Algumas pessoas afirmam que formas de vida alienígenas visitaram a Terra ao longo das eras. Segundo essa teoria, nossa história tem sido profundamente influenciada por esses astronautas de outros mundos. No entanto, é impossível provar tais alegações. A maioria dos indícios são facilmente descartados como fraudes ou como simples mal-entendidos.

Mas, e se os viajantes das estrelas realmente deixaram algo para trás? Ou que dizer dos artefatos que pessoas de tempos antigos construíram para honrar o que só poderia ser um visitante de outro planeta? Há muitos objetos estranhos no mundo, alguns enigmáticos, outros feitos pelo homem, que supostamente provam a existência de vida extraterrestre.

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O pintor italiano Ventura Salimbeni é responsável por uma das mais misteriosas pinturas  da história. A "Disputa da Eucaristia", uma pintura do século XVI, também conhecida como "A Glorificação da Eucaristia" é um trabalho de três partes. As duas últimas partes são relativamente normais: elas retratam uma série de autoridades religiosas e um altar. No entanto, a parte de cima mostra a Santíssima Trindade (Pai, ​​Filho e uma pomba representando o Espírito Santo), olhando para baixo. . . e segurando o que parece ser um satélite no espaço. O objeto é grande e esférico, com um acabamento metálico, antenas telescópicas e luzes estranhas. Na verdade, muito semelhante a um velho satélite Sputnik.

Apesar dos ufólogos e dos teóricos dos antigos astronautas afirmarem que a obra prova a existência de vida extraterrestre ou talvez de viajantes do tempo, especialistas em arte foram rápidos em contradizer tais opiniões. Segundo eles, o estranho objeto é uma Sphaera Mundi, uma representação do universo que costumava ser comum na arte religiosa. As estranhas luzes no "satélite" são apenas o sol e a lua, e as suas antenas são cetros representando a autoridade do Pai  e do Filho.


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Um russo encontrou o estranho objeto da figura acima em Vladivostok, a capital administrativa da área de Primorsky Krai. O artefato que se parece com um pedaço de alguma engrenagem, estava encravado em um pedaço de carvão que seria usado para acender a fogueira. Embora pedaços descartados de máquinas antigas não sejam incomuns na Rússia, o homem ficou curioso e mostrou seu achado à alguns cientistas. Testes revelaram que o objeto é de alumínio quase puro e  que não poderia ter se formado naturalmente.

Além disso, o objeto foi datado em  300 milhões anos de idade. Isso levantou algumas questões interessantes, já que  alumínio com esse grau de  pureza e com esse formato não pode formar-se naturalmente e os seres humanos só descobriram como fazê-lo em 1825. Curiosamente, o objeto também se assemelha a partes que são usadas em microscópios e em outros dispositivos de técnicas delicadas.

Embora os ufólogos mais exaltados tenham sido rápidos em declarar que encontraram uma parte de uma nave alienígena, os cientistas que analisaram o objeto não estão dispostos a tirar conclusões precipitadas e pretendem executar novos testes, a fim de aprender mais sobre o misterioso artefato.


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A tapeçaria conhecida como Triunfo do Verão foi criada em Bruges (capital da província de Flandres Ocidental, na região flamenga da Bélgica) em torno de 1538. Atualmente, ela está em exposição no Museu Nacional Bayerisches.

Triunfo de verão é famosa (ou infame) entre os teóricos da conspiração porque mostra claramente discos voadores pairando nos céu. Embora essa presença seja desconcertante, alguns especulam que eles podem ter sido adicionados na tapeçaria (que retrata a ascensão de um governante vitorioso ao poder), a fim de conectar os UFOS ao governante como símbolo de uma intervenção divina. Isso, logicamente, levanta mais perguntas do que respostas, uma delas: como os belgas do século XVI conheciam discos voadores e mentalmente os conectavam à uma divindade?


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Pesquisadores que analisaram os restos de um meteorito que caiu no Sri Lanka, descobriram muito mais do que apenas pedaços de rocha espacial. Eles encontraram um artefato alienígena, no sentido mais literal: um artefato feito de aliens reais. Dois estudos separados descobriram que o meteorito contém fósseis e algas cuja origens são claramente extraterrestres.

O professor Chandra Wickramasinghe, o investigador principal no primeiro estudo, diz que os fósseis fornecem evidência convincente da panspermia (a hipótese de que a vida existe em todo o universo e é disseminada por meteoritos e outros detritos espaciais sólidos). No entanto, ele tem os seus críticos. Wickramasinghe é conhecido por ser um entusiasta da panspermia com uma tendência a dizer que quase tudo é de origem extraterrestre. Além do mais, os traços de vida que o meteorito contém são, na verdade, espécies de água doce comumente encontradas na Terra, o que parece indicar que o objeto tenha sido contaminado durante a sua estadia no nosso planeta.


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Os incas e outros povos pré-colombianos nos deixaram  alguns artefatos extremamente intrigantes. Os mais estranhos são, provavelmente, os chamados aviões antigos, objetos pequenos e dourados que se assemelham aos modernos aviões a jato. Antes, pensava-se que as estatuetas tinham sido feitas apenas para se parecerem com animais, porém, com o crescimento da ufologia, as características desses objetos foram associadas à aviões de combate, desde caudas de estabilização até trens de pouso. Tamanha é a aerodinâmica deles que os crentes dos astronautas antigos construíram modelos de aviões com as proporções das estatuetas, equipando-os com hélices e  motores a jato, aeromodelos que voaram com perfeição [ veja o vídeo ]. Tudo isso levou à especulações de que os incas pudessem ter estado em contato com extraterrestres ou com pessoas ( vindas do futuro ? ) capazes de construir aeronaves avançadas.

Bem, talvez os objetos tenham sido inspirados em carruagens espaciais ou talvez essas estatuetas maravilhosas sejam apenas representações artísticas de abelhas, peixes voadores ou outras criaturas aladas. Como sempre, a beleza ( ou a espaçonave ) está nos olhos de quem vê.

Veja também: 10 criações humanas atribuídas a aliens


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O sítio arqueológico de Al Ubaid no Iraque é uma mina de ouro para arqueólogos e historiadores. Ele rendeu inúmeros objetos de um tempo pré-sumério chamado Período Ubaid (5900-4000 antes de Cristo). No entanto, alguns desses objetos são bastante perturbadores. Uma série de estátuas de Ubaid retratam estranhas figuras humanoides semelhantes a lagartos em poses únicas, fora de qualquer cerimônia, o que parece indicar que não se tratava de deuses (como os deuses com cabeças de animais do Egito), mas sim, de uma raça de seres inteligentes com características répteis.

Sem surpresa, as estátuas foram arrastadas para histórias e teorias de alienígenas reptilianos que costumavam vagar pela terra (e que talvez ainda o façam, de acordo com os teóricos da conspiração). Embora isto pareça improvável, a  verdadeira natureza desses objetos permanece um mistério.

"A primeira coisa que reconheci foi o vestido com motivos florais, ele era muito exótico para a época e na única foto que tenho de minha avó, ela estava usando esse vestido".  Essas palavras são de Jennifer Teege, uma alemã que acaba de escrever sua própria biografia: Amon – Meu avô teria me matado a tiros; um livro com um achado histórico tão surpreendente quanto inesperado: Amon Göth, o comandante nazista conhecido como o "carniceiro de Plaszow" , cuja crueldade foi magistralmente retratada por Ralph Fiennes no filme A lista de Schindler, teve uma neta negra. Essa neta é Jennifer, agora uma mulher com 42 anos. Monika, a mãe de Jennifer, é filha de Göth com sua secretária no campo de concentração. Jennifer nasceu do romance de Monika com um estudante nigeriano.

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"Eu reconheci o vestido florido de minha avó em um livro da capa vermelha que tirei da prateleira da Biblioteca de Hamburgo por acaso." – conta Jennifer, que trabalha com publicidade, é casada e mãe de dois rapazes. "Eu estava andando pela seção de psicologia e história. Eu sofri de depressão durante quase toda a minha vida e procurava algo para ler quando o volume de capa vermelha me chamou a atenção. O título do livro, escrito por uma certa Monika Hertwig, um pseudônimo usado por minha mãe, perguntava: Devo amar meu pai? Certo?

"Eu comecei a folhear o livro, vi fotografias que me eram familiares e encontrei os dados biográficos de minha mãe e de minha avó. Quando eu descobri quem era meu avô, não consegui ir para casa sozinha." Naquelas páginas, Jennifer descobriu o que sua mãe nunca quis lhe revelar: ela era neta de Amon Göth, um vienense nascido em 1908 que em 1930 havia ingressado no nazismo e que em 1943 fora nomeando comandante do campo de concentração de Plaszow, na Polônia ocupada pela Alemanha nazista, onde ele demonstrou extrema crueldade para com os presos. Entre outros sinistros atos de barbárie, Göth costumava atirar de sua varanda em prisioneiros judeus que andavam pelo pátio do campo. "Meu pai atirou em mulheres que carregavam bebês nos braços." – escreveu Monika no seu livro. "Me atormenta imaginar o quanto dele pode haver em mim." Quando Jennifer nasceu, Monika a entregou para uma instituição de freiras. "Minha mãe vinha me visitar regularmente, também  minha avó me visitou algumas vezes, mas elas nunca falaram sobre a história da família." – diz Jennifer.

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Rute Irene Kalder com a filha Monika

A avó de Jennifer, Rute Irene Kalder, era uma ex-atriz que, primeiro se tornou secretária de Göth e depois, amante do nazista. Em novembro de 1944, Göth foi preso pela Gestapo, acusado de se apropriar de bens judeus, que pela lei dos nazistas pertenciam ao Terceiro Reich – ele foi intimado a comparecer perante um júri da SS. O iminente fim da guerra e a aproximação cada vez maior dos Aliados, impediram esse julgamento e Göth foi enviado para uma base militar numa cidade da Alemanha, lá, os médicos diagnosticaram que ele tinha doenças mentais e o internaram num sanatório, onde ele foi capturado por tropas norte-americanas em maio de 1945. Entregue aos poloneses, Göth foi julgado e condenado à morte, sendo enforcado, num local perto do antigo campo da morte que comandou, em 13 de setembro de 1946, aos 37 anos. Monika tinha apenas um ano de idade. Ruth sempre defendeu o amante, ela se suicidou com comprimidos em 1983, abraçada a um retrato de Göth.

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Amon Göth logo após sua prisão em 1945.

Aos quatro anos, Jennifer foi morar com a família que a adotaria. "Depois disso, não tive mais contato com a minha mãe. Ela também já não usava mais o nome de solteira e eu não recebia muitas informações do órgão responsável pela adoção", conta Jennifer, que fala hebraico e viveu quatro anos em Israel.

Ao ver a foto e o nome da mulher no livro encontrado na biblioteca de Hamburgo, porém, as lembranças voltaram à tona. Ela se recordou de como, ainda criança, escrevera o nome Jennifer Göth em seu primeiro caderno - o sobrenome, depois, acabou trocado pelo da família adotiva. "A descoberta me deixou completamente transtornada", conta ela, que pediu para o marido buscá-la na biblioteca e passou dias sem sair de casa - primeiro para ler o livro, depois para absorver o impacto de suas páginas.

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Nos quatro anos em que viveu em Israel, para onde foi com 20 anos para se dedicar a estudos sobre o Oriente Médio e sobre a África, Jennifer já sentira um certo mal-estar por causa de sua nacionalidade alemã. Com a descoberta de suas origens, o temor era que seus dois principais amigos em Israel pudessem se afastar. A resposta deles, narrada no livro, a tranquilizou: "O Holocausto está no nosso DNA. Mas que culpa você tem? Você é a Jenny. Deixa disso."

Há algum tempo atrás, escrevi uma postagem sobre tradução cujo mote era: e se as bandas brasileiras fossem americanas? Hoje retomo a brincadeira, desta vez com as nossas gloriosas bandas de axé e forró.

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BLACK PANTIES


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WING OF EAGLE


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THIS IS TCHAN


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LEWD GIRL


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BUBBLE GUM WITH BANANA


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SPEAKSMEEK


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SMELL OF LOVE
 
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AIRPLANES OF FORRÓ


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LEMON HONEY


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POISONS OF FORRÓ

Existem poucas fotografias em cores genuínas da Primeira Guerra Mundial, e hoje elas aparecem muitas vezes ao lado de fotografias monocromáticas que foram retrospectivamente retocadas na cor. Essas fotografias oferecem uma visão emocionante das paisagens através da qual valentes soldados caminhavam, da lama e do sangue de Passchendaele às ruas das cidades onde mães enlutadas choravam por seus filhos.

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Dois soldados olham para o corpo do companheiro caído em batalha
 
 
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Artilheiros franceses tentam derrubar um avião

A maioria dessas fotografias foram digitalizadas por Gallica, o setor digital da Biblioteca Nacional da França. Embora a origem das fotos seja incerta, acredita-se que elas possam ser autocromos tirados pelo fotógrafo francês Jean-Baptiste Tournassoud - um amigo dos primeiros cineastas, os irmãos Lumière, que em 1903 patentearam o primeiro processo de fotografia colorida.

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Durante a Primeira Guerra Mundial, o exército francês contava com mensageiros de bicicleta para passar informações entre as linhas. Eles também tinham telégrafo e linhas telefônicas, mas estes eram vulneráveis ​​à sabotagem e à queda das bombas alemãs. Esse mensageiro, durante um momento de descanso, está desfrutando de um pedaço de pão e uma xícara de chá. Bem merecidos, eu diria.

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Soldados senegaleses do exército francês


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Essas crianças estão brincando entre as ruínas de Reims, que fica a 129 quilômetros a nordeste de Paris. Como estava perto do Front Ocidental, Reims foi severamente atingida pelo bombardeio alemão e pelos ataques subsequentes durante as hostilidades da Primeira Guerra Mundial.

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A charcutaria é um açougue francês, que, antes de existir o moderno sistema de refrigeração, era especializada  na venda de frios e carnes bem preservadas. Esta loja em particular, em Reims, está surpreendentemente bem abastecida, parece que o soldado não teve problemas com seu almoço. Observe a  frágil tentativa de se fazer uma barricada na janela do lado esquerdo; como já foi dito acima, esta cidade sofreu muito com o bombardeio alemão. É notável que a vida cotidiana pareça ter seguido normalmente  em Reims, ao longo da Primeira Guerra Mundial.

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Um soldado australiano colhe anêmonas na Palestina, foto de Frank Hurley


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A menina brinca com a boneca, enquanto  que rifles encostados na parede, bem ao lado dela, lembram que a Grande Guerra continua. A imagem é uma justaposição poderosa. É fácil esquecer, que, mesmo agora, enquanto levamos vidas com um certo grau de comodidade, milhares de pessoas sofrem com o flagelo da guerra.

Se você já viu o filme O 13º Guerreiro ( The 13th Warrior ), talvez saiba que ele é baseado em um romance de Michael Crichton chamado Eaters of the Dead ( Devoradores de Mortos ). O que você talvez não saiba é que o personagem interpretado por Antonio Banderas, Ibn Fadlan, é inspirado em uma pessoa real. Como no filme, esse personagem histórico chamava-se Ahmad Ibn Fadlan ibn al-Abbas ibn Rashid ibn Hammad. Ele foi secretário de um embaixador enviado por Al-Muqtadir, califa de Bagdá, para negociar com o rei dos búlgaros, na região do Alto Volga, em torno do ano 920.

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Infelizmente para Ibn Fadlan e para o resto de sua comitiva, a viagem, que era cheia de perigos, nunca chegou ao seu destino final, porque eles foram interceptados por um grupo chamado por Ibn Fadlan em sua crônica de rus ou rūsiyyah, que os tomou como prisioneiros. Esses rūsiyyah, pessoas que haviam partido da península escandinava para estabelecer  postos de comércio no Alto Volga, eram de acordo com a maioria dos historiadores, um grupo de truculentos e temíveis vikings  (outros sugerem uma origem eslava ). Após o encontro, Ahmad Ibn Fadlan ficou fascinado pelos costumes desse povo e deixou suas impressões por escrito de tudo o que viu.

Durante muito tempo, os estudiosos conheciam apenas um fragmento desse manuscrito, intitulado Risala (literalmente, "descrição de uma viagem"), que tinha sido preservado através de um dicionário elaborado pelo geógrafo sírio Yaqut. Felizmente, em 1923, foi descoberta uma cópia integral do texto de Ibn Fadlan na Biblioteca de Astan Quds Razavi (Irã). Hoje, ele é uma das maiores e mais valiosas fontes históricas sobre esses antigos povos do norte e de seus costumes.

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Assim escreveu Ibn Fadlan sobre os que  haviam se tornado seus inesperados senhores: "Eu nunca vi pessoas com um corpo tão perfeito, são como palmeiras e tem a pele rosada. Não usam cafia nem caftan, os homens usam uma vestimenta que cobre metade do corpo. Cada um carrega um machado, uma espada ou uma faca. As espadas são largas com com os cabos bem ornamentados. Cada indivíduo tem, desde a unha do pé até o pescoço, inúmeras tatuagens. Toda mulher carrega em seu peito uma caixa de prata, chumbo ou ferro, conforme a condição social do marido. Cada caixa tem um anel ao qual está atado uma faca, que também assentam no peito. Elas usam colares de ouro e prata em volta do pescoço. "

Para alguém de educação e maneiras refinadas como Ibn Fadlan, alguns dos costumes dos  vikings certamente eram desagradáveis, especialmente aqueles que tinham a ver com a higiene (ou melhor, com a falta dela). Assim descreveu o enviado do califa de Bagdá, os detalhes da limpeza diária de seus captores, costumes que foram retratados em uma das cenas do filme estrelado por Banderas: "Eles são as criaturas mais sujas de Alá. Não se limpam após suas necessidades corporais nem após a relação sexual, muito menos lavam as mãos antes ou depois de comer. Sem exceção, todos os dias, lavam o rosto e o corpo na mais suja e imunda água que se possa imaginar. Cada um assoa o nariz e cospe na mesma bacia em que o rosto e o cabelo são lavados. "

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Mais interessantes são os seus comentários sobre alguns dos costumes funerários dos rūsiyyah, como o relato de um funeral de um chefe viking: "Eles me disseram que quando um dos seus chefes morre, o corpo dele é consumido pelo fogo. Quando eu soube que um de seus líderes havia morrido, eu quis ver a cerimônia com meus próprios olhos. Primeiro o deixaram na tumba durante dez dias, até terminarem de fazer as roupas fúnebres do falecido. Eles reuniram os bens do morto e dividiram em três partes. A primeira foi para sua família. A segunda foi gasta em roupas e com a terceira compraram bebidas que tomariam no dia de sacrificar uma moça que partiria com seu mestre. "

Essa prática incomum, o sacrifício de um menino ou menina no funeral de um chefe, foi sem dúvida uma das que  mais atraiu a atenção de Ibn Fadlan: "Quando um de seus chefes morre, sua família pergunta às suas moças e moços: 'Qual de vocês vai morrer com ele? ' Um responderá, 'Eu'. A partir do momento que pronuncia essas palavras, ele ou ela não pode mais voltar atrás. Normalmente, é uma das garotas que se oferece voluntariamente para o sacrifício. "

Em seguida, o muçulmano relata como se realizou o ritual que ele testemunhou: "Quando uma jovem disse: 'Eu farei isso', duas outras moças passaram a acompanhá-la desde então, indo com ela a todos os lugares. Enquanto as outras pessoas preparavam roupas para o funeral do chefe, a menina entregou-se à bebida e ao canto e me parecia alegre. Quando chegou o dia em que o morto e a menina seriam devorados pelas chamas, eu fui para o rio, onde estava o barco do falecido. Eles trouxeram um trono, colocaram-no no barco e o cobriram com tecidos dourados e com almofadas do mesmo material. Em seguida, veio uma mulher, a quem chamavam de 'Anjo da Morte', que colocou  vários objetos sob o trono. A ela caberia matar a jovem."

"Eles tiraram o morto do seu túmulo e o vestiram. Ele foi levado para o navio, onde o colocaram sentado no trono acolchoado, apoiando-o com travesseiros. Trouxeram bebidas, frutas e ervas que foram colocadas ao lado dele. Enquanto isso, a menina caminhava para lá e para cá, e depois, entrou em uma das tendas erguidas lá. Vários homens entraram na tenda para dormir com ela, dizendo:  Diga ao seu mestre: Eu fiz isso apenas por amor a você ."

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"Finalmente, levaram a menina para o barco e lá lhe deram de beber uma bebida com álcool que a deixou atordoada. "Neste momento, conta-nos Ibn Fadlan, os homens começaram a bater em seus escudos para ocultar o choro da jovem. Depois a tomaram e amarraram suas mãos e pernas. O 'Anjo da Morte' passou uma corda em volta do pescoço da jovem e deu as pontas a dois homens. Então, com um grande punhal, o 'Anjo da Morte' a esfaqueou entre as costelas, enquanto os dois homens a estrangulavam. Assim morreu a jovem".

"Quando ela estava morta, os familiares do defunto atearam fogo no barco que não tardou a arder em chamas por todos os lados". Para surpresa e horror de Fadlan, um dos vikings lhe falou: "Vós árabes sois uns tolos. Pegais o corpo de quem mais respeitais, de quem mais haveis honrado em vida e o depositais no solo, onde ele será devorado por vermes e pela própria terra. Nós o queimamos num breve momento. Assim ele pode chegar rapidamente ao paraíso."