o primeiro volume foi publicado, o trabalho de Curtis tem sido tanto elogiado quanto criticado. O puro valor documental de um projeto tão grande e profundo tem sido celebrado, enquanto que os críticos das fotografias se opuseram à perpetuação do mito do "bom selvagem" em retratos preparados para impressionar o homem branco. Voltemos ao passado agora, para o início do século XX, e deixemos que Edward Curtis nos mostre apenas alguns dos milhares de rostos que ele viu através de suas lentes [ ao clicar nas imagens, elas abrirão em outra janela, em tamanho grande ].

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Retrato de um nativo americano chamado Big Head, de 1905.

 
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À esquerda, Touro Amarelo, do povo Nez Perce. À direita, uma menina Hopi, 1905.

 
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Seis Navajos a cavalo, 1904.



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Esquerda: um homem do povo Mohave, vestindo um manto de pele de coelho,1907. Direita: Um jovem homem Yakama, 1910.



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Esquerda: Zosh Clishn, da Nação Apache, 1906. Direita: Bear Bull, ilustrando um antigo método Blackfoot de arranjar o cabelo.



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Jajuk,  um esquimó de Selawik, no noroeste do Alasca, 1929.



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Esquerda: Um homem Navajo vestido cerimonialmente como Nayenezgani, uma divindade Navajo. Direita: Tobadzischini, deus da guerra, 1904.



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Esquerda: Cabelo Preto, 1905. Direita:Nuvem Vermelha, 26 de dezembro de 1905



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Esquerda: Coruja Sentada, um chefe da nação Hidatsa, 1908. Direita: Uma menina do povo Taos, 1905.



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Esquerda: perfil de um homem Cheyenne, 1910. Direita: Um chefe do povo Apsaroke (Crow),  1908.



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Esquerda: Um integrante da tribo Koskimo, do povo Kwakiutl, vestindo uma roupa de corpo inteiro de pele, luvas de grandes dimensões e uma máscara de Hami ("coisa perigosa") durante a cerimônia Numhlim, 1914. Direita: Uma dançarina cerimonial vestido de Hamasilahl, uma entidade da mitologia Kwakiutl, durante a cerimônia da Dança de Inverno.



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Esquerda: Um homem nativo da ilha Nunivak, usando cocar com uma cabeça de pássaro de madeira na frente, 1929. Direita: Mosa, jovem do povo Mohave, 1903.



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Esquerda: Esposa de Modoc Henry, do povo Klamath, em 30 de junho de 1923. Direita: Três Águias, do povo Nez Perce, 1910.



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Esquerda: Águia da Manhã, do povo Piegan, 1910. Direita: Tah Ele Way, com o cachimbo da paz,  1905.


 
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Esquerda: Pássaro Falante, do povo Piegan, 1910. Direita: Nesjaja Hatali, pajé Navajo, 1904.



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Os convidados de um casamento do povo Kwakiutl chegam em canoas, Colúmbia Britânica, 1914.



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Esquerda: Pah Toi, do povo Taos, Novo México,1905. Direita: Uma mulher do povo Cahto, Califórnia, 1924.



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Esquerda: Ben Orelha Longa,1905. Direita: Hastobiga, pajé Navajo, 1904.



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Esquerda: A esposa de Touro Lento, Dakota, 1907. Direita:. Menina do povo Pomo, Califórnia.


Você pode ver a obra completa de Edward S. Curtis online [ link patrocinado ].


Na Antiga Roma, os gladiadores eram os  equivalentes dos lutadores do UFC. Suas batalhas na arena atraíam milhares de fãs, incluindo os homens mais importantes do dia. Tradicionalmente adquiridos como escravos, os gladiadores de sucesso arrebatavam milhares de simpatizantes, gostavam de presentes caros, e podiam até mesmo ganhar a liberdade, caso tivessem conquistado o número de vitórias suficientes. Nesse artigo estão descritos os dez gladiadores que experimentaram toda a glória e fama, tanto dentro como fora da arena, na Antiga Roma.

Tetraites

Tetraites foi originalmente descoberto por meio de pichações encontradas em Pompéia, em 1817, que ilustravam sua corajosa vitória sobre Prudes. Lutando no estilo mirmilão, ele usava uma espada curta, um grande escudo retangular, um capacete, protetores de braço e caneleiras. A extensão da fama de Tetraites só foi totalmente compreendida no final do século XX, quando foram encontradas cerâmicas em lugares tão distantes como a França e a Inglaterra, com ilustrações das vitórias do gladiador.

Pollice Verso, pintura de Jean-Léon Gérôme de 1872

Priscus e Verus

Não se sabe muito sobre esses dois rivais, apesar de sua luta final ser bem documentada. A batalha entre Prisco e Verus no primeiro século d.C. foi o primeiro combate de gladiadores no famoso Anfiteatro Flaviano, o Coliseu de Roma. Depois de uma vigorosa batalha que se arrastou por horas, os dois gladiadores se renderam um ao outro ao mesmo tempo, baixando suas espadas em respeito mútuo. A multidão, extasiada pela luta,  gritou em aprovação, e o Imperador Tito premiou a ambos com as rudis, uma pequena espada de madeira dada aos gladiadores no momento de sua aposentadoria. Priscus e Verus deixaram a arena como homens livres.

Spiculus

Spiculus, outro gladiador famoso do primeiro século d.C., teve uma especial relação de proximidade com o imperador Nero. Após inúmeras vitórias de Spiculus, Nero concedeu-lhe palácios, escravos e riquezas além da imaginação. Quando Nero foi deposto em 68 d.C., ele pediu a seus assessores para encontrar Spiculus, porque desejava morrer nas mãos do famoso gladiador. Mas Spiculus não pôde ser encontrado, então, Nero foi forçado a tirar a própria vida.

Marco Atílio

Apesar de ser um cidadão romano de nascimento, Atílio escolheu entrar na escola de gladiadores para tentar liquidar as pesadas dívidas contraídas durante a sua vida. Na primeira batalha ele derrotou Hilarus, um gladiador pertencente a Nero, que já havia vencido treze vezes seguidas. Em outro combate, Atílio derrotou Raecius Felix, que ganhara doze batalhas seguidas. Os feitos de Atílio foram narrados em mosaicos e pichações descobertas em 2007.

Carpoforo

Enquanto os outros gladiadores nesta lista são conhecidos por seus combates corpo-a-corpo contra outros seres humanos, Carpoforo era um famoso bestiarri. Esses gladiadores lutavam exclusivamente contra animais selvagens, e, sendo assim,  tinham carreiras muito curtas. Lutando no início do Anfiteatro Flaviano, Carpoforo ficou famoso por  derrotar um urso, um leão e um leopardo na mesma batalha. Em outro combate naquele dia, ele matou um rinoceronte com uma lança. No total, diz-se que ele matou vinte animais selvagens em um único dia, levando os fãs e os companheiros de arena a comparar Carpoforo com o mitológico Hércules.

Flamma

Flamma, um escravo sírio, morreu com a idade de trinta anos, depois de ter lutado trinta e quatro vezes e ter ganho vinte e um desses combates. Nove batalhas terminaram empatadas, sendo ele derrotado apenas quatro vezes. O mais admirável é que Flamma foi premiado com arudis quatro vezes. Quando a rudis era dada a um gladiador, ele era libertado e podia viver normalmente entre os cidadãos romanos, contudo, Flamma recusou a liberdade, optando por continuar a lutar na arena.
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Cômodo

Notoriamente interpretado por Joaquin Phoenix no filme Gladiador, Cômodo foi um imperador apaixonado pelos combates na arena. Sendo um egocêntrico narcisista, Commodus via-se como o maior e mais importante homem do mundo. Ele acreditava ser Hércules, indo tão longe nessa crença a ponto de vestir uma pele de leão como a usada pelo famoso herói mitológico. Mas na arena, Comôdo geralmente lutava contra gladiadores que estavam armados com espadas de madeira e abatia  animais selvagens que estavam presos ou feridos.
Como você deve imaginar, a maioria dos romanos não apoiava Comôdo. Suas falsas proezas na arena eram vistas como desrespeitosas, suas vitórias previsíveis eram tidas como espetáculos enfadonhos. Em alguns casos, ele capturava cidadãos romanos com deficiências físicas  e os matava na arena. Como prova de seu narcisismo, Comôdo cobrava um milhão de sestércios para cada apresentação, embora ele nunca tenha sido exatamente "convidado" a se apresentar na arena. Comôdo foi assassinado no ano 192, e acredita-se que suas ações como um "gladiador" encorajaram o seu círculo íntimo a matá-lo.

Criso

Criso, um gladiador gaulês, era o braço direito do número um  desta lista. Ele teve um sucesso notável na arena, mas se ressentia profundamente  de seu Lanista  – o líder da escola de gladiadores e seu "dono". Então, depois de conquistar a liberdade, ele lutou em uma rebelião de escravos, ajudando a derrotar alguns exércitos enviados pelo senado romano com relativa facilidade.
Depois de uma discursão com o líder da rebelião, no entanto, Criso e seus homens se separaram do grupo principal e se dirigiram para o sul da Itália. Essa manobra desviou a atenção das forças militares inimigas do grupo principal, dando-lhes um tempo precioso para escapar. As legiões romanas alcançaram Criso antes que ele pudesse se vingar das pessoas que o oprimiram por tanto tempo.

Espártaco

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6.000 seguidores de Espártaco foram crucificados na estrada entre Roma e Cápua.  Fedor Andreevich Bronnikov de 1878

De longe o mais famoso gladiador da história, Espártaco era um soldado trácio que tinha sido capturado e vendido como escravo. Lêntulo Batiato, de Cápua, deve ter reconhecido seu potencial, porque comprou Espártaco  com a intenção de transformá-lo em um gladiador. Mas a independência feroz de um guerreiro não é facilmente domada: em 73 a.C., Espártaco convenceu setenta de seus companheiros gladiadores, entre eles Crisus, a rebelarem-se contra seu senhor. Na revolta, Batiato foi assassinado e os gladiadores fugiram para as costas do vizinho Monte Vesúvio.

Enquanto fugia, o grupo ia reunindo homens livres e também muitos outros escravos, tornando-se assim um grande e poderoso exército. Os gladiadores passaram o inverno de 72 a.C. a treinar os escravos recém-libertados, em preparação para o que hoje é conhecido como a Terceira Guerra Servil, com suas fileiras chegando a abrigar até 70 mil pessoas. Legiões inteiras foram enviadas para matar Espártaco, mas  foram facilmente derrotadas pelo espírito de luta e experiência dos gladiadores.

Em 71 a.C., Marco Licínio Crasso juntou 50.000 soldados romanos bem treinados para perseguir e derrotar Espártaco. Crasso encurralou Espartacus no sul da Itália, derrotando suas forças, e matando o ex-escravo ( o corpo de Espártaco, contudo, nunca foi encontrado ). Seis mil seguidores de Espártaco foram capturados e crucificados ao longo da  Via Ápia, a estrada de Cápua a Roma.

O quadro que você vê abaixo, data do final do século XIX, cerca de 66 anos após o 7 de setembro que mudaria a história e transformaria o Brasil, então colônia portuguesa, em uma nação independente. Eternizada como a imagem da Independência, a tela de Pedro Américo foi encomendada pelo Imperador Dom Pedro II como forma de celebrar os feitos da monarquia brasileira, a esta altura bastante ameaçada pelos ideais republicanos. Confira a verdade sobre alguns mitos que se propagaram sobre o 7 de setembro de 1822.

Indepêndencia do Brasil

Dom Pedro I não proclamou a Independência do Brasil montado em um magnífico cavalo

Na verdade D. Pedro montava um animal de carga, provavelmente uma mula, estava vestido como um tropeiro, não em uniforme militar, e os dragões da Independência ainda não existiam. A guarda de honra era formada por fazendeiros, cavaleiros e pessoas comuns das cidades do Vale do Paraíba, por onde o príncipe passara alguns dias antes a caminho de São Paulo. Além disso, uma testemunha do Grito (o coronel Marcondes, futuro Barão de Pindamonhangaba) registrou em suas memórias que D. Pedro estava com dor de barriga devido a algum alimento estragado que havia comido no litoral paulista. A cena real é bucólica e prosaica, mais brasileira e menos épica do que a retratada no quadro de Pedro Américo. Os Dragões da Independência, a guarda fardada e imponente que aparece na tela não existia na época do grito original às margens do Ipiranga.


O quadro de Pedro Américo é suspeito de ser um plágio

Além da glamourização do "Independência ou Morte!" ,  o brado de Dom Pedro às margens do rio Ipiranga, outra questão polêmica é a suspeita de que o quadro de Pedro Américo seja um plágio de uma outra obra famosa, Napoleão em Friedland, de autoria do pintor francês Jean Louis Messonier e exposta atualmente no Metropolitan Museum de Nova York. Os dois quadros são quase idênticos, mas o de Messonier é mais antigo que o de Pedro Américo".

O Hino da Independência não foi composto em 7 de setembro de 1822

D. Pedro I era de fato um músico talentoso, capaz de fazer composições de qualidade bastante razoáveis para a época. Ainda assim, seria extraordinário que ele, no intervalo de apenas cinco horas, entre o Grito do Ipiranga e as celebrações noturnas em São Paulo, tivesse composto e ensaiado um hino de estrutura bastante complexa como o da Independência. Isso jamais aconteceu.

Dom Pedro compondo o hino da independencia
Para se comemorar a Independência foi tocado a Hino Constitucional Português

A música executada na noite da Independência foi o Hino Constitucional Português, de Marcos Antônio Portugal, amigo e professor do príncipe regente. A música do atual Hino da Independência foi composta por D. Pedro, mas numa data posterior. A letra é de um poema chamado “Brava Gente”, de autoria do jornalista Evaristo da Veiga. A história oficial se encarregou de propagar a versão de que a noite de 7 de setembro de 1822 em São Paulo teria sido épica, de celebrações, discursos e composições inspiradas.

Veja: O significado das palavras do Hino Nacional Brasileiro


O Brasil não deixou de ser colônia de Portugal no dia 7 de setembro de 1822

Naquela época, uma viagem de navio entre o Rio de Janeiro e Lisboa demorava cerca de dois meses, o que significa que as notícias a respeito do 7 de setembro de 1822 só chegaram a Portugal em novembro de 1822. A reação foi imediata. Os portugueses se mobilizaram para enviar mais tropas ao Brasil e tentar subjugar pela força os adeptos da Independência. A guerra só terminaria em novembro de 1823.


A Independência do Brasil não foi um processo pacífico

Segundo cálculos dos historiadores, morreram cerca de cinco mil pessoas nos confrontos entre portugueses e brasileiros, o que desmente também um outro mito segundo o qual a Independência brasileira teria sido um processo pacífico, resultado de uma negociação entre pai e filho, ou seja, D. João VI e D. Pedro. Isso não é verdade. Muita gente pegou em armas e morreu defendendo a autonomia do Brasil, especialmente na Bahia e nos  outros estados do nordeste.

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O Brasil teve que pagar pela Independência

Portugal só reconheceu a Independência do Brasil em 1825, mediante uma indenização de dois milhões de libras. Com parte desse valor, a antiga metrópole cobriria alguns dos gastos para impedir que o Brasil se tornasse uma nação independente. Depois de ganhar a guerra caberia aos brasileiros ressarcir os prejuízos dos adversários derrotados. No entanto, a assinatura desse tratado abriu caminho para o reconhecimento da nação que surgia no Novo Mundo. Fonte

Em 3 de janeiro de 1924, o arqueólogo britânico Howard Carter, que estava escavando a câmara mortuária de Tutancâmon, no Vale dos Reis do Egito por quase dois anos, encontrou o maior tesouro de sua vida, uma tumba de pedra contendo três sarcófagos, o último deles, feito de ouro maciço, continha os restos mortais de Tutancâmon, o faraó menino.

A tumba de Tutancâmon e as riquezas que ela guardava, alimentariam uma obsessão mundial pelo Egito Antigo, em especial, pelo governante morto há muito tempo, que reinou por apenas uma década, há cerca de 3.300 anos. No aniversário da lendária descoberta de Carter, exploremos seis fatos surpreendentes sobre o faraó adolescente e seu lugar de descanso final.


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1 – Nunca existiu a maldição de Tutancâmon

Quando Carter entrou pela primeira vez no túmulo do faraó Tutancâmon em novembro de 1922, seu financiador George Herbert, um senhor rico com uma paixão pela egiptologia, estava ao seu lado. Quatro meses mais tarde, Herbert morreu de uma infecção no sangue, causada por eripsela, certamente contraída pela picada de um mosquito infectado.

Os periódicos especularam que o aristocrata inglês havia sido vítima da "maldição da múmia",  supostamente inscrita em uma tabuleta de argila fora do túmulo de Tutancâmon. Os rumores ecoaram novamente após as mortes súbitas de outras pessoas que haviam visitado o Vale dos Reis. Acontece, porém, que jornalistas sensacionalistas fabricaram a história da inscrição. E, em 2002, cientistas examinaram as taxas de sobrevivência de 44 ocidentais que estiveram no Egito durante a escavação de Carter, concluindo que eles não correram nenhum risco de morrer prematuramente, a não ser, é claro, os que são comuns a todos os filhos da humanidade.


2 – A morte prematura de Tutancâmon foi provavelmente acidental

Durante anos, especulou-se que a morte do rei Tutancâmon, aos 19 anos,  resultara de um golpe na cabeça, causado, talvez, por um rival assassino. Mais recentemente, no entanto, os especialistas determinaram que o dano no crânio de sua múmia ocorreu após a morte, durante o processo de embalsamento ou nas mãos da equipe de Carter. Assim sendo, como o rei menino morreu?

Em 2005, um estudo revelou que ele quebrou a perna e desenvolveu uma infecção no ferimento pouco antes da morte. Segundo uma teoria, o faraó sofreu a contusão ao cair do seu carro durante uma caçada. Enquanto isso, testes de DNA feitos em 2010, sugeriram que Tutancâmon tinha malária, o que pode ter agravado a infecção na perna ou o levado a cair, em primeiro lugar. Teorias alternativas sobre a morte do faraó Tutancâmon pululam por aí, incluindo a hipótese de que ele sucumbiu à mordida letal de um hipopótamo furioso.

Howard Carter e a múmia de Tutancâmon

3 – Tutancâmon reverteu as reformas religiosas feitas pelo seu pai

Os historiadores descrevem o reinado de Tutancâmon como em grande parte sem intercorrências, mas o jovem faraó fez pelo menos uma grande reforma. Seu pai, Aquenáton, considerava o deus Aton como a divindade mais importante do panteão egípcio e incentivava seu culto acima de todos os outros. Aquenáton também transferiu a capital egípcia de Tebas para um nova cidade dedicada a Aton. A Tutancâmon é dado o crédito de ter revertido essas mudanças religiosas impopulares, restaurando o deus Amon à sua antiga glória e trazendo a capital de volta para Tebas. Ele abandonou seu nome original, Tutankhaten ("imagem viva de Aton"), para Tutancâmon ("imagem viva de Amon").

-  11 fatos sobre o Antigo Egito que você desconhece


4 – Tutancâmon foi, provavelmente, o produto de incesto

Em 2010, pesquisadores que realizaram análises de DNA nos restos mortais do faraó Tutancâmon e de seus parentes, fizeram um anúncio chocante. O rei menino, acreditavam eles, era o produto do incesto entre o faraó Aquenáton e uma de suas irmãs. A endogamia era galopante entre os membros da realeza egípcia, que se viam como descendentes dos deuses e desejavam manter a pureza das linhagens. Os peritos afirmam que essa tendência contribuiu para a maior incidência de defeitos congênitos, tais como fenda palatina os pés tortos, entre os antigos governantes egípcios. Tutancâmon também acabaria por casar-se com a filha de seu pai,  sua meia-irmã  Anchesenamon.


5 – Tutancâmon não foi sepultado sozinho

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Zahi Hawass, supervisor de antiguidades do Egito, coordena a remoção de Tutancâmon do seu sarcófago


Aventurando-se mais no túmulo de Tutancâmon, Carter descobriu uma sala de tesouro repleto de objetos funerários inestimáveis, incluindo estátuas de ouro, joias rituais, pequenos barcos que representam a viagem para o submundo e um santuário para os órgãos embalsamados do faraó. A câmara também guardava dois sarcófagos em miniatura com fetos dentro deles. Testes recentes de DNA sugerem que uma das múmias é a da filha natimorta de Tutancâmon e que a outra, provavelmente também era de seu filho. Especialistas acreditam que Tutancâmon não deixou herdeiros vivos, talvez porque ele e Anchesenamon só podiam conceber filhos com doenças congênitas fatais.


6 – Três milênios depois de sua morte, o outrora desconhecido Tutancâmon tornou-se um mito de popularidade

Durante vários anos seguintes à descoberta de Carter, nenhum governante, vivo ou morto, era mais popular do que o faraó menino do Egito. Anteriormente uma nota menor no tomo da história egípcia, Tutancâmon tomou o mundo de assalto. Mulheres usavam braceletes de serpentes e vestidos  inspirados na icônica máscara funerária do faraó; múmias assombravam as telas dos cinemas; dançarinas no Folies Bergère, em Paris, executavam coreografias de temática baseada em Tutancâmon. A "Tutmania", como o movimento ficou conhecido, voltou a varrer os Estados Unidos quando uma coleção de objetos do túmulo do faraó percorreu o país de 1977 a 1979. A mania chegou a tal ponto febril que o comediante Steve Martin a ridicularizou em sua canção de 1978 chamada "King Tut" [ veja o vídeo – link patrocinado ].
Iniciaremos hoje nossa seção de links da semana. São matérias que me chamaram a atenção e que desejo partilhar com os leitores do blog. Nessa primeira edição selecionamos desde um excelente artigo sobre gerar tráfego para blogs até uma bem humorada postagem sobre as manchetes de um conhecido jornal carioca. Para não ficar na mesmice, faço um breve comentário abaixo de cada link.

7 simples passos para você gerar mais tráfego para seu site ( garantido )

Ninguém escreve para si mesmo, logicamente, escrevemos para que outros leiam. Mas, nesse gigantesco turbilhão chamado internet, quase tudo desaparece no mais completo anonimato. O segredo da sobrevivência é atrair visitantes para o nosso blog, atrair leitores para os nossos escritos. Nesse artigo, que me foi bastante útil, Henrique Carvalho nos fala sem falsas promessas de técnicas simples, de dicas que nos ajudarão a permanecer na superfície da blogosfera.


11 capas do jornal Meia Hora, do Rio de Janeiro

Criar manchetes para notícias triviais e até mesmo tristes, tem lá os seus desafios. Nesse assunto, ninguém supera o jornal carioca Meia Hora. Usando e abusando do bom humor, de cacófatos e de uma certa poesia, eles conseguem chamar a nossa atenção para qualquer assunto.


12 coisas que você não sabia sobre a Marvel

Como as calças do Hulk crescem quando ele se transforma, continua um mistério, mas há outros pequenos segredos que a Marvel já deixou vazar. Deve ter sido na transferências dos arquivos para a Disney.

Antes que eles desapareçam para sempre

Magnífico projeto do fotógrafo britânico Jimmy Nelson, onde são documentadas as tradições e os costumes de diversos povos ao redor do mundo. Percorrendo as fotografias disponibilizadas no site, temos a confirmação de que a beleza reside na diversidade.

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O esconderijo de Anne Frank

Faça um tour virtual pelo esconderijo de Anne Frank, onde a adolescente judia escreveu o famoso diário relatando as experiências do período em que sua família se escondeu da perseguição nazista