Terezín, um campo de concentração instalado pelos nazistas na periferia de Praga, que era chamado de "Sala de espera do inferno", foi  uma parada sem volta para mais de 150 mil judeus cujo destino final era Auschwitz, 15 mil desses prisioneiros eram crianças e pré-adolescentes.

A artista e educadora Friedl Dicker Brandeis, nascida em Viena, Áustria, dedicou o tempo que passou aprisionada em Terezín para ensinar arte como terapia para muitas das crianças presas com ela. Antes de ser executada, Friedl conseguiu resgatar 450O desses desenhos, que mais tarde serviram como prova em Nuremberg e que dão um testemunho indelével de toda a barbárie do Terceiro  Reich.

 
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"Todo mundo tem fome" – por Liana Franklová, 10 anos, prisioneira em Terezín.


Friedl conseguiu fazer as crianças recordarem, através dos desenhos, da vida que tinham antes de serem arrancadas de suas casas, mas elas também colocaram no papel toda a triste e horrível realidade do campo de concentração.

Acima de tudo, com a arte, as crianças podiam transportar-se para um mundo de imaginação e fantasia, um mundo onde o bem prevalecia sobre o mal, onde as pessoas eram livres e a esperança, o caminho logo à frente. São inúmeros os desenhos representando a volta para casa, as cenas cotidianas e o desejo de liberdade. Friedl respeitava plenamente a personalidade de cada criança e deixava que elas derramassem e abrissem suas percepções sobre todas as atrocidades que viam no campo de concentração.

Quando a guerra terminou, somente 100 das 15 mil crianças aprisionadas em Terezín, estavam vivas. Muitos dos desenhos tem uma excelente qualidade, levando-se em conta a idade de seus autores. Sem surpresa, algumas daquelas crianças se tornaram artistas de renome. É incrível como até mesmo na mais densa das trevas, uma pequena luz pode surgir, e alçar o espírito humano para a liberdade. Em Terezín, esse raio de esperança chamava-se Friedl Dicker Brandeis!


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Campo Terezín. Helga Weissova, aos 13  anos, nos conta nesse desenho que os nazistas obrigaram os prisioneiros a cortar os beliches. A intenção era fazer o barracão parecer menos apertado, para enganar a inspeção da Cruz Vermelha.



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Gueto de Bedzin, Polônia. Ella Liebermann, 16 anos nos mostra como os judeus eram transportados para a morte.



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Ella Liebermann, 16 anos. Os filhos são arrancados dos braços de suas mães. Gueto de Bedzin, Polônia.



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Alfred Kantor, 17 anos, escreveu sobre seu desenho: " Tocar a cerca significava morte imediata, ainda assim, as pessoas compartilhavam pão, um sorriso… uma lágrima." Terezín.



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Edita Pollakova, de 9 anos, desenha a chegada do trem de deportação a Terezín. Edita morreu em 4 de outubro de 1944, em Auschwitz.


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Ella Liebermann, 16 anos, Gueto de Bedzin, Polônia



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Helga Weissova, 13 anos. Desenho intitulado: Chegada a Terezín. Helga chegou ao campo com somente 12 anos. Ela trazia consigo uma caixa de pinturas e um caderno. Helga fez mais de 100 desenhos sobre a vida no campo, seguindo a recomendação de seu pai: "Pinte o que você vê." Ela foi uma das poucas sobreviventes daquele pesadelo.


 
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O último desenho de Helga Weissova, feito fora de Terezín em 1945.



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Yehuda Bacon, com 16 anos, ao sair de Terezín, desenhou o retrato de seu pai, que havia sido assassinado nas câmaras de gás e cremado em Auschwitz. A face do pai, emerge da fumaça de um forno de cremação.


Você pode encontrar mais desenhos de crianças sobre o holocausto nesta página: A arte e o holocausto

Os espartanos podem ter criado um dos melhores exércitos do mundo antigo, mas sua cultura era tão dura que a palavra "espartano" tornou-se sinônimo de uma forma austera de vida. A sociedade de Esparta foi cuidadosamente construída em torno de um rigoroso código de moral e de senso de dever; os espartanos sofriam privações extremas no caminho para tornarem-se aceitos como cidadãos de pleno direito. Da formação militar de adolescentes a trotes patrocinados pelo Estado, explore nove razões pelas quais esses antigos guerreiros gregos tiveram uma existência bem árdua.


1 – Os espartanos tinham que provar sua aptidão desde o nascimento

O infanticídio era perturbadoramente comum no mundo antigo, mas em Esparta, essa prática era organizada e gerida pelo Estado. Todas as crianças espartanas eram levadas perante um conselho de inspetores que as examinavam à procura de defeitos físicos; as que não estavam à altura dos padrões eram deixadas para morrer. O antigo historiador Plutarco escreveu que esses "mal-nascidos" bebês espartanos eram jogados em um abismo ao pé do Monte Taygetus, mas a maioria dos historiadores modernos descarta essa ideia como sendo um mito. Se um bebê espartano fosse considerado incapacitado para o seu futuro dever como soldado, ele seria, provavelmente, abandonado em uma colina próxima. Deixada sozinha, a criança fatalmente morreria, ou seria resgatada e adotada por estranhos.

Os bebês que passavam na inspeção também não tinham vida fácil. Para testar suas constituições, eles eram frequentemente banhados em vinho, em vez de água. Eles também eram frequentemente ignorados quando choravam e ensinados a nunca temer a escuridão ou a solidão. Novamente de acordo com Plutarco, essas "amorosas" técnicas parentais eram tão admiradas por estrangeiros, que as mulheres espartanas eram procuradas por suas habilidades como enfermeiras e babás.


2 – As crianças espartanas eram colocadas em um rígido sistema de educação militar

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Quando completavam sete anos, os meninos espartanos eram retirados da casa dos pais para iniciarem a "agogê", um regime de treinamento patrocinado pelo Estado concebido para moldá-los em guerreiros qualificados e cidadãos exemplares. Separados de suas famílias e alojados em barracas comuns, os jovens soldados em formação eram instruídos na arte da guerra, na caça, atletismo, dança, canto. Aos 12 anos, esses meninos eram privados de todas as roupas, exceto por um manto vermelho e obrigados a dormir fora da escola, fazendo suas próprias camas com junco. Para prepará-los à vida no campo de batalha, os meninos soldados também eram incentivados a procurar e até mesmo a roubar sua comida, mas se detectados, eram punidos com chicotadas.

Assim como de todos os homens espartanos se esperava que fossem guerreiros, esperava-se de todas mulheres que tivessem filhos. As meninas espartanas eram autorizadas a permanecer com seus pais, mas elas também recebiam uma educação rígida e eram submetidas a um rigoroso programa de treinamento. Enquanto os meninos eram preparados para uma vida em campanha, as meninas praticavam dança, ginástica e arremesso de dardo e disco, que segundo o pensamento espartano, ​​as tornava fisicamente fortes  para a maternidade.


3 – Trotes e brigas eram incentivados entre os jovens espartanos

Grande parte da agogê envolvia assuntos típicos de escola como a leitura, a escrita, a retórica e a poesia, mas o regime de treinamento também tinha um lado vicioso. Para endurecer os jovens guerreiros e incentivar o seu desenvolvimento como soldados, os instrutores e os homens mais velhos muitas vezes instigavam brigas e discussões entre os formandos. O agogê, de certo modo, foi parcialmente projetado para ajudar a tornar os jovens resistentes à dificuldades como o frio, a fome e a dor. Os meninos que mostravam sinais de covardia ou fraqueza estavam sujeitos à provocações e a violência pelos pares e também pelos superiores.

Até mesmo as meninas espartanas participavam desse "bullying" ritualizado. Durante certas cerimônias religiosas e estatais, as meninas compareciam diante dos dignitários espartanos e, em coral,  cantavam canções para os jovens da agogê. Muitas vezes, elas escolhiam rapazes específicos para ridicularizá-los, a fim de envergonhá-los. A intenção era incentivar tais garotos a intensificar os treinamentos.


4 – Os homens espartanos eram soldados por toda a vida

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A vida de soldado era a única opção para os jovens que queriam se tornar cidadãos plenos, ou "homoioi." De acordo com os decretos do legislador e reformador espartano Licurgo, os cidadãos do sexo masculino eram legalmente impedidos de escolher qualquer profissão que não fosse a militar. Esse compromisso podia durar décadas, porque os soldados eram obrigados a permanecer em serviço de reserva até a idade de 60 anos.

Por causa de sua preocupação com a arte da guerra; a indústria e a  agricultura de Esparta ficavam totalmente a cargo das classes mais baixas. Trabalhadores qualificados, comerciantes e artesãos faziam parte da "perioeci", uma classe de cidadãos livres, mas sem todos os direitos dos esparciatas, que vivia na região circundante da Lacônia. Enquanto isso, a agricultura e a produção de alimentos recaía sobre  os hilotas, pessoas escravizadas pelo Estado, uma classe servil que compunha a maioria da população de Esparta. Ironicamente, o medo constante de revoltas e levantes hilotas foi uma das principais razões por que a elite de Esparta tornou-se tão dedicada a construção de um forte regime militar.


5 – Os jovens espartanos eram ritualisticamente espancados e açoitados

Uma das práticas mais brutais de Esparta envolvia o chamado "concurso de resistência", no qual adolescentes eram açoitados, às vezes até a morte, em frente a um altar no santuário de Artêmis Ortia. Conhecida como  "diamastigosis", esta prática anual era originalmente usada como um ritual religioso, um teste de coragem e resistência à dor para os meninos em treinamento. Mais tarde, o ritual transformou-se em um espetáculo sanguinário, imediatamente após Esparta entrar em declínio e  ficar sob o controle do Império Romano. Até o terceiro século d.C existiu um anfiteatro construído especialmente para essa prática,  de modo que um grande número de "turistas" visitava a cidade para assistir o terrível suplício dos jovens espartanos.


6 – Em Esparta, os alimentos eram intencionalmente mantidos escassos

Quando um espartano completava a fase principal da agogê, em torno dos 21 anos, ele ganhava o direito de participar na "syssitia", um refeitório de estilo militar onde os cidadãos se reuniam para as refeições públicas. A fim de preparar os soldados para o esforço de guerra e desencorajar a obesidade, a quantidade de  alimentos distribuída nesses refeitórios comuns era sempre moderada, ligeiramente insuficiente. Os espartanos eram famosos por sua devoção à aptidão física e à dieta adequada; eles tinham uma aversão especial para com os cidadãos com excesso de peso, que eram ridicularizados publicamente e corriam o risco de ser banidos da cidade-estado.

O vinho era um produto básico da dieta espartana, mas raramente se bebia em excesso e os jovens eram sempre advertidos sobre o problema da embriaguez. Em alguns casos, os escravos hilotas eram forçados a desfilar descontroladamente embriagados para os soldados em formação, uma forma de mostrar para os jovens espartanos os efeitos negativos do álcool.


7 – O espartano só era autorizado a viver com sua esposa depois dos 30 anos

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A sociedade espartana não desencorajava o amor romântico, mas o casamento e os filhos eram sujeitos à algumas restrições culturais e governamentais bem peculiares. O Estado aconselhava que os homens se casassem aos 30 anos e as mulheres aos 20 anos. Uma vez que todos os homens eram obrigados a viver em um quartel até os 30 anos, os casais, cujo homem não atingira essa idade, eram forçados a viver separadamente até que o marido completasse seu serviço militar obrigatório.

Os espartanos viam o casamento principalmente como um meio para conceber novos soldados e os cidadãos eram incentivados a considerar a saúde e a aptidão de seu companheiro antes de viverem juntos. Na verdade, esperava-se dos maridos que fossem incapazes de ter filhos, que procurassem substitutos viris para engravidar suas esposas. Da mesma forma, os solteiros eram vistos como negligenciando o seu dever sagrado de gerar novos soldados, sendo muitas vezes publicamente ridicularizados e humilhados nas festas religiosas.


8 – Para um espartano, render-se era a humilhação suprema

Os soldados espartanos eram treinados para lutar sem medo até o último homem. A rendição era vista como a epítome da covardia e os guerreiros que voluntariamente entregavam as armas ficavam tão envergonhados, que muitas vezes recorriam ao suicídio. De acordo com o historiador Heródoto, dois soldados espartanos que lutaram na famosa Batalha das Termópilas retornaram à sua terra natal em desgraça. Um se enforcou e o outro só teve sua honra restaurada depois  de morrer lutando em outra guerra.

Se um soldado espartano morresse em batalha, ele era visto como tendo completado o seu dever como cidadão. Na verdade, a lei espartana determinava que apenas duas classes de pessoas podiam ter seus nomes inscritos em suas lápides: as mulheres que morriam no parto e os homens que tombavam em combate


9 – Nem os reis espartanos tinham vida fácil

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Os reis espartanos estavam sujeitos a muitas das mesmas leis e convenções sociais impostas a seus súditos, entre elas, a agogê. Os monarcas de Esparta podiam ser punidos caso sua liderança militar fosse considerada inapta em tempos de guerra; às vezes eles também eram censurados por coisas aparentemente triviais. De acordo com o antigo historiador Teofrasto, o rei Arquídamo foi multado por se casar com uma mulher pequena, porque os espartanos acreditavam que ela daria à luz "régulos" em vez de reis.

Não há nenhuma graça na guerra, não obstante, os soldados envolvidos na Segunda Guerra Mundial, por vezes, foram fotografados em situações constrangedoras, divertidas ou apenas humanas. São flagrantes de descontração que fariam sucesso em qualquer rede social, caso elas existissem na época.

 
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Um piloto britânico, baseado na Líbia, recebe o carinho de seu mascote, na cabine de um P-40.



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Um pouco de solidariedade para com a mulinha!



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Voyeurismo em tempos de guerra!



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E todos dormem em paz!



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O sargento americano Neil I. Shober compartilha bananas com uma cabra durante a Batalha de Saipan



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Beija-me enquanto puderes!



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Soldados alemães se preparando para atravessar um rio



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Pela careta, a comida estava deliciosa!



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Hoje tem espetáculo? Tem, sim senhor?



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Um descontente saúda o Füher


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Guerra de bolas de neve entre soldados alemães



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Os nazistas envolvidos em uma corrida de bigas



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Nem só de metralhadoras vive o homem!



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Décadas mais tarde, Michael Jackson usaria essa ideia!



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Vida de soldado é mesmo difícil!



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Se Hitler te pega…


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Isso com certeza é complexo de inferioridade



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Nada melhor do que uma boa pelada de domingo!



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Por um triz!



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Três perigosos nazistas brincam com um gatinho



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Capacete com rendas. Porque é preciso ser fashion!



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Um submarinista lançando um torpedo



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Um soldado russo alimenta uma coruja



Franz von Vera e seu gatinho de estimação



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Por que guerrear, se podemos todos dançar juntos?

Esta é uma lenda urbana que nunca deixa de causar espanto: as coincidências envolvendo Lincoln e Kennedy. É algo surpreendente, chegando às portas do sobrenatural, verificar o quanto existe de coincidência em números cruciais na vida de dois dos mais marcantes presidentes da história dos Estados Unidos -  Abraham Lincoln, o 16º e para muitos o maior entre os 44 presidentes americanos, e John F. Kennedy, o 35º e o primeiro presidente católico daquele país.

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A lista de coincidências é uma lenda urbana quase tão antiga quanto a morte de Kennedy, ocorrida em 1963. Pelo que se sabe, ela começou a circular no ano seguinte e, conforme a versão, é acrescida de um, dois ou até dez itens aos relacionados nesta postagem.


- Leia e veja se não é coisa de outro mundo!

- Abraham Lincoln foi eleito deputado à Câmara de Representantes em 1846 e John F. Kennedy foi eleito para o mesmo posto exatamente em 1946.

- Abraham Lincoln foi eleito presidente dos Estados Unidos em 1860, e John F. Kennedy em 1960.

- Ambos se empenharam pelos direitos civis — Lincoln, pelo fim da escravidão, Kennedy, por igualdade plena de direitos aos afroamericanos.

- As mulheres de ambos - Mary Todd Lincoln e Jacqueline Bouvier Kennedy  -  perderam filhos quando residiam na Casa Branca.

- Abraham Lincoln foi assassinado numa sexta-feira. John Kennedy também.

- Lincoln foi assassinado com um tiro na cabeça. Pelo menos um dos tiros que mataram John Kennedy foi na cabeça.

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Lincoln e Kennedy foram sucedidos por um vice com o mesmo sobrenome: Andrew Johnson substituiu Lincoln, Lyndon Johnson, a Kennedy.

- O mistério fica ainda mais intrigante:

- Andrew Johnson nasceu em 1808, e Lyndon Johnson, em 1908.

- A secretária de Abraham Lincoln tinha como sobrenome Kennedy, na noite do assassinato de Lincoln, ela o advertira para que ele não fosse ao Teatro Ford. A secretária de John F. Kennedy tinha como sobrenome Lincoln, e o advertiu para não ir a Dalas.

- Os dois presidentes foram assassinados por sulistas

- John Wilkes Booth, o assassino de Lincoln, nasceu em 1839, e Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939. Ambos eram conhecidos por seus nomes por extenso, o que é incomum na cultura norte-americana, que privilegia a versão com o segundo nome ou o primeiro sobrenome grafado apenas com a inicial.

- Abraham Lincoln levou um tiro na cabeça dentro de um teatro, o Ford Theatre de Washington, e John F. Kennedy foi alvejado dentro de uma limusine Lincoln – produzido pela Ford.

- Os dois assassinos, Booth e Oswald, acabaram sendo assassinados antes de serem julgados por seus crimes.

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Nem a loira mais desejada da história conseguiu escapar dessa trama sobrenatural: uma semana antes de ser morto, Lincoln esteve em Monroe, no Estado de Maryland. Uma semana antes de morrer, Kennedy esteve com Marilyn Monroe.

- Agora uma coincidência envolvendo os filhos dos dois presidentes:

- O filho caçula de Lincoln, Tad, foi sepultado no dia 16 de julho de 1871. Mais tarde, seu corpo foi exumado e transferido para outro túmulo.

- O filho caçula de Kennedy, John Jr., o John-John, que sobreviveu ao pai por mais de três décadas, morreu no mar num acidente com o avião que ele pilotava num mesmo 16 de julho de 1999. Mais tarde, bombeiros encontraram seu corpo, que foi retirado do mar próximo à ilha de Martha’s Vineyard, em Massachusetts, para autópsia e, posteriormente, conforme seu desejo, suas cinzas lançadas ao mar em outro ponto da costa do mesmo Estado.

- Verdades, mentiras e piadas

Na Wikipédia você poderá ler a versão original da lista. Muitas das alegações dela já foram desmascaradas e outras coincidências são consideradas apenas "meias verdades". Estudiosos americanos argumentam que a lista foi uma maneira das pessoas encontrarem algum sentido nos dois eventos trágicos na história dos Estados Unidos, segundo eles, é relativamente fácil encontrar padrões de semelhança entre duas pessoas ou acontecimentos similares, mas quase sempre, esses padrões não resistem a um exame rigoroso.

A lista também tem inspirado paródias bem-humoradas, como esta que diz: "Antes de ser morto, Lincoln esteve em Monroe, Maryland. Kennedy, antes de morrer, esteve em Marilyn, Monroe!"

Fontes: WikipédiaRicardo Setti

Se você for uma pessoa de sorte, talvez já tenha visto o deslumbrante fenômeno meteorológico que estamos prestes a explorar: as nuvens lenticulares. Embora sejam um espetáculo raro, se as condições forem adequadas, é possível avistá-las e, melhor ainda, fotografá-las! A aparência dessas nuvens é tão distinta que aos olhos humanos elas são muitas vezes confundidas com encontros imediatos do terceiro grau. Olhando para as magníficas imagens dessa postagem, perceberemos o motivo dessa confusão!

 

Nuvem lenticular rosa sobre o Monte Rainier,Washington

O Antigo Egito manteve-se como uma das civilizações mais avançadas do mundo por cerca de 3.000 anos e criou uma cultura tão rica que gerou o seu próprio campo de estudo: a egiptologia. A arte, a arquitetura e a religião egípcia tornaram-se objetos duradouros da nossa fascinação e ainda há muita coisa que nós não sabemos sobre os famosos construtores das pirâmides. Desde o primeiro tratado de paz que se tem notícia até  a paixão dos faraós por antigos jogos de tabuleiro, nessa postagem descobriremos 11 fatos surpreendentes sobre o presente do Nilo.


1 – Cleópatra não era egípcia

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Junto com  Tutancâmon, talvez nenhuma figura associada com o Egito Antigo seja mais famosa do que Cleópatra VII. Nascida em Alexandria, Cleópatra era, na verdade, parte de uma longa linhagem de gregos macedônios originalmente descendentes de Ptolomeu I, um dos generais de confiança de ​​Alexandre, o Grande. A dinastia ptolomaica governou o Egito de 323 a 30 a.C, sendo que a maioria de seus líderes permaneceu em grande parte grega em sua cultura e sensibilidade. Cleópatra era famosa por ser um dos primeiros membros da dinastia ptolemaica que realmente falava a língua egípcia.


2 – Os antigos egípcios fizeram um dos primeiros tratados de paz da história

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Por mais de dois séculos, os egípcios lutaram contra o império hitita pelo  controle das terras do que é hoje a moderna Síria. O conflito deu origem a confrontos sangrentos como a Batalha de Kadesh, em 1274 a.C. Lá pela época do faraó Ramsés II,  nenhum dos lados tinha conseguido subjugar o outro. Os egípcios e os hititas passaram a enfrentar ameaças de outros povos, então, em 1259 a.C, Ramsés II e o rei hitita Hatusil III negociaram um famoso tratado de paz. O acordo punha fim ao conflito e decretava que os dois reinos ajudariam um ao outro em caso de uma invasão por terceiros. O tratado egípcio-hitita é agora reconhecido como um dos primeiros acordos de paz da história. Uma cópia dele pode até mesmo ser vista na entrada para a Câmara do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque.


3 – Os antigos egípcios tinham paixão por jogos de tabuleiro

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Depois de um longo dia de trabalho ao longo do rio Nilo, os egípcios muitas vezes relaxavam jogando jogos de tabuleiro. Existiam vários jogos diferentes, incluindo "Mehen" e "Cães e Chacais", porém,  o mais popular talvez tenha sido um jogo de azar conhecido como "Senet." A idade desse passatempo remonta tão longe quanto 3500 a.C. Ele era jogado em uma placa longa com 30 quadrados pintados nela. Cada jogador tinha um conjunto de peças que eram movidas ao longo da placa de acordo com o número indicado por quatro plaquinhas de madeira. Os historiadores ainda se debatem sobre as regras exatas do Senet, mas há pouca dúvida sobre a popularidade do jogo. Pinturas retratam a rainha Nefertari jogando Senet e faraós, como Tutancâmon, tinham tabuleiros do jogo enterrados com eles em suas tumbas.


4 – As mulheres egípcias tinham uma ampla gama de direitos e liberdades

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Embora possam ter sido publicamente e socialmente vistas como inferiores aos homens, as mulheres egípcias desfrutavam de uma grande dose de independência jurídica e financeira. Elas podiam comprar e vender bens, atuar como membros de um júri, fazer testamentos e até mesmo assinar contratos legais. As mulheres do Antigo Egito não costumavam trabalhar fora de casa, mas quando o faziam, elas geralmente recebiam um salário equivalente ao dos homens, quando realizavam o mesmo trabalho. Ao contrário das mulheres da Grécia antiga, que eram efetivamente  propriedade de seus maridos, as mulheres egípcias também tinham o direito de se divorciar e de se casar novamente. Os casais egípcios são conhecidos por negociar um antigo acordo pré-nupcial. Esses contratos listavam todos os bens e riquezas que a mulher havia trazido para o casamento e garantiam que ela  seria compensada, no caso de um divórcio.


5 – Os trabalhadores do Antigo Egito organizavam greves

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Mesmo considerando o faraó uma espécie de deus vivo, os trabalhadores egípcios não tinham medo de protestar por melhores condições de trabalho. O exemplo mais famoso vem do século XII a.C, no Império Novo, durante o reinado do faraó Ramsés III. Quando os trabalhadores envolvidos na construção da necrópole real em Deir el-Medina não receberam seu pagamento habitual de grãos, eles organizaram uma das primeiras greves registradas da história. Os operários simplesmente entravam nos templos mortuários próximos e lá ficavam sentados, se recusando a sair até que suas queixas fossem ouvidas. A estratégia funcionou; eles acabaram recebendo os salários atrasados.


6 – Os faraós geralmente eram gordos

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A arte egípcia geralmente retrata os faraós como tendo corpos esculturais, mas é provável que não tenha sido bem assim. A dieta egípcia de cerveja, vinho, pão e mel, era rica em açúcar, e estudos mostram que ela pode ter feito um estrago nas cinturas reais do Antigo Egito. Exames em múmias indicaram que muitos governantes egípcios eram doentes, acima do peso e que muitos deles sofriam de diabetes. Um exemplo notável é a lendária rainha Hatshepsut, que viveu no século XV a.C, seu sarcófago a retrata como esbelta e atlética, mas os historiadores acreditam que ela era, na verdade, gorda e com pouco cabelo.


7 – As pirâmides não foram construídas por escravos

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A vida de um construtor de pirâmides certamente não era fácil. Os esqueletos dos trabalhadores dessas construções mostram comumente sinais de artrite e de outras doenças laborais, mas as evidências sugerem que os túmulos dos faraós  foram construídos não por escravos, mas por trabalhadores pagos. Essa antiga massa de trabalho da construção era formada por artesãos qualificados e por trabalhadores temporários que pegavam no pesado. Alguns deles parecem ter tido muito orgulho por seu ofício. Desenhos encontrados perto dos monumentos sugerem que muitas vezes os trabalhadores davam nomes humorísticos aos seus grupos, como os "Bêbados de Miquerinos" ou os "Amigos de Khufu." A ideia de que escravos construíram as pirâmides ao estalo de um chicote, foi evocada pela primeira vez pelo historiador grego Heródoto, no século V a.C, mas a maioria dos historiadores modernos a rejeita, considerando-a um mito. Contudo, os antigos egípcios certamente não eram contrários a manter escravos, tudo indica que eles eram usados principalmente nas lavouras e como servos domésticos.

Veja também: 10 mitos sobre o Antigo Egito


8 – Tutancâmon pode ter sido morto por um hipopótamo

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Pouco se sabe sobre a vida do faraó menino Tutancâmon, mas alguns historiadores acreditam que sabem como ele morreu. Tomografias do corpo do jovem monarca mostram que ele foi embalsamado sem o seu coração ou sem  a sua parede torácica. Esse desvio drástico da prática tradicional do sepultamento egípcio, sugere que ele pode ter sofrido uma lesão horrível antes de sua morte. De acordo com um punhado de egiptólogos, uma das causas mais prováveis ​​para esta ferida teria sido a mordida de um hipopótamo. As evidências indicam que os egípcios caçavam esse animais por esporte, e estátuas encontradas na tumba de Tutancâmon o retratam no ato de atirar uma lança. Se o faraó menino, de fato apreciava caçar hipopótamos, então talvez, sua morte tenha sido o resultado de uma caçada que deu errado.


9 – Alguns médicos egípcios se especializavam em certos campos da medicina

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Um antigo médico  geralmente era pau para toda obra, mas existem provas de que os médicos egípcios, por vezes, se focavam no tratamento de apenas uma parte do corpo humano. Essa forma inicial de especialização médica foi observada pela primeira vez em 450 a.C pelo viajante e historiador Heródoto. Descrevendo a medicina egípcia, ele escreveu: "Cada médico é curandeiro de uma doença e não mais ... alguns dos olhos, alguns dos dentes, outros do que se refere à barriga." Esses especialistas egípcios tinham nomes específicos. Dentistas eram conhecidos como "os médicos dos dentes", já o termo para proctologista se traduz literalmente como "pastor do ânus."


10 – Os antigos egípcios criavam e adestravam animais de estimação

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Os egípcios viam os animais como encarnações dos deuses e foram uma das primeiras civilizações a manter animais de estimação. Eles gostavam particularmente  de gatos, que eram associados com a deusa Bastet, mas também reverenciavam os falcões, íbis, cachorros, leões e babuínos. Esses animais ocupavam um lugar especial no lar egípcio e muitas vezes eram mumificados e enterrados com seus donos depois de terem morrido. Outras criaturas eram especialmente treinadas para trabalhar como animais auxiliares. Policiais egípcios, por exemplo, eram conhecidos por usar cães e macacos treinados para ajudá-los quando em patrulha.


11 – Egípcios de ambos os sexos usavam maquiagem

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A vaidade é tão antiga quanto a civilização e os antigos egípcios não eram exceção. Tanto homens como mulheres eram conhecidos por usar grandes quantidades de maquiagem, que segundo a crença, dava-lhes a proteção dos deuses Hórus e Rá. Esses cosméticos eram feitos por moagem de minérios como malaquita e galena em uma substância chamada Kohl. Em seguida, eram aplicados ao redor dos olhos com utensílios feitos de madeira, osso e marfim. As mulheres também enfeitavam suas bochechas com tinta vermelha e usavam henna para colorir as mãos e unhas; ambos os sexos usavam perfumes feitos a partir de óleos, mirra e canela. Os egípcios acreditavam que sua maquiagem tinha poderes mágicos de cura e não estavam totalmente errados: pesquisas comprovaram que os cosméticos à base de chumbo usados ​​ao longo do Nilo, realmente ajudavam a evitar infecções oculares.

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